Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
O mês de julho será o mais insano da minha vida como colunista do Nobres do Grid. Teremos 22 etapas dos campeonatos das categorias de base em quatro finais de semana. Não tive coragem para contar quantas corridas e treinos serão realizados, mas depois da terceira dura consecutiva que tomei das editoras, me comprometi com ela de fazermos várias colunas extras para publicar nas quintas-feiras para tentar evitar os textões. Nesta coluna da segunda-feira vou fazer as crônicas da FIA Fórmula 2, com Rafael Câmara pressionado por ter pontuado menos que os adversários diretos na Áustria e Emerson Fittipaldi Jr. precisando voltar a pontuar. Na FIA Fórmula 3, Pedro Clerot chega em alta após as corridas na Áustria e Fernando Barrichello ainda busca se afirmar. Do outro lado do oceano, em meio a Copa do Mundo, Enzo Fittipaldi e Nicholas Monteiro terão duas corridas em Mid-Ohio pela Indy NXT. FIA Fórmula 3 A categoria que abre a borda do funil para os pilotos que desejam chegar à Fórmula 1 chega em Silverstone com bastante equilíbrio e o campeonato aberto com a oscilação de performance dos pilotos e isso abre perspectivas para Pedro Clerot. Fernando Barrichello vem sofrendo com o fato de ter um lugar na equipe com menos recursos do grid e que perdeu o piloto mais experiente da equipe – Brad Benavides, acidentado em Mônaco – tirando a referência dos novatos, como ele e Yevan David. Neste final de semana Ricardo Escotto ocupava o carro #26. Depois do treino livre da F1 Academy (não percam a coluna da quinta-feira), os pilotos da FIA Fórmula 3 entraram na pista para o primeiro contato com o icônico traçado de Silverstone, onde começou o campeonato mundial de Fórmula 1 em 1950. Ao contrário do que era “passagem obrigatória” para quem quisesse chegar à Fórmula 1, a Inglaterra perdeu espaço e hoje os pilotos não conhecem mais tão bem os segredos de Silverstone. Era a 1ª vez que Pedro Clerot e Fernando Barrichello acelerariam no mítico autódromo britânico. A sessão de 45 minutos começou com os pilotos indo para a pista fazer a tal da volta de instalação e testando o sistema do safety car virtual e voltaram aos boxes. Pouco a pouco eles foram voltando à pista com pneus duros novos. Apenas no 2° terço de treino os pilotos foram para a pista e tivemos aquele engarrafamento. Depois de aquecer os pneus os tempos de volta começaram a vir e Pedro Clerot marcou 1m47,903s em sua 1ª volta. Fernando Barrichello fez 1m48,785s. Depois de uma volta de refresco os brasileiros aceleraram novamente e Fernando Barrichello melhorou para 1m48,306s e Pedro Clerot para 1m47,729s, mas ambos estavam longe dos 1m46s baixo dos mais rápidos. Faltando 20 minutos para o Final Pedro Clerot melhorou seu tempo para 1m47,477s antes de voltar aos boxes, mas a volta foi anulada por track limits. Abrindo o terço final da sessão quase todos estavam nos boxes. Quando voltaram para a pista. Pedro Clerot errou no final de uma boa volta enquanto Fernando Barrichello usou o vácuo do brasileiro para baixar seu tempo para 1m48,082s. Quando Pedro Clerot vinha acelerando de novo, o safety car virtual foi acionado. O treino terminou sob safety car e com isso, Pedro Clerot ficou na P27 e Fernando Barrichello na P29. Uma sessão complicada para os brasileiros. Após o treino livre da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram à pista para o treino de classificação com os dois brasileiros sob pressão depois do desempenho no treino livre, especialmente Pedro Clerot, que chegou em Silverstone no 7° lugar na pontuação do campeonato. Agora eles teriam 30 minutos para colocar em prática o que foi extraído dos dados analisados do treino livre e dos acertos no setup dos carros. Abertos os boxes para os 30 minutos da qualificação foram todos para a pista com os pneus duros, o pneu da etapa para todos. Seriam necessárias duas ou três voltas para aquecê-los da forma correta para buscar as voltas rápidas e Pedro Clerot virou 1m47,225s. Fernando Barrichello marcou 1m47,904s. Depois da tentativa eles voltaram aos boxes. Algumas voltas foram deletadas por track limits e com todos nos boxes conversando com os engenheiros, colocando um jogo de pneus novos e fazendo algum ajuste, Pedro Clerot tinha a P14 e Fernando Barrichello a P20. Faltando 16 minutos para o final da sessão os pilotos começaram a voltar para a pista. Com esses pneus era necessário mais de uma volta de aquecimento, mesmo em um circuito com 5,9 km. Pé no porão e Pedro Clerot fez uma volta em 1m46,644s. Fernando Barrichello melhorou para 1m47,264s, mas muitos foram melhores que ele. Os brasileiros foram para os boxes com 10 minutos para o final da sessão com Pedro Clerot na P9 e Fernando Barrichello na P26. Um novo jogo de pneus foi colocado em todos os carros e nos 5 minutos finais seria tudo ou nada para os 30 pilotos, com 26 deles separados por menos de 1s e até o 28° a diferença não chegava a 1,1s. O grid seria decidido nos milésimos de segundo. Depois de aquecerem seus pneus vieram as decisivas voltas rápidas e os brasileiros falharam em melhorar suas voltas. Com a evolução dos outros pilotos Pedro Clerot despencou para a P21 e Fernando Barrichello para a P29. Seriam duas corridas difíceis no final de semana. O programa de pista do sábado começou com os pilotos da FIA Fórmula 3 indo à pista para a disputa da corrida Sprint. A situação dos pilotos brasileiros não era na favorável, com Pedro Clerot largando em 21° e Fernando Barrichello em 28°, graças a punição de Woohyun Shin, ambos tendo que fazer grandes corridas de recuperação para conseguirem chegar aos pontos e, com pista seca e sem perspectivas de mudança nas condições de pista durante a prova, não seria uma tarefa fácil. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 18 voltas programadas. Pedro Clerot largou cauteloso e perdeu a posição para Enzo Deligny enquanto Fernando Barrichello foi agressivo e ganhou 4 posições, indo para 24°. Pedro Clerot foi superado por Brando Badoer e caiu para 23° e em seguida foi superado por Fernando Barrichello no final da volta. Na volta 3 Pedro Clerot recuperou a posição sobre Fernando Barrichello e em seguida superou Enzo Deligny, indo para 22°. O DRS já estava liberado e um pelotão atrás Bruno Del Pino, o 18°, se formou. Na volta 6 já tínhamos uma corrida no “modo procissão”, com ultrapassagens difíceis, mas Pedro Clerot conseguiu superar José Garfias na volta 7 e ir para 21°. Fernando Barrichello continuava em 24°. Tuukka Taponen, o novo 18°, tinha 3,2s de defasagem para o carro da frente liderando o pelotão na metade da corrida enquanto Pedro Clerot pressionava Bruno Del Pino e Fernando Barrichello era pressionado por Nandhavud Bhirombhadi. Pedro Clerot cometeu um erro atacando Bruno Del Pino e perdeu contato com o italiano, perdendo o DRS. O pelotão inteiro estava ganhando terreno para o pelotão da frente. Fernando Barrichello ia se defendendo bem enquanto Pedro Clerot tentava se aproximar de Bruno Del Pino, que agora liderava o pelotão dos últimos na P20. Nicola Lacorte era o novo perseguidor de Fernando Barrichello. Pedro Clerot chegou novamente em Bruno Del Pino na volta 16, fez sua melhor volta na corrida tomou a P20 e Nicola Lacorte tomava a P24 de Fernando Barrichello na volta seguinte. Pedro Clerot tentou, mas não conseguiu ir além da P20. Fernando Barrichello foi o 25°. A programação de pista do domingo, com céu nublado, começou com os pilotos da FIA Fórmula 3 indo à pista para a disputa da corrida principal. A situação dos pilotos brasileiros era a mesma do sábado, com Pedro Clerot largando em 21° e Fernando Barrichello em 28°, graças a punição de Woohyun Shin e ambos tendo que fazer grandes corridas de recuperação para conseguirem chegar aos pontos. A corrida do sábado mostrou que as ultrapassagens não eram fáceis e, com pista seca e sem perspectivas de mudança nas condições, não seria uma tarefa fácil escalar o pelotão. Após duas voltas de apresentação, pela baixa temperatura da pista, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 21 voltas programadas. Pedro Clerot largou com cautela, mas avançou para 19°. Fernando Barrichello foi agressivo novamente, mas avançou apenas à 27ª posição. Woohyun Shin, que tinha largado bem, escapou da pista e deu uma posição para Fernando Barrichello na volta 2. Pedro Clerot superou Taito Kato e era o 18°. O DRS doi liberado na volta 3 e Fernando Barrichello superou Gerrard Xie, indo para 25°. Na volta 6, Nicola Lacorte ficou lento e Fernando Barrichello herdou a P24. Pedro Clerot vinha colado em Bruno Del Pino. Todos tinham menos de 1s para o carro da frente do P14 ao P26. Na volta 8 Fernando Barrichello era o 23° depois de superar José Garfias. Os pelotões se fundiram e agora ia do P10 ao P27. Fernando Barrichello vinha colado em Brando Badoer. Chegamos na metade da corrida e o “modo procissão by DRS” mostrava muita agressividade e pouca efetividade. Na volta 13 Fernando Barrichello superou Brando Badoer e contou com um erro de Taito Kato para ganhar duas posições e assumir a P21. Na volta 14, finalmente, Pedro Clerot tomou a P17 de Bruno Del Pino. Fernando Barrichello colou em Tuukka Taponen e Pedro Clerot em Matteo Colnaghi, mas faltavam só 5 voltas para o fim da corrida. Pedro Clerot superou Matteo Colnaghi e na volta seguinte foi para 15°, superando Jin Nakamura. Bruno Del Pino foi caindo e passou a ser o alvo de Fernando Barrichello. Na volta 18 Ricardo Escotto parou no meio da pista pouco antes de Taito Kato tomar a P21 de Fernando Barrrichello. O safety car foi acionado. Tivemos bandeira verde para uma última volta insana e Pedro Clerot tomou a P14 de Fionn McLaughlin.
Fernando Barrichello se envolveu num enrosco no final da volta, foi tocado por Enzo Deligny e foi para fora da pista, não fechando a volta. Pedro Clerot foi o 13° com a punição para Theophile Nael, mas outras punições pós-corrida poderiam vir. E com essas punições Pedro Cletrot foi para 9°. A categoria deixou a Inglaterra com Pedro Clerot em 8° lugar no campeonato com seus 39 pontos. Fernando Barrichello continuava zerado. FIA Fórmula 2 Depois do treino livre da FIA Fórmula 3, os pilotos da FIA Fórmula 2 entraram na pista para a sessão de 45 minutos livres para nesse primeiro contato com o icônico traçado de Silverstone, buscarem o máximo de referências possíveis para fazer o acerto dos seus carros para o treino classificatório. Apesar da pista muito larga, as ultrapassagens não são tão simples no traçado britânico e como os pilotos tem menos quilometragem nos autódromos insulares, o treino livre seria crucial para conseguir o melhor equilíbrio para os 5,9 km de asfalto muito liso. Aberto os boxes os pilotos fizeram aquela “volta de instalação” e teste do safety car virtual. Os pilotos foram para a pista com pneus duros usados nas primeiras voltas e quando começaram a acelerar, Rafael Câmara marcou 1m43,627s. Emmo Jr. estava longe, com 1m44,781s. Depois de uma aliviada, Rafael Câmara voltou a acelerar e baixou para 1m42,686s. Emmo Jr. foi se acertando e melhorou para 1m43,886s enquanto Rafael Câmara arrasou com 1m42,136s, mascando a P1 provisória. Entramos na 2ª metade do treino livre e alguns pilotos foram para os boxes. O que – até o momento – está bom é ver Nikola Tsolov em 9° e Gabriele Mini em 11°. Emmo Jr. vinha se acertando com o carro, melhorando para 1m43,517s, mas era apenas o 17° faltando 20 minutos para o final da sessão. Mais pilotos foram para os boxes e Rafael Câmara estava por lá, se preparando para voltar à pista, retornando quando faltavam 17 minutos para o final da sessão. Faltando 13 minutos para o final do treino Emmo Jr. voltou para a pista e melhorou seu tempo, virando 1m43,256s, mas era apenas o 20° tempo. Rafael Câmara, depois de duas voltas de preparação, fez o melhor setor 1, mas teve problema no setor 2 e não melhorou seu tempo. Rafael Câmara vinha melhorando, mas foi acionado o safety car virtual. Faltando 4 minutos para o final do treino e o treino terminou sob esta condição e Rafael Câmara terminou com a P2. Emmo Fittipaldi Jr. foi o 20°, com os 18 primeiros no intervalo de 1s. Mini foi o 6° e Tsolov o 11°. Depois do treino classificatório da FIA Fórmula 3, era a vez dos pilotos da FIA Fórmula 2 retornarem à pista para a definição do grid das duas corridas do final de semana. Rafael Câmara foi bem no treino livre e agora era hora de buscar uma classificação para fazer duas grandes corridas. Emerson Fittipaldi Jr. precisava que a equipe e ele acertassem um bom setup para ter uma posição melhor de largada. Apesar da pista larga, ultrapassar em Silverstone não é tão fácil. Abertos os boxes para os 30 minutos de treino, todos com pneus macios. Depois do aquecimento dos pneus Rafael Câmara marcou sua primeira volta em 1m41,388s, mas teve a volta anulada por exceder os track limits. Emmo Jr. virou em 1m41,956s. Após uma volta de alívio nos pneus e freios todos partiram para uma 2ª volta rápida no mesmo jogo de pneus e Rafael Câmara fez uma volta em 1m40,771s, o 3° melhor até então. Emmo Jr. melhorou seu tempo para 1m41,814s, mas estava na P19. Depois da ida aos boxes para troca de pneus conversa com os engenheiros e algum eventual ajuste, os pilotos voltaram para a pista quando faltavam 12 minutos para o final da sessão. Aquecidos os pneus, fomos para as voltas rápidas. Rafael Câmara fez 1m39,690s e Emmo Jr. marcou 1m40,782s. Rafael Câmara fez uma volta insuperável e larga na pole na corrida do domingo. Emmo Jr. sofreu com o carro da AIX, ficando em 21°, com seu companheiro de equipe em 22°. Pelo campeonato, Nikola Tsolov foi o 5° e Gabriele Mini o 10°. Após a corrida Sprint da FIA Fórmula 3, chegava a hora dos pilotos da FIA Fórmula 2 irem para a pista disputar a corrida Sprint da categoria. Com a inversão dos 10 primeiros colocados no treino de classificação, Rafael Câmara estava largando na P10, na 5ª fila e precisava ganhar posições para conseguir marcar pontos e diminuir a vantagem de Gabriele Mini que largava na pole. Emerson Fittipaldi Jr. tinha uma improvável corrida de recuperação pela frente. A AIX não conseguiu um bom acerto para o acerto de seus dois carros. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as ... voltas programadas. Rafael Câmara largou mal e perdeu posições encaixotado e evitou contatos, caindo para 14°. Emmo Jr. caiu para 22°, com o enrosco de Montoya e Bennett no final da 1ª volta tivemos a entrada do safety car fez Emmo Jr. subir para 20°. A limpeza da pista estendeu muito a bandeira amarela e a relargada veio apenas no início da volta 7, o que era ruim para os brasileiros que precisavam recuperar posições. Emmo Jr. passou Cian Shields que escapou da pista. Rafael Câmara manteve a P14. Rafael Câmara tomou a P13 de Martinius Stenshorne e Emmo Jr. superou Oliver Goethe e foi para 18°. Com o DRS liberado, depois do P6, Ritomo Miyata, até o P11, Mari Boya, todos tinham vantagem. Rafael Câmara atacava Noel Leon, que não tinha DRS e ganhou a P12 na volta 10. Ele chegou rápido em Mari Boya enquanto Emmo Jr. perseguia Laurens Van Hoepen. Na volta seguinte Rafael Câmara passou Mari Boya e agora tinha 1,7s para chegar em Alexander Dunne. Oliver Goethe recuperou a posição sobre Emmo Jr. Entramos na 2ª metade da corrida e Rafael Câmara já tinha DRS pra cima de Alexander Dunne. Ritomo Miyata ia perdendo posições, mas estava perdendo tempo atrás do japonês e vendo Alexander Dunne ir embora. Faltando 5 voltas para o final, finalmente Rafael Câmara superou Ritomo Miyata, mas estava 3s atrás de Alexander Dunne. Emmo Jr. aproveitou Martinius Stenshorne lento depois de ser tocado e foi para 18°. Rafael Câmara chegou a se aproximar, mas não passou da P10. Emmo Jr. foi o 18°. Seguindo a programação de pista do domingo, com céu nublado, os pilotos da FIA Fórmula 2 foram à pista para a disputa da corrida principal depois da prova da F1 Academy. Rafael Câmara estava na pressão. Largando da pole position precisava largar bem A corrida do sábado mostrou que as ultrapassagens não eram fáceis e, com pista seca e sem perspectivas de mudança nas condições, não seria uma tarefa fácil escalar o pelotão. Os brasileiros largaram de pneus macios. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 29 voltas programadas. Rafael Câmara largou muito mal, caindo para 5° e viu Nikola Tsolov pular para 2°. Rafael recuperou 2 posições e subiu para 3° antes do final da volta. Emmo Jr. largou bem e abriu a 2ª volta em 18°. Na volta 2 Rafael Câmara devolveu a posição para Alexander Dunne para evitar uma punição por, talvez, ter ganho vantagem quando recuperou a P3. Rafael Câmara sugeriu parar logo na abertura da janela com Alexander Dunne segurando seu ritmo, mas logo ele foi superado por Rafael Villagomez que estava de pneus duros. Emmo Jr perdeu a posição e aberto os boxes foi todo mundo da frente para as paradas. Rafael Câmara saiu colado atrás de Alexander Dunne, mas estavam longe da briga pela “ponta dos que pararam”. Depois das paradas Emmo Jr. era o 21°. Rafael Câmara tinha 6,5s de desvantagem para Nikola Tsolov e se não tomar a posição de Alex Dunne. Na volta 12 Rafael Câmara não tinha mais o DRS para atacar Alexander Dunne, que parou de se aproximar de Nikola Tsolov. Montoya saiu da pista na volta 16 e voltou atrás de Emmo Jr. e Rafael Câmara já estava 2,2s atrás de Alexander Dunne. Faltando 10 voltas para o final e a briga de Kush Maini e Nikola Tsolov ajudava Alexander Dunne e Rafael Câmara a se aproximarem, mas na volta 20 o búlgaro tomou a posição. Emmo Jr. não conseguia avançar e era o 19°. Na volta 22 John Bennett foi o primeiro a parar dos que faltavam e estavam com pneus duros. Alexander Dunne e Rafael Câmara foram se aproximando de Kush Kaini. Rafael Câmara ficou à frente de Rafael Villagomez, mas o mexicano tinha pneus macios novos. Rafael Câmara ia chegando em Alexander Dunne, mas já foi ultrapassado por Rafael Villagomez na volta 27 e foi pra cima de Alexander Dunne. Depois de Oliver Goethe parar, Rafael Câmara era o 5° e não tinha performance para buscar Alexander Dunne. Emmo Jr. foi superado por seu companheiro de equipe na penúltima volta e caiu para 20°. Rafael Câmara terminou na P5 e viu Nikola Tsolov disparar na liderança do campeonato. A categoria deixa Inglaterra com Rafael Câmara com 94 pontos na 3ª posição, mas com 47 pontos de desvantagem para o líder. Emerson Fittipaldi Jr. não pontuou e continuou na P20, com 10 pontos. Indy NXT A categoria de acesso à Fórmula Indy fez mais uma rodada dupla, desta vez no circuito misto de Mid-Ohio, com 3.622 metros, uma pista estreita e onde largar na frente é de grande importância. Depois de duas P5 em Road América Enzo Fittipaldi precisava fazer uma etapa com mais pontos que seus adversários diretos na disputa pelo título. Na sexta-feira tivemos o treino livre, que foi liderado pelos pilotos da HMD, Enzo Fittipaldi e Tymek Kucharczyk. Enzo foi o mais rápido, marcando 1m10,7286s em sua melhor volta. Nicholas Monteiro foi o 19° com sua melhor passagem em 1m11,6746s. Na manhã do sábado os pilotos voltaram à pista para a disputa do treino que definiria o grid da corrida que seria disputada à tarde. A HMD continuou mandando e os dois brasileiros estavam no grupo 2. No grupo 1 Salvador de Alba foi o mais rápido, marcando 1m09,5936s em sua volta mais rápida. Mas quando o grupo 2 veio para a pista, Enzo Fittipaldi voou e cravou 1m09,3690s, fazendo o melhor tempo do grupo e o melhor tempo combinado. Nicholas Monteiro foi o 10° colocado e, com os tempos combinados, tínhamos 4 pilotos da HMD nas duas primeiras filas, liderados por Enzo Fittipaldi. Nicholas Monteiro largava em 19°. Para a corrida do domingo o grid seria formado pelas segundas melhores voltas do treino classificatório. No grupo 1 a supremacia da HMD foi quebrada com as segundas melhores voltas. Alessandro de Tullio, piloto da AJ Foyt e que tem um histórico de excelentes classificações ao longo da temporada sendo o mais rápido, marcando 1m09,6702s em sua 2ª volta mais rápida. Tymek Kucharczyk da HMD foi o 2°. No grupo 2, Enzo Fittipaldi repetiu o feito também com a segunda melhor volta, igualmente voadora, para cravar o melhor tempo do grupo e o melhor tempo combinado com sua melhor volta em 1m09,4946s. Nicholas Monteiro foi novamente o 10° colocado, com sua 2ª melhor passagem em 1m10,6197s. Com os tempos combinados, tínhamos Enzo Fittipaldi novamente na pole position e Nicholas Monteiro largando novamente em 19°. No final da tarde do sábado os pilotos voltaram à pista para a disputa da primeira das duas corridas. Os pilotos deixaram o pit lane para duas voltas (e meia) de apresentação e quando voltaram à reta oposta onde é dada a largada nesta categoria e na categoria principal. Eles saíram da curva 2, lado a lado, e receberam a bandeira verde para as 35 voltas programadas. Enzo Fittipaldi largou bem e manteve a ponta. Nicholas monteiro foi cauteloso para evitar confusões nas primeiras curvas e caiu para 21°. Enzo Fittipaldi conseguia se manter a uma distância razoavelmente segura de Jack Beaton. Os 4 pilotos da HMD continuavam nas 4 primeiras posições. Nas primeiras voltas, apesar da liderança, Enzo Fittipaldi vinha com Jack Beaton perto ele quando Nicolas Stati parou na pista na volta 5 e provocou a primeira entrada do safety car. Antes de ser resgatado, o piloto fez o carro funcionar novamente. A relargada foi dada na abertura da volta 8 e Enzo Fittipaldi manteve a liderança, mas Tymek Kucharczyk fez uma grande largada e saiu de 4° para 2°, chegando a pressionar o brasileiro na curva 5, mas Enzo Fittipaldi manteve a posição e abriu mais de 1s rapidamente. Nicholas Monteiro continuava em 21°. Entramos no 2° terço de prova e Nicholas Monteiro passou Alexander Koreiba e subiu para 20°. Nolan Allaer saiu da pista justamente na volta 12 e tivemos a 2ª bandeira amarela, fazendo Enzo Fittipaldi perder o 1,5s de vantagem que tinha sobre Tymek Kucharczyk e Nicholas Monteiro subir para 19°. A relargada veio no início da volta 15 e Enzo Fittipaldi relargou bem, sem dar chances para Tymek Kucharczyk ataca-lo. Com uma pilotagem agressiva o brasileiro abriu mais de 1s rapidamente. Nicholas Monteiro deu um toque em James Roe, que atravessou na curva 2 e perdeu a posição para o brasileiro. Enzo Fittipaldi continuava abrindo e não demorou a estar 1,5s à frente de Tymek Kucharczyk, companheiro – e adversário – de equipe. A vantagem estava aumentando, mas Juan Manuel Correa escapou da pista na volta 20 e provocou a 3ª bandeira amarela. Nicholas Monteiro subiu para 17° e nessas coisas da Indy, foi puxado de volta para pista, partiram seu motor e ele foi aos pits, fez uma checagem e voltou para a corrida, mas com uma volta de desvantagem. A relargada veio na abertura da volta 25, já no terço final de prova. Enzo Fittipaldi relargou bem novamente e não deu chance para Tymek Kucharczyk tentar qualquer ataque. Nicholas Monteiro manteve a 17ª posição. Enzo Fittipaldi abriu 1s rapidamente para o polonês, levando em seguida para a casa de 1,5s. Colin Kaminsky tomou a P17 de Nicholas Monteiro. Enzo Fittipaldi e Tymek Kucharczyk abriram bem de Jack Beaton, mas o brasileiro não deu chances ao polonês e venceu de ponta a ponta. Nicholas Monteiro terminou em 18°. No domingo, com o céu bem encoberto e as temperaturas do ar e de pista mais baixas que no sábado, tivemos a 2ª corrida do final de semana. Enzo Fittipaldi largava novamente na 1ª posição e Nicholas monteiro era o 19°. Assim como no sábado, pilotos deixaram o pit lane para duas voltas (e meia) de apresentação e quando voltaram à reta oposta onde é dada a largada nesta categoria e na categoria principal. Eles saíram da curva 2, lado a lado, e receberam a bandeira verde para as 30 voltas programadas. Enzo Fittipaldi largou bem e manteve a liderança, conseguindo se defender do ataque de Alessandro de Tullio. Nicholas Monteiro perdeu uma posição para Kaminsky e caiu para 20°. Alessandro de Tullio atacou na curva 5 na 2ª volta, mas o brasileiro não deu moleza, com o argentino indo para a grama, caindo para 7°. Jack Beaton agradeceu e herdou a P2. Quem agradecia mais era Enzo Fittipaldi, que tinha 2,4s de vantagem na liderança. Nicholas Monteiro se enroscou com Kaminsky e os dois perderam posições, com o brasileiro caindo para 22°. Enquanto Jack Beaton ia segurando o pelotão, Enzo Fittipaldi ia abrindo vantagem e chegou no final do 1° terço de prova com 3,5s de vantagem para o pelotão que o seguia. Mais atrás, Nicholas Monteiro continuava em 22°. O sol deu as caras e na metade da prova a vantagem já passava dos 5s. Jordan Missig tomou a posição de Nicholas Monteiro caiu para 23°. Quando entraram no último terço de prova – felizmente sem intervenções de safety car, a vantagem de Enzo Fittipaldi na liderança passava dos 7s. Salvador de Alba deu uma escapada de pista, mas conseguiu voltar sem interromper a prova. A corrida se aproximava do final e a diferença entre Enzo Fittipaldi e Jack Beaton se aproximava de 10s. Nikita Johnson e Tymek Kucharczyk eram 3° e 5°, respectivamente, o que aumentava a diferença de pontos que o brasileiro somava. Enzo Fittipaldi venceu novamente de ponta a ponta, com mais de 12s de vantagem sobre Jack Beaton. Nicholas Monteiro foi o 21° depois de superar Colin Kaminsky Alexander Koreiba. Com as duas vitórias, as duas poles, a volta liderada e o maior número de voltas na liderança nas duas provas, Enzo Fittipaldi somou o maior número de pontos possível no final de semana e deixava Mid-Ohio na liderança do campeonato com 431 pontos, 27 pontos à frente de Tymek Kucharczyk. Nicholas Monteiro era o 24° no campeonato com 12 pontos, campeonato que agora teria 2 corridas em circuitos ovais das 5 que restam na temporada. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |