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Clerot é Pódio na F3. Emmo Jr. foi o brilho na F2 e Enzo salva pontos na Indy NXT PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 07 June 2026 21:33

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Nesse final de semana não tivemos grandes corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial.

 

Nas ruas do Principado de Mônaco tivemos o retorno da FIA Fórmula 2 à Europa, com Rafael Câmara correndo atrás do prejuízo e Emerson Fittipaldi Jr. buscando mais uma etapa de afirmação. A FIA Fórmula 3 voltou a competir após 3 meses sem disputar uma corrida, tendo feito apenas um treino coletivo em maio no Red Bull Ring. Pedro Clerot continua em seu processo de se estabelecer na categoria enquanto Fernando Barrichello está enfrentando o desafio de estar numa equipe de orçamento pequeno. Nos EUA, Enzo Fittipaldi tinha pela frente seu primeiro oval na temporada no WWTR em Illinois. Não era pra ser, mas foi. Empolguei e saiu textão.

 

FIA Fórmula 2

As ruas do principado de Mônaco trouxeram de volta a Europa da principal categoria de acesso à Fórmula 1. Com a extensa programação do final de semana, as atividades de pista tiveram que começar na quinta-feira, com os treinos livres, deixando a classificação para a sexta-feira. Rafael Câmara precisava se recuperar da desastrosa etapa no Canadá e agora tinha 21 pontos de desvantagem para Gabriele Mini na busca do título. Emerson Fittipaldi Jr. teve uma etapa bem produtiva em Montreal. Marcou seus primeiros pontos e certamente tirou um peso dos ombros.

 

Na manhã da quinta-feira, após o treino livre da FIA Fórmula 3 chegava a hora dos pilotos da FIA Fórmula 2 vieram às ruas do Principado para a sessão de treinos livres de 45, com todos indo para a pista e com 45 minutos para encontrarem o melhor acerto e testarem seus próprios limites entre os guard rails que tem tolerância zero com erros. A pior parte – além do tráfego – era o fato de que as bandeiras vermelhas tiram o tempo dos pilotos na pista enquanto o tempo corre.

 

 

As primeiras voltas foram com os testes de instalação e do sistema do virtual safety car. Rafael Câmara deu aquela “cozida” em um jogo de pneus duros, trocou para um set novo e voltou pra pista. As primeiras voltas ainda tinham tempos muito altos, e Oliver Goethe parou na área de escape na saída dos esses da Piscina. Bandeira vermelha. Foram 4 minutos para a retirada do carro da MP Motorsports e os boxes foram abertos. Novo trabalho de condicionamento dos pneus e os pilotos começaram a virar na casa de 1m25s, mas esse tempo ia cair bastante, pois foi o tempo dos carros da FIA Fórmula 3.

 

Rafael Câmara virou 1m24,007s enquanto Emmo Jr. foi atrapalhado duas vezes em tentativas de voltas rápidas. Quando conseguiu a pista menos tumultuada ele fez 1m25,487s.. Rafael Câmara melhorou para 1m23,488s. Emmo Jr. baixou para 1m25,228s. Faltando 18 minutos Rafael Villagomez bateu forte e provocou nova bandeira vermelha. Boxes reabertos faltando 13 minutos e os pilotos foram pra pista com os pneus super macios.

 

 

Rafael Câmara ficou nos boxes e os mecânicos fizeram um ajuste na asa dianteira antes do brasileiro vir pra pista. Os pneus foram aquecidos com calma e quando os tempos vieram, Joshua Durksen ficou parado na Saint Devote atrapalhando as voltas rápidas de muita gente. Rafael Câmara errou na chicane do porto e Emmo Jr. baixou para 1m24,210s. Rafael Câmara melhorou para 1m22,580s. Emmo Jr. baixou para 1m23,772s. O cronômetro zerou antes de Rafael Câmara abrir nova volta e o brasileiro terminou com o 10° tempo. Emmo Jr. ficou em 19°.

 

Depois do treino livre 1 da F1 os pilotos da FIA Fórmula 2 tiveram sua sessão de definição do grid com os pilotos divididos em dois grupos, com os numerados impares e os numerados pares. Com um brasileiro em cada grupo Rafael Câmara (1) e Emerson Fittipaldi Jr. (20). 16 minutos para cada grupo e o mais rápido geral seria o pole position, fazendo os pilotos do seu grupo largarem na posição ímpar do seu grupo. Estavam todos com os pneus supermacios.

 

 

O grupo com numeração ímpar foi pra pista primeiro e Rafael Câmara puxando a fila e aquecendo os pneus com calma para conseguirem fazer voltas realmente rápidas, que devem ficar na casa de 1m21s baixo, talvez 1m20s alto. A primeira volta rápida de Rafael Câmara foi em 1m24,366s e ele tocou no guard rail na última curva da volta e o carro desalinhou. A equipe chamou o brasileiro para os boxes. A suspensão traseira esquerda foi danificada e precisou ter os braços trocados.

 

 

Uma situação desastrosa que foi salva por uma bandeira vermelha provocada pela batida de John Bennett na Saint Devote, o que deu um tempo extra para a equipe Invicta terminar o trabalho de recuperação do carro. Os carros deixaram os boxes com 3m51s e Rafael Câmara saiu puxando a fila novamente e dando só uma volta pra aquecer os pneus, marcou 1m24,269s, mas deu tempo de abrir uma última volta e mostrou quem é o campeão, fazendo 1m20,923s, tocando novamente o guard rail onde ele quebrou a suspensão.

 

 

Na sequência o grupo dos carros com números pares foram para a pista e com eles Emerson Fittipaldi Jr. teriam seus 16 minutos para tentar bater o tempo estabelecido por Rafael Câmara e assim como fizeram os pilotos do grupo com números pares e aquecendo os pneus com cuidado para que pudessem fazer 3 ou 4 voltas rápidas buscando tirar a pole provisória do brasileiro. Ainda nas voltas de aquecimento Kush Maini tentou passar Laurens Van Hoepen, danificou seu carro e jogou o holandês em cima da zebra de onde ele não conseguiu sair. Bandeira vermelha com 12m28s.

 

 

Os pilotos retornaram à pista tendo que fazer um novo trabalho de aquecimento dos pneus e quando aceleraram, a primeira volta rápida de Emmo Jr. foi em 1m24,780s, mas esse tempo ia baixar. Na segunda tentativa o brasileiro conseguiu virar em 1m23,267s, quando fez uma volta de respiro para fazer uma nova tentativa. Na nova tentativa Emmo Jr. baixou para 1m22,739s e refrigerou para abrir uma última volta. O brasileiro fez 1m22,408s e terminou na 10ª posição.

 

Depois do treino livre da F1 os pilotos da FIA Fórmula 2 retornaram às ruas do Principado para a corrida ‘sprint’. Emerson Fittipaldi Jr teria uma corrida de aprendizado para fazer largando na P19 enquanto Rafael Câmara, largando na P10 pelo grid invertido, precisava fazer uma largada segura para tentar passar ileso nas primeiras curvas e, quem sabe, chegar no top-8 para fazer alguns pontos. Todos estavam com pneus macios e após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e apagadas as luzes vermelhas para as 30 voltas programadas, tivemos a largada.

 

 

Rafael Câmara largou muito bem e pulou para 8°. Emmo Jr. perdeu uma posição e era o 20° no final da 1ª volta, mas conseguiu recuperar a P19 graças ao toque de Oliver Goethe, que caiu para o final do pelotão. Rafael Câmara se afastou um pouco de Kush Maini, mas logo voltou a se aproximar. Alex Dunne perdeu contato com o brasileiro e também voltou a se aproximar. Quem segurava o ritmo do pelotão do P5 ao P10 era Dino Beganovic, mas logo o pelotão inteiro se agrupou, com Noel Leon segurando o ritmo de corrida.

 

 

Emmo Jr. vinha tranquilo na P19, muito perto de Rafael Villagomez enquanto Cian Shields oscilava de ritmo. Dino Beganovic voltou a se afastar dos 4 primeiros enquanto Rafael Câmara pressionava mais forte Kush Maini. Alexander Dunne segurava Nicola Tsolov e mantinha Rafael Câmara sem pressão. Câmara ficou a 3s de Kush Maini e tinha 10s de vantagem sobre Alexander Dunne que vinha segurando todo mundo atrás dele. Na folta seguinte foi Kush Maini quem virou muito mal e ficou 10s. longe de Martinius Stenshorne. Rafael Câmara fez duas voltas muito lentas e Alexander Dunne se aproximou muito do brasileiro. Emmo Jr. continuava em 19°.

 

 

Os pilotos mais atrás estavam fazendo voltas de afastamento do carro da frente e buscando fazer uma volta voadora para tentar fazer a volta mais rápida da prova e ganhar o ponto extra. Rafael Câmara começou a virar voltas sozinho, distante de Kush Maini e com grande vantagem para Martinius Stenshorne. Isso permitia poupar os pneus para tentar uma volta rápida. Emmo Jr. pressionava sem sucesso Rafael Villagomez quando entramos no terço final da corrida.

 

 

Na volta 21 Nikola Tsolov fez a volta mais rápida da corrida e com isso somaria um ponto. Na volta 24 o búlgaro vinha tentando e conseguiu uma volta voadora em 1m22,100s Tas Inthraphuvasak ficou lento na posta, Emmo Jr. ganhou a P18 e o tailandês conseguiu chegar nos boxes. Rafael Câmara começou a virar rápido a 5 voltas do final, mas estava longe da volta de Nicola Tsolov. Rafael Câmara terminou em 8° e somou um ponto. Com a punição à Laurens Van Hoepen, Emmo Jr. foi o 17°.

 

Em regime de “plantão” da ensolarada manhã monegasca (madrugada de pijama e frio no Brasil) tivemos a continuidade da programação de domingo com os pilotos da FIA Fórmula 2 retornando para a corrida principal. Rafael Câmara largava com pneus macios (como a maioria do grid) na pole e Emerson Fittipaldi Jr. 19° com supermacios. Corrida com parada obrigatória para troca de pneus, a estratégia precisava ser perfeita. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 45 voltas programadas, tivemos a largada. Rafael Câmara estava largando de pneus macios, os mais duros do grid, assim como Nikola Tsolov e boa parte do grid, especulando uma corrida complicada com entradas do safety car e com a postergação da colocação dos pneus supermacios.

 

 

Rafael Câmara largou muito bem e – aparentemente – Nikola Tsolov estava posicionado errado no grid para a largada. Emmo Jr. não largou bem e caiu para 21°. Rafael Câmara vinha ditando o ritmo da corrida e segurando Nikola Tsolov, com os dois abrindo um pouco de Alexander Dunne. Emmo Jr. estava com pneus supermacios herdou a posição de Rafael Villagomez, que foi para os boxes na 4ª volta. Rafael Câmara e Nikola Tsolov foram trocando a volta mais rápida da corrida no início da corrida.

 

 

Rafael Câmara recebeu na volta 6 a instrução dos boxes para segurar o ritmo de prova e manter o pelotão compactado e os pilotos que largaram com pneus supermacios começaram a entrar nos boxes para trocar seus pneus. Rafael Câmara seguiu a instrução dos boxes e começou a virar na casa de 1m26s. Na volta 10 Emmo Jr. parou para trocar pneus e colocar os pneus macios. O líder errou na nova chicane e isso já deixa um alerta na direção de prova. De cara para o vento e pneus novos Emmo Jr. fez a volta mais rápida da prova na volta 12 com 1m24,144s e na seguinte 1m24,127s.

 

 

Entramos no 2° terço de corrida e Rafael câmara ia controlando o “modo procissão”, fazendo todo pelotão, até o 18°, John Bennett, se mantendo todos próximos. Rafael Câmara aumentou o ritmo de corrida e Tsolov foi com ele, com ambos abrindo um pouco de Alexander Dunne. Rafael Villagomez parou outra vez nos boxes e colocou os pneus macios. Emmo Jr., em 19°, fez outra volta mais rápida, mas estava a 18s de John Bennett. Rafael Câmara começou a virar voltas na casa de 1m24s e Nikola Tsolov veio no ritmo. Emmo Jr. foi chegando em John Bennett, que foi para os boxes e Emmo foi para 17° com a parada de Laurens Van Hoepen.

 

 

Dos pilotos da frente Gabriele Mini foi o 1° a parar, no final da volta 25. Roman Bilinski entrou na volta seguinte. Rafael Câmara abriu o último terço de prova com 2,3s de vantagem sobre Nikola Tsolov. Dino Beganovic era o 4° e parou na volta 29. O sueco voltou pouco à frente de Emmo Jr. que era o 1° dos que já haviam parado. Rafael Câmara tinha 1,6s para Nikola Tsolove eles tinham 8s para Alexander Dunne. Nikola Tsolov parou na volta 33, Martinius Stenshorne também parou. Rafael Câmara parou na volta seguinte. Ele tinha 3,3s de vantagem para Nikola Tsolov.

 

 

Grande parada de Rafael Câmara nos boxes, voltando com boa vantagem para Nikola Tsolov, que perdeu a posição para Alexander Dunne, mas logo recuperou e, com pneus mais quentes, se aproximou rápido de Rafael Câmara que errou na Saint Devote quando foi atacado por Nikola Tsolov, abandononando a corrida. O safety car virtual foi acionado e quem não tinha parado aproveitou para parar e isso beneficiou quem não tinha parado e atrapalhou Emmo Jr. que ficou em 11°, mas ainda tinha gente para parar a 5 voltas do final.

 

 

Mari Boya, Colton Herta e Nico Varrone foram punidos. Herta, Varrone e Durksen pararam. Emmo Jr. subiu para 7° na volta final e Ritomo Miyata ainda estava sob investigação, que acabou como sem punição para o japonês. Com mais uma etapa desastrosa, Rafael Câmara despencou para a 7ª posição no campeonato com 39 pontos. Emerson Fittipaldi Jr. é o 18° com 10 pontos e a próxima etapa já será no próximo final de semana em Barcelona.

 

FIA Fórmula 3

Depois de três meses sem corridas devido ao cancelamento das etapas que ocorreriam no oriente médio devido a estúpida guerra do Sr. Trump, os pilotos da categoria voltaram às atividades de competição após dois dias de testes no Red Bull Ring em maio. Pedro Clerot havia pontuado na etapa de abertura na Austrália e andou bem nos dias de teste na Áustria enquanto Fernando Barrichello ainda precisava se auto afirmar na equipe onde Brad Benavides foi o único a pontuar na etapa de abertura.

 

Na manhã da quinta-feira os pilotos da FIA Fórmula 3 vieram às ruas do Principado para a sessão de treinos livres, com todos os 30 carros indo para a pista e com 45 minutos para buscarem o melhor acerto e testarem seus próprios limites entre os guard rails, conseguir uma volta limpa era algo muito difícil e tendo o risco de bandeiras vermelhas para tirar o tempo dos pilotos na pista enquanto o tempo se esvaia.

 

 

As primeiras voltas foram com os testes de instalação e do sistema do virtual safety car. De forma muito interessante os carros estavam agrupados por equipes neste início de treino. Todos estavam com pneus médios usados e depois de aquecê-los começaram a buscar seus limites. Fernando Barrichello virou em 1m32,132s e Pedro Clerot em 1m29,842s suas primeiras voltas, mas este tempo iria cair.

 

 

Bastaram 10 minutos de treino para termos a primeira bandeira vermelha, com James Wharton batendo forte e espalhando detritos e fluidos pela pista. Os pilotos só conseguiram voltar à pista 23 depois, pois foi preciso trocar as lâminas na 1ª perna dos esses da piscina tamanha a força da batida. Restariam aos pilotos apenas 12 minutos para se adaptarem ao traçado do Principado e acertar seus carros para o treino classificatório na manhã da sexta-feira, mas a direção acrescentou mais 15 minutos à sessão.

 

 

Os pilotos voltaram à pista desta vez já com os pneus macios, os pneus determinados para a etapa. Eles já não estavam mais agrupados por equipes e as voltas rápidas não demoraram a vir. Pedro Clerot melhorou para 1m28,143s e Fernando Barrichello para 1m29,341s. Após uma volta de resfriamento nos freios Pedro Clerot baixou seu tempo para 1m27,829s enquanto Fernando Barrichello foi para os Boxes. Novamente resfriando e acelerando, Pedro Clerot conseguiu virar em 1m27,140s enquanto Fernando Barrichello voltava para a pista.

 

 

Entramos na reta final da sessão com Pedro Clerot numa provisória P4 e Fernando Barrichello precisando melhorar pelo menos 2s em sua volta para ter um tempo competitivo. Os tempos continuavam melhorando e Pedro Clerot virou uma ótima volta em 1m26,652s. Enquanto isso, Fernando Barrichello não conseguia melhorar. Tivemos uma bandeira amarela com 2 pilotos saindo na Saint Devote, mas sem interrupção do treino. Fernando Barrichello melhorou um pouco e baixou seu tempo para 1m28,344s. Faltando 3 minutos Pedro Clerot havia caído da P2 para a P10. Mattia Colnaghi escapou na Saint Devote e estragou muitas voltas finais, mas antes disso Pedro Clerot marcou 1m26,141s e Fernando Barrichello 1m28,026s. Clerot terminou com a P5 e Barrichello com a P29.

 

Abrindo os trabalhos na manhã da sexta-feira os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino de classificação de uma forma diferente com os pilotos divididos em dois grupos, com os numerados impares e os numerados pares. Com um brasileiro em cada grupo Pedro Clerot (9) e Fernando Barrichello (28). 16 minutos para cada grupo e o mais rápido geral seria o pole position, fazendo os pilotos do seu grupo largarem na posição ímpar do seu grupo.

 

 

O primeiro grupo a ir para ir à pista foi o dos pilotos com números pares, onde estava Fernando Barrichello. Os pilotos foram aquecendo os pneus e a partir da 4ª volta os tempos começaram a aparecer. Fernando Barrichello fez 1m27,717s em sua primeira volta, 1,3s acima do P1 na primeira volta rápida. Todos deram uma resfriada nos freios antes de tentar uma segunda volta e nessa o piloto brasileiro melhorou para 1m27,410s, mas ficou mais longe do P1.

 

Nova volta de resfriamento para mais uma tentativa e Fernando Barrichello era o 14° no seu grupo. Brad Benavides, seu companheiro na AIX era apenas o 12°, mas era 1s mais rápido que ele. Os pilotos partiram para uma terceira tentativa e Fernando Barrichello melhorou para 1m26,820s, mas os tempos em geral baixaram ainda mais. Brando Badoer foi o mais rápido do grupo com 1m24,612s. Fernando Barrichello ficou na P15 com seu tempo, 2,208s mais lento que o P1 e 930 milésimos mais lento que Brad Benavides.

 

Em seguida o grupo dos carros com números ímpares foram para a pista e com eles Pedro Clerot teriam seus 16 minutos para tentar bater o tempo estabelecido por Brando Badoer e assim como fizeram os pilotos do grupo com números pares e aquecendo os pneus com cuidado para que pudessem fazer 3 ou 4 voltas rápidas buscando tirar a pole provisória do italiano. A primeira volta de Pedro Clerot foi em 1m25,981s, o que o colocou na P3 provisória, mas os tempos ainda iriam baixar.

 

 

Depois de uma volta resfriando os freios e pneus, todos partiram para mais uma volta rápida e Pedro Clerot errou no setor 1. Mesmo melhorando para 1m25,831s, perdeu posições na classificação e precisava melhorar muito na próxima volta rápida. O brasileiro fez tudo certo na terceira tentativa e conseguiu 1m25,129s e esse tempo o colocou na P5. Talvez ainda tivesse tempo para mais uma volta, mas ele não conseguiu. Theophile Nael foi o P1 com 1m24,471s e ficou com a pole. Pedro Clerot ficou em 5° no grupo.

 

Abrindo os trabalhos na manhã do sábado os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram às ruas do Principado para a corrida ‘sprint’. Fernando Barrichello teria uma corrida de aprendizado para fazer largando na P30 enquanto Pedro Clerot ganhou uma posição com a punição de Noah Stromsted e largava na P3. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e apagadas as luzes vermelhas para as 23 tivemos a largada.

 

 

Pedro Clerot largou espremido e cortou a chicane da Saint Devote para manter a P3 e no grampo tivemos uma grande confusão com muitos carros envolvidos e o safety car foi acionado. Com a confusão Fernando Barrichello subiu para a P22 e a direção de prova colocou bandeira vermelha no fechamento da 2ª volta para a retirada dos carros em mais de um ponto do traçado e retirar os detritos que ficaram espalhados. Durante a bandeira vermelha foi mostrado um aviso de investigação sobre os pilotos que cortaram a chicane da Saint Devote e isso poderia criar problemas para Pedro Clerot.

 

A bandeira vermelha foi bastante longa, quase meia hora, e a relargada seria com os carros em movimento após a saída do safety car. A corrida teria que ser concluída por tempo de prova e restaram aos pilotos apenas 21 minutos e com todos na torcida para não haver mais confusões. Pedro Clerot cedeu a posição para Bruno Del Pino para tentar evitar uma punição por ganho de vantagem quando furou a chicane da Saint Devote e com isso caiu para 4°.

 

 

Mônaco sendo Mônaco seguíamos na tocada do “ninguém passa ninguém” a menos alguém bata ou erre e foi exatamente o que aconteceu na 2ª volta de bandeira verde com Ernesto Rivera (que deu início à primeira confusão), Freddie Slater e Matteo Colnaghi no grampo. Tivemos a entrada do safety car novamente, mas felizmente conseguiram remover os carros. Fernando Barrichello ganhou as 3 posições e foi para 19°.

 

Duas voltas depois tivemos a saída do carro de segurança e a retomada da corrida. Os 6 primeiros formaram um pelotão destacado com Pedro Clerot na P4, mas não demorou para o pelotão ser reduzido aos 4 primeiros que tinham um ritmo muito forte. Fernando Clerot cometeu um erro e ficou para trás a partir na volta 10, mas ele tinha ritmo e se reaproximou de Bruno Del Pino.

 

 

O virtual safety car foi acionado para a remoção de um detrito e rapidamente a corrida foi retomada. Alessandro Giusti chegou no pelotão da frente, mas por pouco tempo. Pedro Clerot garantiu a 4ª posição e Fernando Barrichello foi o 19°. Após a corrida uma chuva de punições e entre elas a sobre Hiyu Yamakoshi, que colocou o brasileiro da Rodin no pódio  

 

As atividades da manhã do domingo (madrugada de pijama e frio no Brasil) tiveram início com os pilotos da FIA Fórmula 3 retornando aos desafios do traçado monegasco para a corrida principal. Pedro Clerot largava na P8 e Fernando Barrichello era o 29°. Tuukka Taponen largava e Brad Benavides não Alinhou. O tempo continuou bom e sem previsão de chuva. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 27 programadas, tivemos a largada.

 

 

Pedro Clerot largou bem e manteve sua posição. Fernando Barrichello largou ainda melhor e usou os truques do seu pai no grampo para pular para 26°. Tukka Taponen bateu na rascasse no final da 1ª volta e o safety car foi acionado. Muitos pilotos ganharam vantagem na chicane da Saint Devote e isso ainda poderia dar mais posições para o brasileiro. Maciej Gladysz quebrou a asa e foi aos boxes troca-la. Jim Nakamura também parou e isso deu mais duas posições para Barrichello.

 

A relargada veio na abertura da volta 5 e Pedro Clerot manteve sua posição. Fernando Barrichello tentou novo truque no grampo, mas dessa vez não funcionou e ele continuou em 24°. Pedro Clerot seguia colado em Alessandro Giusti. Fernando Barrichello estava sob investigação e perdeu a P24 para Matteo de Palo. Woohyun Shin tomou um 10s de stop-and-go por posicionamento na largada e tomou outra por velocidade nos pits. Fernando Barrichello não foi punido e continuou na pista.

 

 

Fernando Barrichello pressionava Matteo de Pallo e o italiano furou a nova chicane depois do túnel na volta 12. Jim Nakamura pressionava o brasileiro e Pedro Clerot continuava em cima da Alessandro Giusti e ia tentando tomar a posição do francês. Matteo de Palo foi punido em 10s e, no final, Fernando Barrichello ia ganhar sua posição, mas o brasileiro foi para os boxes na volta 18 com um dano na suspensão traseira direita após um toque no guard rail após a piscina e abandonou. A transmissão mostrou-o falando com seu pai, Rubens após sair do carro.

 

 

Entramos na reta final da corrida com Pedro Clerot ainda colado em Alessandro Giusti, mas com Gerrard Xie em seus retrovisores. Nas voltas finais Pedro Clerot não conseguia mais andar no ritmo do pelotão, mas felizmente Gerrard Xie também não mais o pressionava. Pedro Clerot terminou em 8° e com isso pontuou nas duas corridas do final de semana, saindo do Principado na 7ª posição no campeonato com 16 pontos. Fernando Barrichello continua sem pontos. A próxima etapa já é no próximo final de semana, em Barcelona.

 

Indy NXT 

A primeira corrida em circuito oval da temporada foi no World Wide Technology Raceway, em Madison, Illinois. Oval com 2.012 metros, com as curvas 1 e 2 mais fechadas e a 3 e 4 mais abertas foi o desafio desta semana para Enzo Fittipaldi e Nicholas Monteiro. Enzo Fittipaldi entrava na pista defendendo a liderança no campeonato e com muitos olhos sobre ele para escalar o degrau mais alto e estar na Fórmula Indy em 2027. Nicholas Monteiro precisava encontrar o ritmo que seu companheiro de equipe tem conseguido ao longo do campeonato.

 

 

No início da tarde do sábado os pilotos da Indy NXT foram para pista, todos juntos com entradas e saídas livres, buscar o melhor acerto e este é um momento importante para se conseguir o acerto tanto para andar “de cara para o vento” como no tráfego, no meio da turbulência e na sessão Enzo Fittipaldi foi o mais rápido, marcando uma volta com 161,669 MPH (27,8346s). Nicholas Monteiro foi o 12°, com uma volta de 159,425 MPH (28,2264s) e à frente de seu companheiro, Alessandro de Tullio.

 

 

Três horas depois tivemos a sessão classificatória para a corrida, que em ovais os pilotos entram um a um, fazem uma volta de aquecimento dos pneus e depois fazem duas voltas lançadas para, com o somatório dos tempos das voltas e – consequentemente – a média de velocidade definir as posições para a largada. Enzo Fittipaldi viveu um drama poucos minutos antes do início do treino com um vazamento de combustível no carro. A equipe trabalhou duro, mas não conseguiu resolver o problema e o líder do campeonato não foi para o treino. Nicholas Monteiro não conseguiu repetir a performance do treino livre e ficou em 19°, com uma média de 159,060 MPH e um tempo para as duas voltas de 56,5823s. Enzo Fittipaldi largava em 23 e teria apenas 75 voltas para escalar o pelotão.

 

No final da tarde do domingo os pilotos da Indy NXT se posicionaram no pit lane para a corrida no World Wide Technology Raceway para a corrida de 75 voltas com os brasileiros desafiados a fazer uma grande corrida de recuperação, especialmente Enzo Fittipaldi, o líder do campeonato, que não conseguiu fazer suas voltas de classificação. Após as voltas de aquecimento de pneus e apresentação tivemos a bandeira verde.

 

 

Lochie Hughes largou na pole position e conseguiu uma largada limpa, com Pierson subindo de quarto para segundo. Rowe, que largou em último (24º) após um incidente na classificação, subiu para 16º depois de apenas quatro voltas. Ao tentar ultrapassar Alexander Koreiba por dentro na curva 3, Koreiba perdeu a traseira de seu carro #75 da Juncos Hollinger Racing, bateu no muro e provocou a bandeira amarela na volta 5.

 

 

Um problema no câmbio deixou Bryce Aron (Chip Ganassi Racing) parado na saída dos boxes, o que acabou levando a um abandono precoce. Hughes liderou o pelotão na relargada da volta 13, com Pierson e Taylor caindo para segundo e terceiro, respectivamente. Rowe subiu para 13º na volta 16, com Enzo Fittipaldi escalando o pelotão e chagando na P18, logo à frente de Nicholas Monteiro. Enquanto a disputa pela liderança era intensa, a disputa dos brasileiros era para ganhar posições no meio do pelotão.

 

 

O líder abriu uma vantagem de 1 segundo antes da bandeira amarela retornar a 21 voltas do fim devido a detritos na pista – que ele mesmo passou por cima – na curva 4. A relargada aconteceu a 17 voltas do fim, com Mikes Rowe à frente de Josh Pierson, enquanto Lochie Hughes era atacado – e ultrapassado – por Max Taylor, assumindo a terceira posição. Taylor tentou uma manobra semelhante sobre Pierson, mas uma bandeira amarela anulou a tentativa após Salvador De Alba e Yuven Sundaramoorthy se tocarem na saída da curva 2. Enzo Fittipaldi havia chegado à P15, com Nicholas Monteiro em 16°

 

 

Miles Rowe liderou o pelotão na relargada a oito voltas do fim e resistiu às tentativas de ultrapassagem para vencer. Enzo Fittipald1 ainda conseguiu ganhar mais duas posições e terminar em 13°, ganhando 10 posições. Nicholas Monteiro terminou em ...°. Com o resultado no WWTR Enzo Fittipaldi salvou pontos suficientes para, mesmo perdendo a liderança, estar a apenas 2 pontos (com 283) do líder Nikita Johnson. Nicholas Monteiro é o 22° com 94 pontos. A próxima etapa será uma rodada dupla no belo circuito de Elkhart Lake.

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos,  

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 07 June 2026 22:04 )