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Câmara pontua na F2, Pedro Clerot faz pódio na Fórmula 3 e resgate da F4 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 28 June 2026 16:59

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Depois de duas semanas ouvindo muitas queixas das minhas editoras na coluna desta semana eu esperava conseguir evitar um novo textão (e eu não consegui). No calendário deste final de semana tivemos grandes corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e um resgate (sim, ficou coisa pendente da semana passada).

 

Nas belas paisagens da Áustria mais uma etapa da FIA Fórmula 2 à Europa, com Rafael Câmara renovado com a vitória em Barcelona e Emerson Fittipaldi Jr. buscando mais uma etapa de afirmação. A FIA Fórmula 3 estava junto com ela e tendo Pedro Clerot em busca de recuperação e Fernando Barrichello enfrentando o desafio de estar numa equipe de orçamento pequeno. No resgate, a etapa de Monza da FIA Fórmula 4 italiana, com Pedro Lima, Augustus Toniolo, Bernardo Bernoldi e Fabricio Fogaça buscando se afirmar. Nesta etapa ainda tivemos Rafaela Ferreira.

 

FIA Fórmula 3

Os pilotos da categoria mundial de entrada da reta final para os aspirantes à Fórmula 1 chegou ao Red Bull Ring para mais uma etapa do seu campeonato, uma pista que pilotos e equipes conheciam muito bem, pois foi na Áustria que fizeram um período de testes durante o longo intervalo provocado pelo cancelamento da etapa no Oriente Médio. Pedro Clerot e Fernando Barrichello precisavam se recuperar após a difícil etapa em Barcelona, onde ficaram sem pontos.

 

 

Aberto os boxes todos os pilotos foram para a pista, com pneus duros usados de Barcelona, fazer a volta de instalação e o teste do safety car virtual, voltando para pista em seguida... e lá ficaram até faltarem 35 minutos, quando Salim Hanna e Yevan David foram para a pista. Abrindo o 2° terço do tempo de treino os pilotos foram para a pista e após aquecerem os pneus começaram a virar rápido. Fernando Barrichello virou sua primeira volta rápida em 1m24,055s e Pedro Clerot em 1m23,302s, mas os tempos certamente iram baixar.

 

 

A segunda volta rápida de Fernando Barrichello foi em 1m23,767s e Pedro Clerot fez 1m22,705s. De forma impressionante, os 30 pilotos estavam separados por apenas 1,2s faltando 20 minutos de treino mesmo com algumas voltas canceladas por track limits. Vários pilotos foram aos boxes para alguns ajustes em seus carros e voltaram para o terço final da sessão. Pedro Clerot e Fernando Barrichello voltaram à pista nos 10 minutos finais e depois de aquecerem os pneus, tentaram melhor seus tempos de volta. Os brasileiros não melhoraram e a sessão terminou com Pedro Clerot na P7 e Fernando Barrichello na P30.

 

Após o treino livre 1 da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram à pista para a sessão de classificação com 30 minutos para definirem os grids das duas corridas do final de semana, com a corrida do sábado tendo a inversão dos 12 primeiros. O pneu determinado para essa etapa foram os pneus macios e o maior problema dos pilotos seria com o tráfego dos carros lentos, mas pilotos iam precisar aproveitar o vácuo do carro da frente, fundamental no Red Bull Ring.

 

 

Assim que os boxes foram abertos os pilotos foram para a pista, aqueceram os pneus e vieram para as voltas rápidas. A classificação seria decidida nos detalhes, com tempos muito próximos e os limites de pista seriam impiedosos. Pedro Clerot fez sua 1ª volta em 1m22,338s e Fernando Barrichello em 1m22,749s. Pedro Clerot, com o mesmo jogo de pneus baixou para 1m22,067s. Fernando Barrichello não melhorou e depois de duas voltas, Pedro Clerot ainda tentou uma 3ª volta, mas não conseguiu melhorar, assim como Fernando Barrichello.

 

Os pilotos seguiram para os boxes para aquela conversa com os engenheiros, fazer algum ajuste e colocar pneus novos para uma nova saída. Nesse momento, faltando 15 minutos para o final da sessão Pedro Clerot tinha a P6 e Fernando Barrichello a P26. Com todos os demais nos boxes os três pilotos da Van Amersfoort foram para a pista, numa estratégia diferente, mas deu certo apenas para Hiyu Yamakoshi, que fez a P1 provisória. 27 dos 30 pilotos estavam no mesmo segundo.

 

 

Faltando 9 minutos os pilotos da Dams saíram para tentar algo diferente e faltando 8 minutos os demais deixaram os pits e ninguém queria dar vácuo para o adversário. Pedro Clerot chegou a por duas rodas na grama para tentar não ficar preso atrás de carros mais lentos. Com os pneus aquecidos, eles pisaram fundo. Os brasileiros não melhoraram na 1ª volta, atrapalhados pelo tráfego e uma bandeira amarela no setor 3 pela escapada de Taito Kato comprometeu a 2ª volta. Pedro Clerot ainda salvou uma P10, mas Fernando Barrichello ficou apenas na P28, com os 30 carros separados por 1,1s.

 

Na manhã do sábado os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a corrida Sprint. Pedro Clerot largava na P3 graças à inversão do grid enquanto Fernando Barrichello tinha uma improvável corrida de recuperação para chegar aos pontos com a equipe mais fraca do campeonato. A onda de calor prometia sacrificar os pneus e após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid para largarem no apagar das luzes vermelhas para as 21 voltas programadas.

 

 

Pedro Clerot largou bem e manteve a P3, mas foi empurrado para fora na curva 2 por Ernesto Rivera acabou superado por Jin Nakamura. Freddie Slater foi tocado na curva 1, rodou e ficou com a suspensão quebrada. Salim Hanna tomou um “stop-and-go” e com isso Fernando Barrichello era o 27°. O safety car foi acionado. A relargada veio na abertura da volta 4 e Pedro Clerot veio colado em Jin Nakamura, com Kanato Le colado nele. Fernando Barrichello continuou na P27.

 

 

Fernando Barrichello foi superado por Woohun Shin e caiu para 28°. Na abertura da volta 6 o DRS foi liberado, e Fionn McLaughlin teve a asa dianteira arrancada, com o detrito na pista e o acionamento do safety car virtual. Pedro Clerot precisava se defender para não perder a posição. Fernando Barrichello ganhou uma posição com a parada de Fionn McLaughlin. Pedro Clerot perdeu o DRS na volta 9, mas recuperou na volta seguinte. Fernando Barrichello foi para P26 superando Brando Badoer.

 

 

Pedro Clerot foi chegando em Jin Nakamura que não tinha DRS para se defender. Ernesto Rivera deu na roda de James Wharton e com isso Jin Nakamura e Pedro Clerot chegaram neles, mas todo pelotão chegou junto. Pedro Clerot tentou por fora, mas não superou Jin Nakamura na volta 12. James Wharton segurava o ritmo e Kanato Le chegou novamente em Pedro Clerot. Brando Badoer e Salim Hanna superaram Fernando Barrichello que caiu para 28°. Pedro Clerot atacava como podia na curva 4 e na última volta o brasileiro foi espetacular, passando Jin Nakamura e James Wharton para ser o 2° no Final. Com as punições, Fernando Barrichello foi o 25°.

 

 

No início da manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram à pista para a corrida principal. A corrida agora tinha 26 voltas e seria crucial a boa conservação dos pneus. Pedro Clerot largava na P10 enquanto Fernando Barrichello era o 27° graças a punições. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, depois de apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada.

 

Pedro Clerot largou bem e Ernesto Rivera rodou na curva 1 e mais atrás Maciej Gladysz foi para a barreira de pneus na curva 2 após bater com Yevan David. Pedro Clerot foi para 9° e Fernando Barrichello para 25°. O safety car foi acionado anter do complemento da 1ª volta. A relargada veio no início da volta 4. Barrichello e Shin se acharam na curva 4 e o safety car virtual foi acionado para a retirada dos dois carros que ficaram próximos a agulhas.

 

 

A bandeira verde foi agitada na volta 7 e Pedro Clerot manteve sua posição. Os carros seguiam muito próximos uns dos outros e todos estavam com o benefício do DRS e com isso o brasileiro não conseguia atacar Jin Nakamura, situação semelhante a de seu perseguidor, Kanato Le. A corrida entrou no “modo procissão” e a partir da segunda metade da corrida, quando os pneus começaram a mostrar mais desgaste as coisas começaram a mudar. Alessandro Giusti passou a ser o perseguidor de Pedro Clerot.

 

 

Tuukka Taponen perdeu o DRS e e foi superado por Taito Kato o que aproximou Pedro Clerot de Jin Nakamura, mas também trouxe Alessandro Giusti James Wharton escapou e Pedro Clerot foi no embalo para 8°, continuou pressionando e tomou a P7 de Jim Nakamura na curva 3, mas tomou o troco na curva 4. Jin Nakamura perdeu o DRS e o brasileiro foi à luta. A disputa pela ponta agrupou o pelotão inteiro até o 15°.

 

 

A briga de Taito e Yamakoshi embolou todo mundo do 4° ao 8° e Pedro Clerot fez o que os narradores ingleses da F1TV chamaram de a manobra do ano, passando todos em duas curvas e indo para o 4° lugar! Sensacional. Ele não tinha o DRS e tinha Jin Nakamura atrás dele. Na briga pela ponta tudo podia acontecer, mas eles conseguiram não bater. Pedro Clerot segurou Jin Nakamura e terminou a corrida numa excelente P4. A categoria deixa a Áustria e tinha Pedro Clerot com 37 pontos, na 7ª posição. Fernando Barrichello continuava zerado.

 

FIA Fórmula 2

A categoria dos pilotos aspirantes a um lugar na Fórmula 1 chegou ao veloz Red Bull Ring para mais uma etapa da do campeonato que viu em Barcelona o “renascimento” de Rafael Câmara, vencedor da corrida principal da categoria e voltar para a disputa direta pelo título. Emerson Fittipaldi Jr. não conseguiu pontuar na Catalunha e tinha uma nova chance de fazer a diferença em um dos circuitos de médias de velocidade mais altas junto com Monza.

 

 

Aberto os boxes os pilotos fizeram a volta de instalação e teste do virtual safety car e não demoraram a voltar para a pista. Neste final de semana as opções de pneus eram os macios e os supermacios. Nesta sessão estavam todos com pneus macios e depois de aquecerem os pneus. Rafael Câmara ficou um pouco mais nos boxes, saindo após 10 minutos. Emmo Jr. virou sua 1ª volta rápida em 1m18,299s, mas os pilotos já estavam virando em 1m17s baixo. Na sua 1ª volta rápida Rafael Câmara marcou 1m17,383s. Emmo Jr. melhorou para 1m17,809s

 

 

Entramos no 2° terço de prova e Emmo Jr. baixou seu tempo para 1m17,610s e quando Rafael Câmara vinha voando com o setor 1 em roxo, Cian Shields rodou saindo da curva 6 e provocou uma bandeira vermelha. Os boxes foram abertos com 21 minutos para o final da sessão e Emmo Jr. foi o primeiro a voltar para a pista e um erro pequeno, mas crucial, não o deixou melhorar a volta. Nos 10 minutos finais depois de uma parada nos boxes para um ajuste fino, Rafael Câmara e Emmo Jr. voltaram para a pista, mas com muito tráfego, não conseguiram melhorar seus tempos de volta, terminando a sessão em 5° e 14°, respectivamente.

 

Logo após o treino que definiu os grids das corridas da FIA Fórmula 3. os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino que definiria os grids de largada das duas corridas do final de semana, com a inversão dos 10 primeiros colocados para a corrida do sábado. Para esse treino os pneus supermacios foram os pneus utilizados e os pilotos iam precisar aproveitar o vácuo do carro da frente, fundamental no Red Bull Ring e evitar o tráfego de carros lentos.

 

 

Assim que os boxes foram abertos todos foram para a pista com os pneus supermacios, aqueceram os pneus e vieram para as voltas rápidas. A classificação seria decidida nos detalhes, com tempos muito próximos e os fantasmas do tráfego, das eventuais bandeiras amarelas e vermelhas, além dos limites de pista seriam riscos potenciais durante a sessão. Rafael Câmara foi atrapalhado pelo tráfego na primeira volta rápida e Emmo Jr. fez 1m17,123s. Rafael Câmara deu uma refrigerada nos freios e pneus para tentar uma nova volta com o mesmo jogo de pneus. Na 2ª volta Emmo Jr. fez 1m16,678s. Rafael Câmara foi gigante e, na 2ª tentativa marcou 1m16,052s.

 

Alguns pilotos ainda tentaram uma 3ª volta antes de voltarem aos boxes para aquela conversa com os engenheiros, fazer algum ajuste e colocar um novo jogo de pneus supermacios. Rafael Câmara era o 1° e Emmo Jr. o 13°. A diferença entre os 22 pilotos era de 1,1s. Noel Leon foi para a pista sozinho e fez um temporal, jogando a pressão para cima de todo mundo. Com menos de 11 minutos os pilotos começaram a sair dos boxes para a última tentativa com Noel Leon torcendo pelo caos.

 

 

Todos deram três voltas para o aquecimento dos pneus e partiram para as tentativas finais. Rafael Câmara errou no final da volta, melhorou para 1m15,784s, mas ficou com a P5. Emmo Jr. melhorou para 1m1,413s, mas caiu para a P18. Ainda dava tempo de fazer uma 2ª volta e depois de recondicionar os pneus, mas Rafael Câmara errou no 2° setor e não conseguiu melhorar seu tempo, terminando a sessão na P5, o que o colocava na 3ª fila nas duas corridas. Emmo Jr. também não melhorou e ficou com a P18.

 

No início da tarde do sábado, após o TL3 da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 2 voltaram à pista para a corrida Sprint. Rafael Câmara largava na P6 dada à inversão do grid enquanto Emerson Fittipaldi Jr. tinha uma difícil corrida de recuperação para chegar aos pontos. Dava para fritar um ovo no asfalto e os pneus seriam cruciais. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, no apagar das luzes vermelhas, largaram para as 28 voltas programadas com todos os pilotos usando os pneus macios.

 

 

Rafael Câmara largou bem, mas foi espremido por Nikola Tsolov e Gabriele Mini. Na sua frente Oliver Goethe foi tocado por Tas Inthraphuvasak, Nikola Tsolov saiu no prejuízo e Rafael Câmara se deu bem, ficando em 5° antes da entrada do safety car. Emmo Jr. ficou preso e foi acertado, sendo tirado da prova. A relargada veio na abertura da volta 4 e Rafael Câmara foi para cima de Gabriele Mini, mas trouxe Alexander Dune e precisou brigar para não perder a P4 conquistada.

 

 

Na volta 6 o DRS foi liberado e Rafael Câmara precisava ir pra cima de Rafael Villagomez. A briga pela ponta ia segurando o pelotão e ajudando Rafael Câmara a se aproximar e usar o DRS, mas Alexander Dunne e Gabriele Mini estavam vindo junto. O brasileiro fez a melhor volta na volta 7. Rafael Câmara vinha próximo o suficiente mas não embutido para tentar preservar os pneus. Na volta 13 o brasileiro estava no limite para manter o DRS atrás de Rafael Villagomez.

 

Na volta 17 Rafael Câmara perdeu o DRS e Alexander Dunne foi para cima do brasileiro e na volta 18 não deu para segurar a posição. O brasileiro começou a perder terreno para Alex Dunne, mesmo Dunne sem DRS, e tinha atrás dele Gabriele Mini e Roman Bilinski, podendo ser atacado faltando 10 voltas de prova. Rafael Câmara voltou a se aproximar de Alexander Dunne, pressionado por Gabriele Mini. Colton Herta parou perto de uma agulha e foi acionado o safety car virtual a 7 voltas do final.

 

 

A bandeira verde foi agitada na volta seguinte. Rafael Câmara vacilou na retomada, perdeu o DRS para Alexander Dunne e Gabriele Mini tomou a P5 do brasileiro. Rafael Câmara parecia estar sofrendo com os pneus e mesmo com o DRS não conseguia se aproximar de Gabriele Mini. Na última volta Rafael Câmara perdeu o DRS de Gabriele Mini e teve que se defender muito de Roman Bilinski para terminar em 6°, deixando uma preocupação para a corrida de 40 voltas no domingo. Pior foi depois da prova ser punido em 5s e cair para 9°.

 

No final da manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 2 retornaram à pista para a corrida principal, com o pit stop obrigatório para a troca de pneus. O forte calor e a temperatura do asfalto seriam críticos para a conservação dos pneus. Rafael Câmara largava em 5° enquanto Emerson Fittipaldi Jr. era o 18° e precisava de uma corrida de recuperação. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, depois de apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 40 voltas programadas.

 

 

Rafael Câmara, mesmo de pneus supermacios, largou mal e caiu para 6°, Foi pra cima de Oliver Goethe, tentou voltar, mas foi atrapalhado por Alexander Dunne. Batida entre Montoya e Villagomez provocou a entrada do safety car. Um pedaço de carro furou um pneu de Emmo Jr. que foi para os boxes e colocou pneus duros, mas fora da janela e teria que para novamente, voltando na P20. Tsolov P1 Mini P3. A relargada veio na abertura da 5ª volta.

 

Rafael Câmara manteve a posição, mas precisava passar Oliver Goethe, que estava com pneus macios em uma estratégia diferente. Leon e Bilinski entraram já na volta 7 na abertura da janela de paradas. Dunne parou na volta seguinte e Rafael Câmara continuava preso. Nikola Tsolov parou na volta 9 e o brasileiro parou na volta seguinte, com Gabriele Mini, voltando atrás do italiano. Rafael Câmara não podia ficar longe de Noel Leon para não perder o DRS. Emmo Jr. foi para 8°, mas era o último dos que tinham pneus duros e ainda teria que parar.

 

 

Na volta 12 Rafael Câmara fez a volta mais rápida e na frente, Alexander Dunne tomou a ponta de Nikola Tsolov que tocou e quebrou a ponta da asa. Na volta 15 o brasileiro conseguiu passar Noel Leon e com a briga dos 3 primeiros que pararam ficou na “fila do DRS”. Na metade da corrida entramos num “modo procissão” com o ritmo de prova para conservação dos pneus que precisavam aguentar mais 20 voltas. Na volta 25 Alexander Dunne errou 2 vezes e Nicola Tsolov tomou sua posição, ficou sem DRS.

 

Na volta 27 o motor de Mari Boya estourou na curva 3 e com o carro parado na grama o safety car virtual foi acionado. Martinius Stenshorne entrou nos boxes segundos antes e ganhou tempo. A bandeira verde foi na agitada na volta 28 e Gabriele Mini tomou a posição de Alex Dunne obrigando Rafael Câmara a partir para cima. Emmo Jr. parou e voltou em 19°, mas estava longe de Ritomo Miyata. Os pilotos que não haviam parado pararam e na volta 31 as posições estavam estabelecidas.

 

 

Emmo Jr. ficou à frente de Nico Varrone e Colton Herta, subindo para 17°. Alexander Dunne perdeu o DRS e Rafaek Câmara tinha que passar o irlandês. Ele tentou e foi empurrado para fora na curva 3, o que foi notado pelos comissários. O pior era a aproximação de Joshua Durksen e Oliver Goethe. Rafael Câmara danificou sua asa tocando na roda de Alex Dunne, que atrapalhou tanto que deu chance para Oliver Goethe, de pneus supermacios, passou todo mundo.

 

 

Mesmo passando Alexander Dunne, Rafael Câmara continuava em 4° e tinha Tas Inthraphuvasak, de pneus supermacios, estava em cima do brasileiro, que não tinha DRS para se defender. Emmo Jr. conseguiu passar Ritomo Miyata Cian Shields para terminar em 15° lugar. Rafael Câmara conseguiu segurar o 4° lugar, mas foi um resultado ruim com seus principais adversários em P1 e P2. O brasileiro deixa a Áustria em 3° no campeonato com 82 pontos, 24 a menos que Nikola Tsolov e 26 a menos que Gabriele Mini. Emerson Fittipaldi Jr. ficou na P20, com 10 pontos.

 

FIA Fórmula 4 Itália

A 3ª etapa do campeonato nacional de monopostos mais disputado do planeta aconteceu no final de semana passado no autódromo de Monza. Com impressionantes 49 pilotos inscritos, foi necessário adotar o formato de 4 corridas, com os pilotos disputando no máximo 3 e sendo a última com um grid formado após uma classificatória das 3 primeiras. O Brasil estava representado por Bernardo Bernoldi (que passou a correr com a licença italiana), Pedro Lima, Augustus Toniolo, Fabricio Fogaça e, nesta etapa, excepcionalmente, Rafaela Ferreira.

 

 

Na quinta-feira foram feitos dois treinos coletivos, com todos indo à pista de uma  vez. Bernardo Bernoldi foi o 22°, Pedro Lima o 35°, Rafaela Ferreira ficou na P41, Augustus Toniolo na P42 e Fabricio Fogaça foi o 43°. No segundo treino, Augustus Toniolo foi o 19°, Rafaela Ferreira ficou na P29, Bernardo Bernoldi foi o 38°, Pedro Lima o 43° e Fabricio Fogaça o 46°. Para os treinos livres da sexta-feira os pilotos foram divididos em 4 grupos e dois deles iriam para pista por vez, cada par de grupos teria dois treinos livres antes das sessões de classificação.

 

No 1° treino livre, Bernardo Bernoldi ficou em 6°, com sua melhor volta em 1m52,958s. Pedro Lima foi o 15°, fazendo 1m53,632s e Rafaela Ferreira ficou na P21, marcando 1m54,061s. No 2° treino livre, Augustus Toniolo foi o 13°, com sua melhor volta em 1m53,136s e Fabricio Fogaça foi o 20°, marcando 1m54,022s. No 3° treino livre o brasileiro mais rápido foi Pedro Lima ficando em 7° com uma volta de 1m54,754s. Bernardo Bernoldi foi o 16°, virando a melhor passagem em 2m01,819s e Rafaela Ferreira ficou na P21 com uma volta de 2m03,091. O 4° treino livre teve Augustus Toniolo sendo o 19°, com uma volta em 1m54,233s e Fabricio Fogaça ficando em 22° com sua melhor passagem em 1m55,215s.

 

 

No final do dia tivemos os treinos classificatórios. Nos grupos 1 e 3 o brasileiro melhor colocado foi Bernardo Bernoldi, ficando em 13° com uma volta de 1m52,860s. Pedro Lima foi o 20° fazendo sua melhor passagem em 1m53,468s e Rafaela Ferreira ficou com a P23, marcando 1m54,429s. No qualy dos grupos 2 e 4 o brasileiro mais rápido foi Augustus Toniolo, 9° colocado com uma volta de 1m52,832s. Fabricio Fogaça foi o 24° com o tempo de 1m55,117s. Os pilotos foram divididos em 3 grupos. Pedro Lima e Rafaela Ferreira ficaram no grupo A enquanto Bernardo Bernoldi, Augustus Toniolo e Fabricio Fogaça estavam no grupo B.

 

Na manhã do sábado tivemos a primeira das três corridas, com os pilotos dos grupos B e C. Augustus Toniolo largava na P10, Bernardo Bernoldi na P15 e Fabricio Fogaça na P28. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid (menos Niccolo Maccagnani, que largou dos boxes, cumprindo uma punição da etapa passada) e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 25minutos +1 volta. Tivemos carros parados no grid e na pista Augustus Toniolo largou mal e perdeu 3 posições antes da della roggia. Bernardo Bernoldi largou bem e ganhou 3 posições. Fabricio Fogaça se aproveitou das dificuldades dos adversários e era o 25°.

 

 

Bernardo Bernoldi superou Lyuboslav Ruykov e assumiu a P11 antes do fechamento da 1ª volta enquanto Augustus Toniolo caia para 15°. Vittorio Orsini e Lyuboslav Ruykov se enroscaro na della roggia e o safety car foi acionado. Augustus Toniolo herdou as duas posições e foi para 13° assim como Fabricio Fogaça, que foi para a P23. A relargada veio na abertura da volta 6 e os brasileiros mantiveram suas posições no setor 1. Thomas Bearman Errou e Bernardo Bernoldi foi pra P10, mas depois foi superado por Kingsley Zheng e voltou para a P11. Fabricio Fogaça foi superado por Oscar Repetto e caiu para 24°, mas antes da della Roggia Bernardo Bernoldi se recuperou e passou Bansal, indo para 9°. Dominik Simek passou Fabricio Fogaça que foi para P25. Simon Rechenmacher passou Augustus Toniolo que era o 14°. Thomas Bearman deu um “passeio na brita”, com Toniolo e Fogaça herdando a posição.

 

 

Ary Bansal recuperou a P9 de Bernardo Bernoldi enquanto Augustus Toniolo perdia 3 posições na reta dos boxes e mais duas entre a 1ª chicane e della roggia e acabou de cair na 21ª posição. Fabricio Fogaça passou Martinese e era o 23°. Aleksander Ruta foi para brita e bateu na 1ª de lesmo a 3 minutos do fim e o safety car foi acionado. Tivemos uma última volta insana e tivemos problemas nas duas chicanes além, das curvas de lesmo. Bernardo Bernoldi estava em 8° quando abanou na Ascari e perdeu posições. Muitas punições foram aplicadas após a corrida e Bernardo Bernoldi ficou em 13°, Augustus Toniolo em 14° e Fabricio Fogaça em 22°.

 

No final da tarde do sábado tivemos a segunda corrida do final de semana e a primeira das três corridas, com os pilotos dos grupos A e B. Augustus Toniolo largava na P10, Bernardo Bernoldi na P16, Rafaela Ferreira na P29, Fabricio Fogaça na P30 e Pedro Lima na P33. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 25 minutos +1 volta.

 

 

Augustus Toniolo largou atrapalhado por um carro parado na 2ª fila no grid e caiu para 14° Bernardo Bernoldi vinha logo atrás. Com esperado, tivemos problemas na 1ª chicane e na della roggia além de algumas escapadas nas duas de lesmo e na Ascari. No fechamento da 1ª volta tínhamos Augustus Toniolo em 11°, Bernardo Bernoldi em 14° Pedro Lima numa recuperação sensacional em 23°, Rafaela Ferreira era a P25 e Fabricio Fogaça o P27. Simon Rechenmacher errou e caiu para 14ª, vantagem para Augustus Toniolo e Bernardo Bernoldi que ganhara uma posição. Rafaela Ferreira assumiu a P24. Na volta 4 Augustus Toniolo fez mal a parabólica e caiu para 12°, com Bernardo Bernoldi indo para 10°. Pedro Lima e Rafaela Ferreira superaram Andy Consanti, mas ele recuperou a posição da nossa pilota.

 

 

Na volta 5 Kenzo Craigie tomou a P10 de Bernardo Bernoldi. Pedro Lima superou Evan Michelini e era o 21°, mas Andy Consanti o devolveu para 22°. Na volta seguinte Pedro Lima bateu e ficou fora da corrida. Rafaela Ferreira foi para a P23 e Fabricio Fogaça era o 26°. O safety car foi acionado. A relargada veio com 6 minutos para o fim da prova. Fabricio Fogaça ganho a P25 enquanto Rafaela Ferreura voltou para a P24, superada por George Proudford-Nader. Bernardo Bernoldi superou Knud Nielsen e era o 9° enquanto Augustus Toniolo foi superado por Christian Costoya e caiu para a P13. David Walter tomou a P24 de Rafaela Ferreira, que tinha Fabricio Fogaça na sua cola. Fabricio Fogaça superou Rafaela Ferreira na antepenúltima volta. Knud Nielsen deu o troco em Bernardo Bernoldi. Oleksandr Bonderev saiu da pista nas curvas de Lesmo e perdeu muitas posições. Bernoldi e Toniolo se beneficiaram. Fabricio Fogaça passou Evan Michelini e era o 24°. Bernardo Bernoldi terminou em 9°, Augustus Toniolo em 12°, Fabricio Fogaça na P24 e Rafaela Ferreira na P25.

 

Na manhã do domingo tivemos última dos grupos, com os pilotos dos grupos A e C. Rafaela Ferreira na P30 e Pedro Lima largava na P31. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 25minutos +1 volta. Pedro Lima fez uma grande largada e uma primeira volta muito forte, fechando na P22. Rafaela Ferreira também largou bem, subindo para a P27, mas continuou mais atrás.

 

 

Pedro Lima passou Emma Felbermayr na volta 2 e era o P21. A corrida de Rafaela Ferreira acabou no início da volta 3 com uma batida envolvendo a brasileira, Roland Kuklane e Emily Cotty. As pilotas “compraram pronto” o erro do estoniano. O safety car foi acionado. A relargada veio na abertura da volta 6 e Pedro Lima foi arrojado e ganhou duas posições na 1ª volta e no final da reta dos boxes já era o 18°. Luyuboslav Ruykov bateu forte na Ascari e o safety car foi acionado. Com o toque entre Luyuboslav Ruykov e Roman Kambiat e a ultrapassagem sobre Payton Westcott, Pedro Lima era o 15°.

 

 

A relargada veio na abertura da volta 8 e com duas voltas para um final insano. Pedro Lima Herdou a posição de Savinkov na 1ª chicane e Payton Westcott deu o troco no Brasileiro. Ludovico Busso deu uma saída nas curvas de lesmo e Pedro Lima era o 14. Ele superou Payton Westcott novamente abrindo a última volta e ainda com as punições pós-corrida, ficou com a P12, conseguindo se classificar para a corrida final junto com Bernardo Bernoldi e Augustus Toniolo. Fabricio Fogaça e Rafaela Ferreira ficaram fora.

 

No final da tarde do domingo tivemos a última corrida do final de semana e com 3 dos 5 brasileiros classificados para a disputa. Bernardo Bernoldi largava em 20°, Augustus Toniolo na 26ª e Pedro Lima na 27ª posição. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 25 minutos +1 volta. Os brasileiros escaparam das habituais confusões nas duas primeiras chicanes e terminaram a primeira volta com Bernardo Bernoldi em 19°, Augustus Toniolo em 28° e Pedro Lima em 29° depois de quase se complicar na chicane Ascari.

 

 

Bernardo Bernoldi vinha colado em Maccagnani, mas perdeu contato no contorno da parabólica no final da volta 3. Thomas Bearman e Kenzo Cragie escaparam nas curvas de lesmo e Cragie ficou por lá, na brita, provocando a entrada do safety car na volta 5. Bernardo Bernoldi herdou duas posições e era o 17°. Augustus Toniolo era o 26° e Pedro Lima o 27°. O resgate foi rápido e a relargada veio no final da volta 7. Bernardo Bernoldi manteve sua posição, mas Augustus Toniolo e Pedro Lima mal conseguiam escalar o pelotão. Na volta 10 Augustus Toniolo era o 24° e Pedro Lima o 25° quando Oleksandr Bondarev parou nos boxes.

 

 

Bernardo Bernoldi foi superado por David Walther e já tinha Oliver Bearman colado nele no início do terço final de corrida e foi superado não só por ele, mas também por Alexander Chartier. Roland Kuklane foi para a brita na parabólica e provocou nova entrada do safety car. Bernardo Bernoldi era o 20°, Augustus Toniolo o 23° e Pedro Lima o 24°. A relargada veio a menos de 3 minutos do final. Seriam 2 voltas insanas e tivemos Bansal passando reto na 1ª chicane, Arjen Kraling e Alp Aksoy se pegando e dando posições aos brasileiros. André Rodriguez e Dominik Simek também bateram e com isso tivemos o final da prova sob bandeira amarela. Bernardo Bernoldi ficou em 16ª, Augustus Toniolo em 19° e Pedro Lima em 20°. A categoria deixou Monza com Pedro Lima em 26° com 22 pontos, Bernardo Bernoldi em 29° com 19, Augustus Toniolo em 35° com 9 e com Fabricio Fogaça e Rafaela Ferreira zerados.

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos, 

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 28 June 2026 17:17 )