Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos grandes corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial na Europa e nos Estados Unidos. No sempre desafiador circuito de Spa-Francorchamps a FIA Fórmula 3 encarava mais um desafio, com Pedro Clerot precisando se recuperar dos resultados ruins de Silverstone e Fernando Barrichello buscando seu primeiro ponto na categoria. Na FIA Fórmula 2, Rafael Câmara precisava tirar diferença para o líder do campeonato e Emerson Fittipaldi Jr. precisava voltar a marcar pontos. Nos Estados Unidos, o oval de Nashville era o desafio para Enzo Fittipaldi, o líder do campeonato, e Nicholas Monteiro, buscando melhores resultados. Mais uma vez terei que fazer uma coluna extra na próxima quinta-feira uma vez que temos neste final de semana temos etapa da Fórmula Regional Europeia em Paul Ricard, onde também teremos a 2ª etapa do Campeonato Europeu de Fórmula 4. Do outro lado do mundo, a Super Fórmula vai para Fuji, onde teremos uma corrida extra pela etapa cancelada por falta de condições meteorológicas no circuito de Autópolis. FIA Fórmula 3 Os pilotos da categoria que inicia a reta final rumo à Fórmula 1 tinham em Spa-Francorchamps um desafio extra além dos 7 km de pista: a previsão meteorológica trazia grandes chances de instabilidades e isso poderia, inclusive, comprometer a realização de algumas atividades de pista. Pedro Clerot precisava se recuperar da etapa de Silverstone, onde marcou apenas 2 pontos e Fernando Barrichello continuava correndo atrás de melhores resultados. Os 45 minutos do treino livre tiveram início... no cronômetro. Na pista – felizmente seca e com sol – apenas os 3 carros da Van Amersfoort deram uma volta e voltaram aos boxes. Chegamos ao final do 1° terço da sessão quando os carros começaram a ir para a pista, todos com pneus duros. Para o treino de classificação e para a corrida (em caso de pista seca) as equipes receberiam pneus médios. Depois de fazer suas voltas de aquecimento dos pneus os pilotos começaram a virar rápido. Na sua 1ª volta rápida Pedro Clerot marcou 2m07,127s Fernando Barrichello fez 2m07,921s. Em suas voltas seguintes, Pedro Clerot melhorou para 2m06,550s e Fernando Barrichello para 2m07,410s. Com esses tempos Pedro Clerot tinha a P2 provisória e Fernando Barrichello a P21.  No final do 2° terço do treino os pilotos voltaram para os boxes para aquela conversa mais longa com os engenheiros, fazerem algum ajuste nos carros e os pilotos voltaram para a pista apenas quando faltavam menos de 8 minutos para o final da sessão, tempo para apenas mais uma volta rápida. Nos segundos finais os carros se amontoaram sem ninguém querer dar vácuo para ninguém e todos se atrapalhando. Pedro Clerot não melhorou seu tempo e ficou com a P3. Fernando Barrichello também não melhorou e ficou em 24°. Após o final da 1ª sessão de treino livre da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram à pista para o treino de classificação. A condição de sol e pista seca tinha ido embora e as primeiras gotas de chuva começaram a cair poucos minutos antes do início da sessão. Quando os boxes foram abertos os pilotos correram para a pista para fazerem logo uma volta rápida e tentar garantir uma boa posição no grid ainda usando os pneus slicks. Pedro Clerot marcou 2m06,010s. Fernando Barrichello fez 2m06,557s, mas a pista ainda permitia andar rápido com os pneus médios e Pedro Clerot conseguiu baixar para 2m05,770s. Fernando Barrichello não conseguiu melhorar sua 2ª volta rápida. Depois de duas voltas todos tiveram que dar uma resfriada em pneus e freios para abrir uma nova volta rápida e a pista virou Avenida Brasil no final da tarde voltando para a baixada fluminense. Todo mundo querendo um vácuo pra chamar de seu e pouca gente conseguindo fazer um 1° setor melhor do que tinha. Pedro Clerot tentou, mas acabou abortando a volta e seguiu para os boxes, assim como Fernando Barrichello. Faltando 17 minutos de treino estavam todos nos boxes para aquela conversa com os engenheiros, fazerem algum ajuste, colocar um novo set de pneus – ainda macios – e saírem para a pista mais uma vez.  Faltando 14 minutos os pilotos começaram a sair dos boxes e foram aquecer os pneus para tentar melhorar suas posições. Pedro Clerot tinha a P7 provisória e Fernando Barrichello a P2. Na 2ª volta de aquecimento tínhamos o congestionamento mais uma vez e tivemos batida. Noah Stromsted bateu Yevan David e em Hiyu Yamakoshi. David ainda acertou uma Prema e tivemos a bandeira vermelha agitada com 9m38s para o final da sessão. Todos voltaram para os boxes enquanto a chuva começava a aumentar em alguns setores, especialmente na reta dos boxes. Depois de 12 minutos esperando a pista ficar em condições de retorno, a sessão foi encerrada. A condição de pista molhada contribuiu para que, na prática, fosse impossível melhorarem os tempos de volta. Visando não atrapalhar o cronograma da programação, Pedro Clerot ficou com a 7ª posição e Fernando Barrichello com a 26ª. Abrindo o cronograma de eventos do sábado em Spa-Francorchamps os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a corrida spint, com o grid invertido nas 12 primeiras posições. Depois de muitas punições pós-corrida por baixa velocidade na pista e track limits. Os brasileiros foram muito beneficiados por não fazerem coisas erradas. Fernando Barrichello largava na P23 e Pedro Clerot saiu do que seria a 3ª fila para largar da P2, com boas possibilidades de ir ao pódio. O céu tinha nuvens, mas a pista estava seca. Matteo de Palo largava do grid. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 13 voltas programadas. Pedro Clerot largou tentando se defender de Nakamura Berta, mas perdeu a posição no final da reta Kemmel. Tivemos batida na les Combres. Freddie Slater ficou na brita e nos pneus após bater com Ugo Ugochukwu. O safety car foi acionado. Fernando Barrichello largou mal e mesmo com a batida à sua frente e um carro largando dos pits caiu uma posição e era o 24°. A relargada veio no início da volta 4 e Pedro Clerot tentando recuperar a P2, que mudou de dono com Nakamura Berta tomando a ponta. Fernando Barrichello manteve a P24. Pedro Clerot foi pra cima do companheiro de equipe, mas precisava cuidar de Mathia Colnaghi – que em seguida perdeu a P4 para Taito Kato – e quando o DRS fosse liberado, ele teria vantagem. Pedro Clerot estava tentando passar na Bus Stop e estava atrapalhando sua sequência até chegar no final da Les Combes. A briga pela P4 ainda ajudava o brasileiro. Fernando Barrichello estava “preso” na P24. O carro de Pedro Clerot parecia estar mais ajustado para andar no setor 2, sinuoso, do que no setor das retas. Fernando Barrichello subiu para 23° ao superar Matteo de Palo. O safety car foi acionado novamente na volta 9 por excesso de pedras e detritos na La Source. Depois que Nandhavud Bhirombhakdi destruiu uma placa de isopor e a jogou na pista. Ele perdeu posições e Fernando Barrichello foi para 22°. A relargada veio na abertura da 11ª volta e teríamos 2 voltas insanas para definir a corrida. Pedro Clerot tinha Mathia Colnaghi atrás dele e precisava largar bem. Bandeira verde agitada e Pedro Clerot relargou bem e tentou pegar o vácuo de Brando Badoer, mas não conseguiu. Ao menos não foi atacado por Mathia Colnaghi. Fernando Barrichello se manteve na P22. O DRS não foi liberado para a última volta. Pedro Clerot foi para cima na última volta, mas não conseguiu superar o companheiro de equipe, terminando em 3°. Fernando Barrichello tomou a posição de Gerrard Xie na última volta e terminou em 21°. Na manhã do domingo (na fria madrugada em Volta Redonda), os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a corrida principal do final de semana. Com as punições do final de semana Pedro Clerot largava na 6ª posição e Fernando Barrichello em 23°. As condições para a corrida eram de céu nublado e pista seca. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 15 voltas programadas. Pedro Clerot largou muito mal e perdeu várias posições depois de ser empurrado para fora da pista duas vezes, caindo para 14°. Evan David ficou na brita após a Les Combes e o safety car foi acionado. Fernando Barrichello também não foi bem e caiu para 26°, subindo para 25° após Theophile Nael ir aos boxes por um pneu furado. A relargada veio no início da volta 4 e Pedro Clerot relargou bem e manteve sua posição, assim como Fernando Barrichello subiu para 24°. Na Les Combes Bruno Del Pino tomou a P14 de Pedro Clerot e Fernando foi superado por Ricardo Escotto e José Garfias, caindo para 26°. Pedro Clerot tentava se recuperar e Jin Nakamura estava à sua frente, mas a disputa estava sinistra entre o P13 e o P17. Fernando Barrichello estava tentando recuperar a posição sobre José Garfias, que estava ficando para trás. Pedro Clerot foi para 14° com o erro de Enzo Deligny e Fernando Barrichello entrou nos boxes para abandonar na 10ª volta. Pedro Clerot não conseguia mais acompanhar o ritmo do pelotão à sua frente, mas ao menos não era atacado por Louis Sharp. O resultado estava longe do que o brasileiro esperava nesta corrida, mesmo depois do erro de Ugo Ugochukwu que o fez ganhar a P13. Na última volta Nicola Lacorte tomou a P13 de Pedro Clerot, que terminou a prova em 14°. Com os resultados do domingo Pedro Clerot deixou Spa-Francorchamps em 10° no campeonato, com 48 pontos. Fernando Barrichello continuava zerado. FIA Fórmula 2 Após a sessão de treino livre da FIA Fórmula 3 era a vez dos pilotos da FIA Fórmula 2 irem à pista para seus 45 minutos de treino livre com Rafael Câmara pressionado, mas ainda que sem estar liderando o campeonato, especulado na Haas para 2027. Emmo Jr. chegava em Spa-Francorchamps tentando “quebrar o jejum”. Abertos os boxes os pilotos saíram com pneus médios, fizeram a volta inicial de instalação testando o safety car virtual e retornaram aos boxes. Rafael Câmara foi um dos primeiros a ir para os boxes e na sua primeira volta rápida marcou 2m00,057s, mas esses tempos iriam baixar. Emmo Jr. demorou um pouco para sair dos boxes enquanto isso, Rafael Câmara melhorou seu tempo para 1m59,884s. Em sua 1ª volta rápida Emmo Jr. virou em 2m01,09s. Na sua 2ª volta rápida Rafael Câmara melhorou para 1m59,05s, mas perdeu a volta por track limits. Emmo Jr. baixou para 2m00,5s. Com 21 minutos de treino Rafael Câmara foi para os boxes. Alguns minutos depois Emmo Jr. também parou. Rafael Câmara foi um dos primeiros a voltar para a pista e cravou 1m59,567s com pista limpa, sem vácuo e voltou para os boxes. Emmo Jr. voltou para pista e melhorou para 2m00,505s. faltando 6 minutos para o final da sessão Rafael Câmara voltou para a pista, mas Nico Varrone escapou da pista e bateu na barreira de pneus. Faltando 4 minutos para o fim, a bandeira vermelha não permitiu a retomada do treino. Rafael Câmara terminou na P8 e Emmo Jr. em 19°. Logo em seguida a classificação da FIA Fórmula 3 os pilotos da FIA Fórmula 2 retornaram à pista para definirem o grid para as duas corridas do final de semana. A chuva que caiu no final da sessão de classificação da FIA Fórmula 3 mudou as condições da pista, mas não o suficiente para que os pilotos colocassem pneus de chuva. Todos saíram dos boxes com os pneus supermacios “com um olho na pista e o outro no céu”. Os pilotos deram 2 voltas rápidas antes de tentarem abrir volta, mas Noel Leon rodou sozinho e parou na saída da Radillon, provocando uma bandeira vermelha. Ele conseguiu fazer o carro “pegar no tranco” e voltar aos boxes. O cronômetro parou com 24m42s. Apenas 3 pilotos marcaram volta: Martinius Stenshorne, Alexander Dunne e Emmo Jr. Foram 7 minutos de paralisação e os boxes foram reabertos. Rafael Câmara saiu no meio do bolo e atrás de Joshua Durksen e fez uma grande volta em 1m57,571s. Emmo Jr, conseguiu 1m59,550s. Rafael Câmara abriu uma 2ª volta com o mesmo jogo de pneus, assim como Emmo Jr. Rafael câmara melhorou para 1m57,347s e Emmo Jr. baixou para 1m58,587s, mas teve a volta cancelada por track Limits. Em seguida os brasileiros e os pilotos que fizeram uma 2ª tentativa voltaram para os boxes para aquela conversa com os engenheiros, colocar novos pneus e fazerem algum eventual ajuste. Os pilotos começaram a ir para a pista quando faltavam 10 minutos. A chuva, aparentemente, havia parado (ao menos não haviam mais guarda-chuvas e capas no público). Estranhamente muitos pilotos passaram pelo pit lane, sem parar, no final da volta e voltaram para a pista e Laurens Van Hoepen parou na pista em frente aos boxes. 2 bandeiras amarelas duplas e em seguida veio a bandeira vermelha faltando 3m26s. Emmo Jr. estava no prejuízo tendo só uma volta rápida. Os boxes foram reabertos para um final de sessão insano e Rafael Câmara fez uma volta sensacional em 1m56,306s e ficou na pole position. Emmo Jr. conseguiu uma volta em 1m57,270s e ficar em 15°, mas uma de 10 punições por descumprir uma dupla bandeira amarela jogou o brasileiro para o fundo do grid. Vários pilotos tiveram punições pós-corrida. E Emerson Fittipaldi entregou o troféu da pole para Rafael Câmara. Depois do TL3 da Fórmula 1 tivemos a corrida sprint da FIA Fórmula 2. Rafael Câmara estava largando com a 10ª posição pela inversão do grid e Emerson Fittipaldi Jr. na P20 após todas as punições aplicadas. Todos estavam come pneus médios e tínhamos sol, pista seca e pouca perspectiva de chuva. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 18 voltas programadas. Rafael Câmara largou bem, ganhando 2 posições antes da Eau Rouge. Emmo Jr. fez uma largada espetacular e chegou na Les Combes em 14°. Rafael Câmara foi pra cima de John Bennett. Colton Herta tomou a posição de Emmo Jr., caindo para 15° e pressionado por Laurens Van Hoepen, sendo superado na volta seguinte. Quando o DRS foi liberado todo mundo atrás de Sebastian Montoya estava no “modo procissão” com menos de 1s do 2° ao 17°. Mari Boya já pressionava Emmo Jr. na volta 4 e não demorou a tomar a posição do brasileiro, que teve uma avaria na asa dianteira em um toque com Colton Herta, mas Emmo Jr. deu o troco e voltou à P16. Na volta 6 Cian Shields se estranhou com Ritomo Miyata, rodou e bateu na saída da Les Combes, provocando a entrada safety car. A relargada veio na abertura da volta e Rafael Câmara colou em John Bennett, mas Roman Bilinski veio junto, mas ninguém passou ninguém na freada da Les Combes. Rafael Câmara ganhou um respiro da pressão de Roman Bilinski e podia tentar atacar John Bennett, mas não estava conseguindo colar no britânico. Mari Boya voltou o ganhar a posição de Emmo Jr., que herdou a posição e voltou à P15 com o abandono de Gabriele Mini. O carro de Rafael Câmara parecia não ter velocidade de reta. Mas quando o britânico perdeu o DRS não conseguiu mais segurar o brasileiro. Ush Maini, que estava atras de Emmo Jr. tomou 5s por track limits. John Bennett perdeu o controle e rodou várias vezes no eixo (um 1440 de skatista), sozinho, ficando parado na pista. O safety car demorou, mas entrou. Com isso Emmo Jr. subiu para 14°. Kush Maini e Ritomo Miyata pararam e colocaram os pneus supermacios usados no treino de classificação. A relargada demorou muito e só veio para a última e insana volta. Rafael Câmara largou bem e aproveitou o erro de Sebastian Montoya, passou o colombiano e quase passou também Alexander Dunne, mas terminou em 6°. Emmo Jr. manteve sua posição e terminou em 14°. Depois da corrida da FIA Fórmula 3 os pilotos da FIA Fórmula 2 voltaram à pista para a corrida principal, com a obrigatoriedade de troca de pneus em pit stop obrigatórios (se a pista estiver seca) Rafael Câmara largando na pole position precisava fazer valer a vantagem e vencer a prova. Emerson Fittipaldi Jr. largava em 20° e precisaria de uma grande ajuda da estratégia para conseguir chegar aos pontos. Nas opções de estratégia, Rafael Câmara estava largando com pneus supermacios e Emmo Jr. com pneus médios. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para as 25 voltas programadas. Rafael Câmara largou mal e perdeu a ponta para Tasanapol Inthraphuvasak, Nikola Tsolov colocou de lado do brasileiro na descida para Eau Rouge, fez a reta Kemmel colado, mas Rafael Câmara segurou a P2. Tivemos confusão mais atrás com Sebastian Montoya envolvido, Gabriele Mini com problemas e Oliver Goethe ficou parado na Eau Rouge. O safety car foi acionado, e com os problemas mais atrás, Emmo Jr. subiu para 16°. A relargada veio na abertura da volta 4 e Nikola Tsolov largou bem e foi empurrado pra brita pelo brasileiro. Rafael Câmara manteve a P2. Emmo Jr. ganhou a P15 de Colton Herta. Rafael Câmara não parecia ter velocidade de reta como no sábado. Com o DRS o brasileiro tomou a ponta, mas os carros com pneus médios já estavam virando mais rápido. Tsolov ia ladeira abaixo e era o 10°. Aberta a janela de parada e Rafael Câmara foi chamado para a parada com Joshua Durksen indo pra frente antes da entrada. A parada foi boa e Rafael Câmara voltou na frente dos demais que pararam. Aquele “sai pra lá, Mané”, que ele deu em Nikola Tsolov nem foi aberta investigação. Emmo Jr. que estava de pneus médios era o 8° colocado. Rafael Câmara era o 12°. Laurens Van Hoepen bateu forte e o carro teve algumas chamas, o safety car foi acionado. Era a 9ª volta e cedo para uma parada vantajosa para quem ainda tinha pneus duros. O pelotão foi agrupado, inicialmente dando vantagem para quem tinha trocado pneus. A direção de prova colocou bandeira vermelha. Noel Leon trocou pneus, mas ele largou de pneus médios e certamente não colocou os supermacios. Foram quase 25 minutos de paralização com os carros no pit lane. Com o tempo consumido pela paralização só teríamos 24 minutos de prova. Os carros saíram para uma volta atrás do safety car e foram para uma largada lançada com 22 minutos restando. Rafael Câmara saiu colado em Noel Leon. Os pneus ainda estavam frios. Cian Shields atrapalhou Rafael Câmara e tinham 3 carros lentos na frente dele Roman Bolinski, Emmo Jr. e Noel Leon. Rafael Câmara foi espetacular e passou os três entre a descida para Eau Rouge e a Les Combes. Emmo Jr. foi tocado por Alexander Dunne, saiu da pista depois da Les Combes e provocou uma nova entrada do safety car. Quem tinha que trocar pneus parou e trocou voltando colado no pelotão. Faltavam 12 minutos de corrida e Rafael Câmara era o líder, precisando relargar bem e não permitir um ataque de Alexander Dunne. O brasileiro conseguiu se manter a salvo e manteve a ponta. Noel Leon tomou 5s de punição por track limits. Depois foi Alexander Dunne. Rafael Câmara ia abrindo na frente e caçando Tsolov estavam Gabriele Mini, Rafael Villagomez e Joshua Durksen. O brasileiro tinha a melhor volta da prova e venceu fazendo o máximo de pontos possíveis. Graças às punições, Nikola Tsolov foi o 3° e a categoria deixa com Rafael Câmara ainda em 3° no campeonato, com 125 pontos, 36 a menos que o líder. Emmo Jr. não pontuou com o abandono e continua com 10 pontos na 20ª posição. Indy NXT A cidade da música (country) norte americana, Nashville, recebeu a segunda etapa de circuito oval da temporada de 1,33 milhas. No sábado tivemos uma sessão de treino livre, com todos os carros andando juntos na pista e os pilotos tendo que lidar com tráfego no oval de 1 milha. Enzo Fittipaldi ficou com o 3° melhor tempo, marcando uma volta em 26,1585s a uma média de 178,909 mph. Nicholas Monteiro fez uma animadora 11ª posição com sua melhor passagem em 26,3069s a uma média de 177,900 mph. Na sessão de classificação as coisas foram bem diferentes. Os carros saindo um a um do pit lane, fazendo uma volta de aquecimento e daí duas voltas lançadas. O somatório doe tempos e médias de velocidade definiriam o grid. Enzo Fittipaldi fez apenas a 14ª melhor média, com suas voltas em 26,6696s e 26,6948s, numa média de 175,398 mph. Pior para Nicholas Monteiro, que com voltas em 27,3360s e 27,2781s com um média de 171,384 mph. No domingo os pilotos voltaram ao pit lane se preparando para a corrida. Em seguida saíram atrás do safety car para o aquecimento dos pneus. Após três voltas os pilotos alinharam dois a dois e foi dada a bandeira verde para as 65 voltas programadas. Enzo Fittipaldi largou bem e ganhou 3 posições nas 2 primeiras voltas. Nicholas Monteiro ganhou duas posições e na volta 6 Jordan Missig rodou sozinho e Juan Manuel Correa comprou pronto e bateu forte. Bandeira amarela e safety car na pista. Enzo Fittipaldi tinha caído para 12°, superado por Josh Pierson. Nicholas Monteiro herdou as duas posições e era o 19°. A relargada veio na volta 15. Enzo Fittipaldi voltou para 11°com a queda de Sebastian Murray. Na volta 18 tivemos nova bandeira amarela por detritos na pista. Retirados os detritos a relargada foi dada na volta 21. Enzo Fittipaldi tomou a P10 de Kaminsky e Nicholas Monteiro ganhou a P18 de Tymek Kucharczyk que foi para os boxes. Enzo Fittipaldi estava longe do 9° colocado e Salvador De Alba vinha colado nele, mas errou e caiu para 14°. Quem passou a perseguir o brasileiro era Max Taylor. Enzo Fittipaldi encostou em Bruce Aron novamente na volta 33, mas na volta seguinte perdeu a posição para Max Taylor depois de uma pequena traseirada. Nicholas Monteiro continuava em 18°. Na volta 40 Enzo Fittipaldi tinha uma boa vantagem para Salvador de Alba e colou em Max Taylor. Na volta 50 o alvo de Enzo Fittipaldi era Bryce Aron. A vantagem era grande para Kaminsky e Nicholas Monteiro se aproximava de Nicolas Stati. Colin Kamisnky e James Roe ficam lentos e Nicholas monteiro foi para P17 a 12 voltas do final. Colin Kaminsky foi para os boxes. Chegamos a 5 voltas do final e Enzo Fittipaldi não conseguia atacar Bryce Aron e terminou a corrida na 11ª posição. Nicholas Monteiro terminou em 17°. Com a P2 de Nikita Johnson, ele voltou a liderar o campeonato por 1 ponto à frente de Enzo Fittipaldi, que deixou Nashville com 450 pontos. Nicholas Monteiro é o 24° colocado com 139 pontos. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |