Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos grandes corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e tomei uma dura das minhas editoras pelo textão e isso porque eu ainda deixei de fora a Eurocup-3 pra resgatar essa semana. Tomei outra dura por não ter avisado e elas fariam a coluna extra na quinta-feira. Resumindo, tô sentando de ladinho... e vou continuar sentando: saiu outro textão, mas vale a pena ler. Na semana passada tivemos a 2ª etapa da Eurocup-3 em Portimão, com Heitor Dall’Agnol, Filippo Fiorentino e Alceu Feldmann Jr. nos representando e sobre a qual farei o resgate nesta coluna junto com as crônicas das corridas em Barcelona com a FIA Fórmula 2 – onde Rafael Câmara precisa se recuperar das duas últimas etapas e Emerson Fittipaldi Jr. continuar se reafirmando – e a FIA Fórmula 3, com Pedro Clerot buscando crescimento e Fernando Barrichello tentando se estabelecer. FIA Fórmula 2 A categoria que é o último degrau para os aspirantes à uma vaga no grid da Fórmula 1 chega em Barcelona para sua 5ª etapa no circuito onde todos fazem testes, onde tudo é conhecido: Barcelona. Depois de duas etapas desastrosas, Rafael Câmara chega precisando se recuperar e voltar para a briga pelo título enquanto Emerson Fittipaldi Jr. chega em alta depois da corrida do domingo nas ruas de Mônaco. Na manhã da sexta-feira, logo depois do treino livre da FIA Fórmula 3 os pilotos da categoria vieram para a pista e tinham 45 minutos de tempo de treino livre para encontrar o melhor ajuste dos seus carros o treino de classificação que aconteceria na parte da tarde. Assim que os pilotos da FIA Fórmula 2 tiveram os boxes abertos foram para a pista fazer aquela “volta de instalação” e testar o sistema do safety car virtual. Todos estavam com pneus duros novos nesta volta. Depois desta volta eles voltaram aos boxes e colocaram pneus duros novos, mas ficaram parados nos boxes, com muitos pilotos, inclusive, saindo dos carros, deixando claro que dados sobre a pista eles tinham de sobra. Entramos pelo 2° terço do tempo do treino livre e ninguém parecia preocupado em entrar na pista. Foi com 25 minutos para o final da sessão que os pilotos começaram a sair dos boxes. Em sua primeira volta Rafael Câmara marcou 1m27,416s e Emmo Jr. 1m28,679s, mas esses tempos iriam cair, com certeza. Na segunda tentativa Rafael Câmara fez 1m27,060s e Emmo Jr. 1m28,119s. Os 15 primeiros estavam separados por menos de meio segundo. Noel Leon errou, escapou e ficou na brita, provocando uma bandeira vermelha a 13 minutos do final da sessão. Rafael Câmara era o 7° e Emmo Jr. o 19°. Retirado o carro da Campos Racing e varrida a parte de asfalto da área de escape, os boxes foram reabertos a 3 minutos do final da sessão, dando chance para 1 volta rápida para todos. Aparentemente Rafael Câmara colocou um jogo novo de pneus duros, mas não abriu volta, apenas fez o “cozimento”, visando as duas corridas. Emmo Jr. também não abriu volta. Após o treino classificatório da FIA Fórmula 3 chegava a vez dos pilotos da FIA Fórmula 2 voltarem para os pits e acelerarem no treino classificatório e se tomarmos o que se viu no ano passado, os tempos serão muito próximos. Com – a princípio – dois jogos de pneus macios para a sessão, era preciso ser rápido sem errar para garantir uma boa posição de largada. Abertos os boxes para os 30 minutos, nem todos saíram para a tentar suas voltas rápidas e os brasileiros ficaram fora, sabendo que os pneus davam 1 volta rápida e nada mais. Faltando 21 minutos para o final da sessão Emmo Jr. foi para a pista. Um minuto depois foi Rafael Câmara quem saiu dos boxes... e Nikola Tsolov foi na mesma estratégia. Emmo Jr. fez 1m26,618s, que não foi uma volta boa. Rafael Câmara foi espetacular e enfiou 4 décimos em Nikola Tsolov marcando 1m24,810s. Nosso campeão foi para os boxes enquanto Emmo Jr. deu mais uma volta antes de voltar para os boxes. Todos ainda teriam mais uma tentativa e dessa vez iriam todos juntos para a pista. Faltavam 9 minutos quando os pilotos começaram a voltar para a pista e fazerem a última tentativa para melhorarem seus tempos. Emmo Jr. foi o único a ficar nos boxes. Rafael Câmara saiu atrás de Nikola Tsolov. Rafael Câmara abriu sua volta rápida com setor 1 roxo, mas Ritomo Miyata bateu na entrada da curva da entrada da reta e tivemos a bandeira vermelha a 3m41s do final do treino. Aberto os boxes Emmo Jr. foi para a pista depois de resolver problema no carro, mas com 1m25,664s não foi além da 18ª posição. Rafael Câmara nem foi para a pista. A pole estava garantida. Após o treino livre 3 da F1 chegava a hora dos pilotos da FIA Fórmula 2 tomarem a pista no início da tarde do sábado para a corrida Sprint da etapa catalã. Depois da volta estupenda no treino de classificação Rafael Câmara largava em 10°, no lado sujo da pista para a corrida e precisava evitar contatos nas primeiras curvas para conseguir escalar o pelotão e marcar o maior número de pontos possível. Emerson Fittipaldi Jr. largava em 18°, também no lado sujo, e teria o desafio de tentar chegar aos pontos. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 26 voltas programadas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou na P9 punição para Joshua Durksen e largou muito bem, ganhando 2 posições ainda na reta. Emmo Jr. caiu para 20°, mas recuperou uma posição no fechamento da 1ª volta. Era preciso cuidar dos pneus e Rafael Câmara não estava vindo colado em Rafael Villagomez nas primeiras voltas. Emmo Jr. vinha buscando Ritomo Miyata, mas depois de Nikola Tsolov, o P2, estavam todos em “modo procissão” Laurens Van Hoepen deu um “passeio” na brita e Emmo Jr. foi para 18°. Rafael Câmara tinha Dino Beganovic sem pressão atrás dele e usando DRS. O brasileiro não podia ficar muito longe de Rafael Villagomez. Entramos no 2° terço da prova e Rafael Câmara se aproximou com o xará Villagomez perdendo o DRS. Emmo Jr. continuava na perseguição à Ritomo Miyata, mas não conseguia atacar. Rafael Câmara precisava ganhar a P6, pois estava ficando longe de Colton Herta, o 5° e Dino Beganovic estava chegando. Em duas voltas os 3 estavam colados e Alexander Dunne chegou para disputa. Rafael Villagomez é um piloto sujo e jogou Rafael Câmara pra fora da pista na curva 1 abrindo a volta 15. Rafael Câmara já estava a mais de 6s de Noel Leon, o 5° colocado e o fato de Rafael Villagomez tomar 5s de punição, finalmente, na volta 17 ele passou o mexicano, mas tinha 7,5s e 9 voltas para alcançar e superar Noel Leon. Emmo Jr. perdeu a vantagem do DRS para cima de Ritomo Miyata, mas o carro atrás dele, de Roman Bilinski, tinha 5s de punição por track limits. O ritmo de Rafael Câmara era bom e ele colocou rapidamente mais de 2s sobre Dino Beganovic, que tomou a P6 de Rafael Villagomez. Faltando 5 voltas para o final, Emmo Jr. voltou a se aproximar de Ritomo Miyata e Rafael Câmara vinha se aproximando rápido de Noel Leon, mas no ritmo que ia, não daria tempo de atacar. Nikola Tsolov e Gabriele Mini se tocaram brigando pela P2 e a asa dianteira do búlgaro foi danificada. Na penúltima volta Noel Leon chegou em chegou em Nikola Tsolov e Rafael Câmara em Noel Leon. Colton Herta errou e na volta quase acertou Rafael Câmara, que terminou em 6°. Com as punições de Rafael Villagomez e Martinius Stenshorne, Emmo Jr. foi 16°. Depois da corrida da Porsche Cup, já no final da manhã, os pilotos da FIA Fórmula 2 vieram para a pista sob muito sol e em asfalto quente para a corrida principal. Rafael Câmara largava na pole com pneus macios e precisava seguir o exemplo de Kush Maini na corrida Sprint. Emerson Fittipaldi Jr. largava em 18°, com pneus duros, e precisava fazer uma difícil corrida de recuperação. Oliver Goethe ficou parado no grid e teve que largar dos boxes. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 37 voltas programadas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou mal e perdeu a ponta para Alexander Dunne. Oliver Goethe tentou largar dos boxes e parou na saída, provocando a entrada do safety car antes do final da 1ª volta. Emmo Jr. era o 17°, mantendo sua posição de largada. A relargada veio na abertura da volta 4 e Rafael Câmara não foi bem e deixou o líder fugir. Emmo Jr. manteve sua posição. Era importante estar próximo para usar o DRS. Rafael Câmara, mesmo com o DRS liberado não conseguia avançar sobre o líder e precisava cuidar de Rafael Villagomez em seus retrovisores. Nikola Tsolov que largou com pneus duros, era o 9° e segurava o pelotão todo atrás dele. Os tempos de volta de quem estava com pneus macios começou a subir e na abertura da volta 10 Martinius Stenshorne foi o primeiro a parar. Rafael Villagomez, o 4°, entrou na volta 13. Rafael Câmara foi pra cima e a equipe chamou Alexander Dunne para os boxes na abertura da volta 14 depois de ter sido muito atrapalhado. Mais pilotos entraram nos boxes e com pista livre Rafael Câmara tinha 15,7s de vantagem para Nikola Tsolov e virou na volta 15 quase 7 décimos mais rápido que o búlgaro. Na volta seguinte a vantagem foi de 4 décimos, mas Alexander Dunne foi meio segundo mais rápido. Na volta 16 o brasileiro já foi mais lento que o Búlgaro. E a vantagem era de 15,9s e na volta seguinte caiu meio segundo. Era hora de parar e no final da volta 18 os boxes falou para o brasileiro ficar na pista, que em 1m32s baixo era bom. Era importante ter pneus melhores no final da prova, mas provavelmente voltaria atrás de Alexander Dunne. Estranhamente, Emmo Jr. – que largou de pneus duros – foi para os boxes. Joshua Durksen estava segurando o pelotão onde estava Alexander Dunne. Os pneus de Rafael Câmara abriram o bico e o brasileiro foi para os boxes na abertura da volta 23. Nikola Tsolov, de pneus duros, era o líder e o brasileiro voltou atrpas de muita gente que parou antes dele. Estranhamente Nikola Tsolov parou duas voltas depois Alexander Dunne era o líder novamente, mas Rafael Câmara virou 15s mais rápido que o líder. Emmo Jr. era novamente o 1° e tinha que gerenciar bem os pneus macios. Nikola Tsolov era o 8°, 13s atrás do líder mas com pneus macios. Rafael Câmara estava 1s mais rápido por volta, passando Dino Beganovic e Rafael Villagomez sem dificuldade. Na volta 28 ele superou Gabriele Mini assumindo a P2 e em uma volta colou em Alexander Dunne. Abrindo a volta 30 Rafael Câmara assumiu a liderança, mas Nikola Tsolov já era o 4° e vinha rápido. Mari Boya parou novamente nos boxes e Emmo Jr. subiu para 16°. Nikola Tsolov estava a 7s do líder a 6 voltas do final. Joshua Durksen tomou a P16 de Emmo Jr. na volta 33. Nas voltas finais Rafael Câmara gerenciou bem a vantagem para os adversários. Nikola Tsolov conseguiu passar Alexander Dunne a 3 voltas do final, mas não tinha como tirar 7s de diferença. Emmo Jr. foi superado por Sabastian Montoya e caiu para 18°. Na última volta ainda perdeu posição para Ritomo Miyata. Os pneus do búlgaro estavam no bagaço e Rafael Câmara, finalmente, venceu sua 1ª corrida na categoria. A categoria deixa Barcelona com Rafael Câmara em 3° lugar no campeonato com 69 pontos. Emerson Fittipaldi Jr. terminou sem pontos e era o 18° com seus 10 pontos. A próxima etapa será no Red Bull Ring em 2 semanas. FIA Fórmula 3 A categoria que é a entrada da reta final para os pilotos que sonham em chegar à Fórmula 1 chega em Barcelona, 3ª etapa do campeonato, um circuito largamente usado para testes e com grandes conhecimentos de setup para todas as equipes os pilotos teriam que fazer a diferença. Pedro Clerot fez uma grande etapa nas ruas de Mônaco, pontuando nas duas corridas e sendo competitivo nas duas corridas. Fernando Barrichello continua em seu aprendizado e tem uma boa chance de evolução nessa etapa. A FIA Fórmula 3 foi a primeira das três categorias de monopostos a ir para a pista e, consequentemente, limpa-la e emborrachar o asfalto nos 45 minutos de treino livre programado e tentar encontrar o melhor ajuste dos seus carros o treino de classificação que aconteceria na parte da tarde. Abertos os boxes, os pilotos foram para a pista fazer aquela “volta de instalação” e testar o sistema do safety car virtual. Todos estavam com pneus duros novos nesta volta, voltando aos boxes em seguida. Na equipe de Fernando Barrichello, a AIX, uma troca: como ainda estava machucado desde o acidente em Mônaco, Brad Benavides teve o carro cedido à Ricardo Escotto, atualmente na Indy NXT. Como esperado, depois da volta de instalação todos voltaram aos boxes e lá ficaram. Com 17 minutos de tempo da sessão decorridos os pilotos da AIX foram os primeiros voltando à pista. Fernando Barrichello fez uma volta em 1m30,655s, mas os tempos ainda iriam cair, com certeza. Abrindo o 2° terço da sessão os outros pilotos foram para a pista, entre eles, Pedro Clerot. Fernando Barrichello foi para os boxes, fez alguns ajustes e voltou para a pista. Os tempos foram caindo. Pedro Clerot virou uma volta em 1m29,633s, mas os mais rápidos já estavam virando na casa de 1m28s. Faltando 20 minutos praticamente todos os pilotos estavam de volta aos boxes. Entramos no último terço da sessão e os pilotos começaram a voltar para a pista para mais um stint. Pouco a pouco os pilotos foram saindo dos boxes e os 10 minutos finais foram mais realistas. Pedro Clerot não melhorou seu tempo de volta e voltou aos boxes. O mesmo se passou com Fernando Barrichello. Pedro Clerot voltou para a pista nos segundos finais, mas não abriu volta rápida. O resultado final foi Pedro Clerot em 17° e Fernando Barrichello em 28°. Após o treino livre da F1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino classificatório e se tomarmos o que se viu no ano passado, os tempos serão muito próximos e ser rápido sem errar pode garantir uma boa posição de largada. Abertos os boxes para os 30 minutos programados foram todos para a pista com pneus duros, os determinados para a etapa, e depois de 3 voltas de aquecimento começaram a vir as voltas rápidas. Fernando Barrichello fez 1m30,194s e Pedro Clerot 1m29,964s e ambos precisavam melhor muito. Os brasileiros – e todos os demais – voltaram para os boxes para conversar com os engenheiros, fazer algum ajuste e colocar pneus novos para uma segunda tentativa. O asfalto estava 10°C mais quente em relação ao treino livre e, pelo visto, mesmo com o pneu duro, era a tentativa de apenas uma volta lançada. Errar não era uma opção e ainda tinha que torcer para não ter bandeiras amarelas ou vermelhas e – muito importante – respeitar os limites de pista. Voltas tem sido canceladas. Faltando 16 minutos para o final da sessão todos foram saindo dos boxes e ainda haveria uma questão estratégica na sessão: ter ou não a vantagem do vácuo. Fernando Barrichello marcou 1m29,326s e Pedro Clerot fez 1m29,300s. Tempos ruins com os mais rápidos virando em 1m28s baixo. Todos voltaram aos boxes para colocar o último set de pneus e tentarem uma última vez. Os brasileiros estavam a 1s do P1 provisório, Theophile Nael.
Cinco minutos para o final do treino e os pilotos começaram a voltar para a pista. Era a última chance para melhorar e depois duas voltas de aquecimento eles foram para “a volta da vida”. Os brasileiros não conseguiram melhorar o suficiente seus tempos de volta. Pedro Clerot fez 1m29,265s e Fernando Barrichello não melhorou sua volta anterior. Com isso os brasileiros ficaram em péssima condição para a corrida, com Clerot em 23° e Barrichello em 24°. Na manhã do sábado (madrugada fria para cariocas) os pilotos da FIA Fórmula 3 foram os primeiros a levar seus carros à pista para a disputa da corrida Sprint. Pedro Clerot e Fernando Barrichello estavam largando juntos na 12ª fila e tinham o desafio de fazer ultrapassagens para chegar a zona de pontos em um circuito onde o “modo procissão” é comum. Taito Kato ficou parado no grid e largou dos boxes. Mattia Colnaghi também foi para os boxes. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 21 voltas programadas.  Pedro Clerot largou com tudo e foi para 19° Fernando Barrichello largou bem e manteve sua posição e era o 22° nas primeiras curvas. Abrindo a volta 2 Pedro Clerot foi para 18° e Fernando Barrichello para 21° superando Christian Ho e Fionn McLaughlin. José Garfias e Matteo Colnaghi se tocaram e foram para os boxes. Ernesto Rivera perdeu rendimento e despencou no Grid na volta 5. Pedro Clerot foi para 17°, mas Fernando Barrichello foi superado por Kanato Le e continuou na P21.  Os pilotos estavam no “modo procissão” com DRS pra praticamente todos e as ultrapassagens estavam difíceis. Na volta 7 foi acionado o safety car virtual para a retirada do carro de Ernesto Rivera. Na abertura da volta 9 o safety car veio para a pista. Estava difícil tirar o carro de Ernesto Rivera da área de escape e o trator foi acionado. Isso era péssimo para os brasileiros que precisavam ganhar posições. Fernando Barrichello estava sob investigação por ganho de vantagem. A relargada veio na abertura da volta 11 e Pedro Clerot tomou a P1 de Nicola Lacorte. Fernando Barrichello era o P20, mas se não devolvesse a posição para Bhirombhakdi podia ser punido. Cedro Clerot pulou à P15 com a saída de pista de Ugo Ugochukhu, que ficou na brita e fez o safety car voltar para a pista na volta 15. Fernando Barrichello subiu para 19°. Pedro Clerot teria poucas voltas para ganhar 5 posições e chegar aos pontos. A investigação sobre Fernando Barrichello terminou sem punição para o brasileiro.  Na abertura da volta 17 tivemos a relargada. Pedro Clerot tomou a P14 de Matteo de Palo, que foi tocado e rodou e mais a frente, Brando Badoer tinha uma punição por tempo. Fernando Barrichello perdeu a posição para Taito Kato, mas continuou em 19° com a rodada de Matteo de Palo. Christian Ho tomou a posição de Pedro Clerot, mas ele estava punido em 5s. Tecnicamente o brasileiro era o P13. Fernando Barrichello estava longe de Taito Kato e era pressionado por Jim Nakamura. Pedro Clerot estava sob investigação. Na última volta Nicola Lacorte recuperou a posição sobre Pedro Clerot, que usou tudo dos seus pneus. Com as punições consolidadas a corrica terminou com Pedro Clerot em 13° e Fernando Barrichello em 17°. Abrindo os eventos da manhã (madrugada fria no Brasil), os pilotos da FIA Fórmula 3 vieram para a pista. Era a hora da corrida principal. Os brasileiros tinham o mesmo desafio do sábado, largando na 12ª fila e, novamente, precisavam de uma corrida de recuperação. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 25 voltas programadas, tivemos a largada. Pedro Clerot largou muito bem e foi para 19°. Fernando Barrichello foi na balada e era o 20° no fechamento da 1ª volta e sem DRS para ajudar. Na abertura da volta 3 o safety car virtual foi acionado para retirada de detritos e na volta seguinte tivemos bandeira verde novamente. Pedro Clerot tentou usar até a grama para passar Louis Sharp, mas não conseguiu. Fernando Barrichello continuava atrás dele, mas acabou sendo ultrapassado por Matteo de Palo no final da volta 5. Pedro Clerot tomou a P18 de Matteo Colnaghi e logo atrás de Fernando Barrichello Nicola Lacorte foi batido por Nandhavud Bhirombhakdi e o virtual safety car foi acionado novamente. Felizmente Lacorte ficou próximo a uma agulha e o carro foi retirado rapidamente. Estávamos no 2° terço da corrida e da P7 à P16 tínhamos um pelotão compacto e Louis Sharp atrasava Pedro Clerot. Fernando Barrichello era pressionado por Jim Nakamura, mas o japonês estava sob investigação. O safety car virtual foi acionado novamente na volta 12 para a retirada de detritos, mas por apenas meia volta. Pedro Clerot perdeu contato com Louis Sharp e Matteo Colnaghi se aproximou dele. Jim Nakamura tomou 5s de punição, mas como Fernando Barrichello perdeu o DRS para cima de Matteo de Palo, não demorou a ser ultrapassado pelo japonês. Pedro Clerot voltou a se aproximar de Louis Sharp, mas já estava a 4s do 16° colocado, Alessandro Giusti. Finalmente Pedro Clerot superou Louis Sharp na volta 16. Entramos no terço final de corrida e Pedro Clerot estava a 3,7s de Alessandro Giusti na P17 enquanto Fernando Barrichello ainda era o 22°, mas pressionado por Jose Garfias. Pedro Clerot ia se aproximando rápido de Alessandro Giusti e tinha menos de 2s a 5 voltas do final e na volta seguinte já tinha DRS a seu favor, mas era um pelotão compacto desde Tuukka Taponen na P9 até o 19°. José Garfias passou Fernando Barrichello, agora o 23°.  Pedro Clerot tomou a P16 por fora sobre Alessandro Giusti e foi pra cima de Gerrard Xie na volta 23. Na última volta Ricardo Escotto superou Fernando Barrichello que terminou em 24°, a posição onde largou. Pedro Clerot lutou até os últimos metros, mas não foi além do 16° lugar. Com os resultados da etapa em Barcelona, com os brasileiros fora dos pontos, a categoria deixou a Catalunha com Pedro Clerot na 10ª posição do campeonato com 16 pontos. Fernando Barrichello continuava zerado. A próxima etapa será em 2 semanas, no Red Bull Ring. Eurocup-3 O excelente autódromo de Portimão foi o palco da segunda etapa da Eurocup-3, categoria regional de monopostos do continente que é a mais competitiva depois da Fórmula Regional e tem se mostrado uma boa opção para seguir na busca da Fórmula 1 depois da FIA Fórmula 4. Um grande desafio para nosso trio de representantes, formado por Heitor Dall’Agnol, Filippo Fiorentino e Alceu Feldmann Neto. Reitero minhas grandes queixas ao site oficial da categoria, que para ser péssimo tem que melhorar muito. Na sexta-feira tivemos dois treinos livres onde os resultados não estão em lugar algum (nem um arquivo em .pdf para a gente consultar). Os treinos de classificação realizados nas manhãs de sábado e domingo, idem. Nenhuma informação, exceto o nome do pole position, nem transmissão pelo youtube. Só consegui descobrir as posições de largada na hora da transmissão. No início da tarde do sábado tivemos a primeira das duas corridas no final de semana. A onda de sol e calor elevou a temperatura do asfalto, o que seria um desafio a mais para os pilotos. Não mostraram as posições dos pilotos no grid na transmissão. O primeiro procedimento de largada foi abortado, obrigando os pilotos a fazerem mais uma volta de apresentação. Após nova volta de apresentação, tivemos a largada para 28 minutos +1 volta (devido à volta extra) e o pole position ficou parado na largada, embolando o pelotão. A corrida transcorria e a transmissão não colocava as posições dos pilotos na pista, o que só apareceu no fechamento da 1ª volta, que teve um toque entre os pilotos que brigavam pela 3ª posição e Alex Powell deu um 720° na pista, evitou a batida e voltou no final do pelotão. Heitor Dall’Agnol era o 11°, Filippo Fiorentino o 14° e Alceu Neto o 20° e ganharam uma posição. Um detrito (uma asa dianteira inteira) ficou na pista, mas os fiscais conseguiram retira-la sem entrada do safety car, mas Alceu Neto, mesmo escapando da confusão, caiu para 27°. Ainda na 3ª volta Alceu Neto começou a se recuperar e fechou a volta em 25°. Ean Eyckmans escapou da pista e caiu de 4° para 19° e continuou caindo até parar junto ao guard rail na saída dos boxes, dando uma posição para os brasileiros. Na pista Alceu Neto passou Benjamin Beckley e foi à P23. Do 4° ao 19° colocado os pilotos estavam separados a algo perto de 1s, colocando a corrida no “modo procissão. Tommy Harfield rodou e foi para a brita, provocando a entrada do safety car exatamente na metade da prova. Com isso Alceu Neto foi para 21°. A relargada veio na abertura da volta 11 faltando pouco mais de 8 minutos e Heitor Dall’Agnol se beneficiou do toque entre Thomas Strauven e Patrick Heuzenroeder, 5° e 4° colocados. O brasileiro superou, na pista, Bart Harrison e subiu para a P7. Thomas Strauven ficou parado em local perigoso e o safety car voltou para a pista, mas antes disso, Filippo Fiorentino foi superado por Keanu Al Azhari, ficando na P12 e Alceu Neto superou Stylianos Kolovos e subiu para 19° A nova relargada veio a pouco mais de 1 minutos do final, abrindo a volta 14 e com 2 voltas de se tudo corresse bem. Bianca Bustamante também foi perdendo posições e com isso Alceu Neto foi para 18°. Abrindo a última volta Heitor Dall’Agnol tomou a P5 de Rafael Perard. Filippo Fiorentino perdeu a P12 para Santino Panetta. Alceu Neto foi para 17°. A última volta de Filippo Fiorentino foi terrível e ele despencou posições. Após a prova, Patrick Heuzenroeder e Christopher El Feghali e Patrick Heuzenroeder foram punidos e com isso Heitor Dall’Agnol foi promovido ao 3° lugar. Alceu Neto foi o 13° e Filippo Fiorentino o 17°.  Assim como foi em relação ao treino de classificação da manhã do sábado, o treino de classificação de domingo não teve seus dados disponibilizados no site da categoria. Transmissão pelo youtube? Nem pensar. Pelo menos no domingo tivemos a apresentação do grid antes da corrida. Heitor Dall’Agnol fez um grande classificatório e largava na 3ª posição. Alceu Feldmann Neto também foi muito bem e largava da P10. Filippo Fiorentino era o 18°. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 30 minutos +1 volta programadas. Heitor Dall’Agnol largou e foi espremido por Alex Powell e Rafael Perard, caindo para o 5° lugar. No meio da 1ª volta o brasileiro estava sendo pressionado por Thomas Strauven. Alceu Neto Manteve a P10 e Filippo Fiorentino ganhou a P17, mas tomou o troco. No meio da volta tivemos o acionamento do safety car com Luca Visareanu preso na brita. A relargada veio na abertura da volta 3 – resgate bem rápido – e Heitor Dall’Agnol manteve a P5, mas foi para o ataque e recuperou a P4 para Rafael Perard. Alceu Neto manteve a P10 e Filippo Fiorentino a P18. Abrindo a 4ª volta Heitor Dall’Agnol atacou Alex Powell no final da reta dos boxes e assumiu a P3, mas tinha 1s de desvantagem para Ean Eyckmans, mas com um ritmo de prova muito forte começou a reduzir a diferença. Christopher El Feghali se deu mal na disputa com Gianmarco Pradel e ficou vendido para Alceu Neto, mas o brasileiro perdeu a P9 para Patrick Heuzenroeder. A relargada veio na abertura da volta 6 e Heitor Dall’Agnol atacou Ean Eyckmans e ganhou a P2. Passou e abriu, mas logo atrás Alex Powell e Rafael Perard se tocaram e foram para a brita, obrigando uma 3ª entrada do safety car. Alceu Neto recuperou a P9, mas o destaque precisava ser dado para Filippo Fiorentino, que veio escalando o pelotão e já ocupava o 13° lugar na volta 9 quando o safety car foi novamente colocado na pista. Antes disso, Alceu Neto conseguiu tomar a P8 de Genaro Trappa. A relargada veio a 8 minutos do finam e Heitor Dall’Agnol relargou bem e manteve a P2. Alceu Neto e Filippo Fiorentino também mantiveram suas posições. Antes do final da volta Filippo Fiorentino perdeu a P13 para Tommy Harfield. Alceu Neto estava no pelotão que brigava pela P5. Tudo mostrava que Heitor Dall’Agnol faria seu 1° pódio geral na categoria e que Alceu Feldmann Neto marcaria seus primeiros pontos, mas após a corrida Alceu Neto foi punido e perdeu a P8. Heitor DallAgnol com a P2 foi o vencedor dos “rookies”. Filippo Fiorentino foi o 13°. A categoria deixou o autódromo no Algarve com Heitor Dall’Agnol na 5ª posição no campeonato somando 42 pontos. Filippo Fiorentino era o 17° com 1 ponto e Alceu Feldmann continuava zerado. A próxima etapa será no início de julho, em Ímola. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |