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Written by Administrator   
Friday, 13 December 2013 17:05

Quando assumimos um compromisso – qualquer compromisso – com o que ou quem quer que seja, honrá-lo é, antes de tudo, antes de dinheiro, antes e obrigação, é uma questão moral e, infelizmente, cada vez mais eu vejo menos compromisso em praticamente tudo o que me cerca. Será que eu estou fora de sintonia com meu tempo? Será que eu tenho extrapolado nos meus conceitos sobre o que venha a ser compromisso?

 

Neste mês de dezembro – eu nem vou entrar no mérito dos meses anteriores – uma série de episódios e – no meu entender – omissões (para usar um termo suave) ocorreram por alguns autódromos brasileiros que mal foi noticiado pela chamada “mídia especializada” e, pior, mal foi prestigiada pelas autoridades do automobilismo nacional.

 

No final de semana dos dias 01/02 de dezembro, aconteceu no autódromo de Guaporé o festival Brasileiro de Marcas 1600, que reuniu 36 pilotos de sete estados (RS/SC/PR/SP/DF/GO/MG), apesar da produção de releases por parte da assessoria de imprensa da Confederação brasileira de automobilismo, nem a “turma do ‘copy and paste’”, que prolifera na internet se deu ao trabalho de fazer este hercúleo trabalho. Pelo menos alguns bravos blogueiros ainda fizeram algo pelo evento. Os sites e blogs mais badalados do país, ignoraram o Festival solenemente.

 

No dia 08 de dezembro, o autódromo de Tarumã recebeu mais uma edição da sua prova de 12 horas reuniu 29 carros e mais de 60 pilotos para a sua 33ª edição. No caso da corrida, que era praticamente uma ‘festa gaúcha’, a divulgação e a repercussão por parte da “mídia especializada” foi pior ainda: poucos foram os blogs e sites de fora do estado que noticiaram o acontecimento.

 

Triste mesmo foi o que ocorreu em Caruaru, onde foi disputada a etapa de encerramento da Copa Norte-Nordeste de Marcas e Pilotos 1600. Não havia nenhum veículo de mídia presente no autódromo além do enviado do site dos Nobres do Grid, Diego Freitas, para fazer a cobertura do evento. No caso do evento nordestino, praticamente apenas os sites “Marcas e Pilotos”, do Ceará e de Pernambuco, publicaram notícias sobre a prova. Não achamos nenhum blog ou site que escrevesse uma linha sequer sobre o evento, que reuniu pilotos da Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará.

 

Nestas horas eu me pergunto: aonde começa e aonde termina o Brasil e seu automobilismo? Aonde estão os críticos veementes das autoridades que regem o esporte a motor nacional que, na hora que acontecem eventos como os de Guaporé e Caruaru, omitem-se completamente? Se nós, da “mídia especializada” não fazemos a nossa parte em divulgar e promover o automobilismo, vamos esperar de quem que isso seja feito? Será que teremos que esperar que os eventos “pouco ou nada relevantes” só cheguem às manchetes por conta de fatalidades/tragédias como a ocorrida nos 500 Km de Londrina? Nestas horas pululam os “experts facebookianos” acusando pessoas e entidadesantes mesmo de qualquer investigação sobre o ocorrido.

 

Para tudo oque foi mencionado até agora, certamente o exemplo deveria ser dado pelas autoridades do esporte, que muitas vezes preferem estar presentes em “eventos mais midiáticos” do que nos eventos de conotação mais regional.

 

Se em Guaporé, o festival Brasileiro de Marcas e Pilotos 1600 contou com a presença do  vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Rudolf Rieth – que é gaúcho – e do presidente da Federação Gaúcha de Automobilismo, Carlos Rodrigues de Deus, nas 12 horas de Tarumã não havia sequer um dirigente gaúcho de peso presente no autódromo.

 

A vergonha mesmo foi o total desprestígio ao esforço do promotor, o grande piloto pernambucano Rogério ‘Jegue’ dos Santos, que conseguiu reunir 21 carros no grid e não estavam presentes nenhum dos presidentes das federações dos pilotos participantes ou mesmo um vice-presidente.

 

Em maio deste ano de 2013, durante a etapa da Fórmula Indy, realizada em São Paulo, encontrei o Presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, e, junto com ele estava o presidente da  Federação Gaúcha de Automobilismo, Carlos Rodrigues de Deus.

 

Naquele final de semana, estava acontecendo em Curitiba a abertura do Campeonato Brasileiro de Arrrancada, da qual o Sr. Carlos Rodrigues de Deus, da FGA, é o presidente. Não tive a menor cerimônia em, sem estardalhaço, mas de forma direta e incisiva dizer: “o senhor me desculpe, uma vez que estamos sendo apresentados hoje, mas o senhor não deveria estar aqui. Deveria estar em Curitiba”!

 

A reação do Sr. Carlos Rodrigues de Deus foi um silêncio sem resposta... ele teria o que para dizer? No evento mais tradicional do mais tradicional dos autódromos do estado ele não se fez presente, que dirá num evento em outro estado? Agora, para ir à São Paulo, ver a Indy de perto...

 

Esta mesma pergunta eu estendo aos Senhores José Haroldo Borges Scipião, Waldner Bernardo de Oliveira, Odilon Maroja Coutinho e a Senhora Selma Morais Santana Moura? Ao presidente da FAEP, ainda pode ser dado um certo “desconto”, uma vês que o único piloto paraibano na competição tem filiação em Pernambuco, mas a ausência dos presidentes das federações dos pilotos envolvidos na disputa, ou que fossem seus vices, é simplesmente vergonhoso. De que adianta um promotor fazer esforços extremos, com dispensar pilotos de taxas de inscrição, como foi o caso dos pilotos baianos, se aqueles que devem ser seus representantes simplesmente os ignoram?

 

Um exemplo a ser seguido deve ser o do presidente da federação paranaense de automobilismo, Rubens Gatti. Ao longo do ano de 2013, em diversos dos eventos de porte e relevância nacional que ocorreram no Autódromo Internacional de Curitiba, o Senhor Rubens Gatti não esteve presente... estava acompanhando etapas de kart, velocidade na terra, arrancadas, que aconteciam no interior do estado.  

 

Senhoras e senhores da mídia, promotores e autoridades. Se quisermos fazer com que o esporte automobilismo seja realmente respeitado, divulgado, fortalecido, é preciso que as fronteiras do esporte sejam expandidas, que a divulgação de tudo que acontece nas pistas seja feita com seriedade, comprometimento e profissionalismo. É preciso que haja o suporte e a presença daqueles que são eleitos para representar aqueles que estão nas pistas e nos boxes. Em suma: precisamos fazer mais!

 

Flavio Pinheiro

 

 

 

 

Last Updated ( Sunday, 15 December 2013 23:38 )