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Uma (triste) história que se repete! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 29 July 2016 17:40

Um dos maiores erros que o ser humano pode cometer é não aprender com os erros. Sejam eles os erros cometidos, sejam os erros que vimos alguém cometer, sejam os erros que alguém nos relatou.

 

É com pesar – pelos que perderam seu patrimônio – e revolta, para com os responsáveis pelas imagens que nossos leitores verão a seguir. Mas, primeiro, vamos recapitular o episódio anterior para que todos entendam o porquê do título escolhido para este editorial.

 

No final do ano de 2014 estivemos no Autódromo de Caruaru para a cobertura da Copa Nordeste de Marcas e Pilotos. Eu e o colunista Diego Freitas passamos o final de semana na chamada “Princesa do Agreste” a fim de prestigiar o automobilismo nordestino, tão desprestigiado e simplesmente ignorado pelos maiores portais de notícias do país.

 

Tendo como promotor o consagrado – nacionalmente – piloto local, Rogério dos Santos, o “Jegue Voador”, o evento reuniu pilotos de quatro estados, um grid de mais de 20 carros e tinha tudo para ser um sucesso... mas acabou em chamas e cinzas quando o carro do “Bambino”, com uma quebra, abandonou a corrida e encostou na área de escape  e o motor quente, encostou na vegetação seca na margem da pista e isso desencadeou um incêndio que alastrou-se rapidamente com o vento pelas áreas de vegetação do autódromo.

 

Rogério dos Santos, então promotor dos eventos de marcas e pilotos no estado, afastou-se da promoção das corridas, que passou para o Clube Garagem 83, da Paraíba.

 

 

No último domingo, 24 de julho no evento onde entre outras categorias corria o regional de marcas 1600, que lamentavelmente contava com apenas seis carros no grid, as cenas que vimos 20 meses antes se repetiram e um dos carros foi protagonista de mais um inferno de chamas que se alastrou pela vegetação do autódromo, sem controle e sem combate.

 

Assim como aconteceu em 2014, havia uma clara deficiência no autódromo por parte dos que deveriam garantir a segurança operacional do evento e ter no local uma brigada de combate a incêndio. Chamados, os bombeiros da cidade de Caruaru chegaram 30 minutos depois, quando não havia mais nada a se recuperar do carro e quando o trabalho era o de evitar que o fogo se alastrasse pela vegetação nas áreas de escape do autódromo.

 

Deixando de lado o fato da categoria estar alinhando um grid tão pequeno, nosso questionamento é direcionado às responsabilidades contratuais e legais que não poderiam deixar de ser cumpridas em um evento de automobilismo, realizado em um autódromo homologado pela Confederação Brasileira de Automobilismo, promovido por um promotor credenciado pela Federação Pernambucana, e também a Paraibana, de Automobilismo.

 

 

O contrato de realização do evento, com a locação do autódromo, incluía o aparelhamento do mesmo com equipe de socorro, resgate e brigada de incêndio ou estes serviços – sem os quais se caracterizaria um ato de extrema irresponsabilidade sua realização – deveriam ser providos pelo promotor do evento?

 

Se a vegetação do autódromo, que em 2014 estava alta e seca o suficiente pra pegar fogo quando o carro saiu da pista, em 2016 continuava tão ou mais alta para que um novo incêndio acontecesse, não estava sendo cortada e mantida baixa, porque o evento foi realizado nestas condições? Qual a justificativa da administração do autódromo para isso?

 

Por fim, como órgão regulador e fiscalizador, porque a Federação Pernambucana de Automobilismo (partindo do pressuposto de que havia um representante legal da entidade no autódromo) permitiu que não apenas a corrida do regional de marcas e pilotos, mas todo o evento acontecesse naquele final de semana.

 

Caso houvesse um acidente e o piloto não conseguisse sair do carro, em caso de chamas acontecessem como aconteceu em 2014 e na semana passada, teríamos um óbito para estampar as frontpages de todos os sites e portais de notícias de automobilismo da pior forma possível.

 

 

Com a palavra os responsáveis pelo evento, o Clube Garagem 83, o administrador do autódromo, Sr. Pedro Manuel, e o Presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo – candidato à Presidente da CBA – Waldner Bernardo.

 

Flavio Pinheiro

Editor Chefe


Last Updated ( Monday, 01 August 2016 19:41 )