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Jacarepaguá - RJ PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 11 September 2009 09:38

 

Ao seguir pela Avenida Embaixador Abelardo Bueno, antes de chegarmos ao nosso destino, outras construções tomam a nossa visão: à direita, um conjunto de belos e altos prédios brancos, com suas varandas de vidros esverdeados, suas guaritas com vigilantes e seus ocupantes entrando e saindo. À esquerda, as enormes, reluzentes e desertas instalações “herdadas” dos Jogos Panamericanos: O parque aquático, que leva o nome de uma das maiores desportistas do país, Maria Lenk, o velódromo, com sua pista de madeira importada e que nem nome tem, uma vez que não temos uma história de ciclistas (ou se tem deve ser o nome de algum político que mal sabe andar de bicicleta) e a “arena multiuso”, usada para shows musicais, eventos religiosos, circos sem elefantes e coisas afins! Todos vazios e fechados. Só então, depois deles, é que vemos as abandonadas arquibancadas de um Autódromo que já teve a honra de receber os maiores pilotos do mundo... em quatro e em duas rodas. 

 

Na foto aérea, o canteiro das obras dos elefantes brancos e da mutilação do circuito.

 

O nosso acesso (parece ironia, mas não é) parece mais com uma “entrada dos fundos” com que com um “portão da frente”, uma vez que temos que contornar por uma rua secundária, por trás dos elefantes brancos há pouco tempo erguidos. 

 

No portão, os dois vigias, que já estavam devidamente informados da nossa visita, nos permitiram entrar e seguimos para a área do paddock, passando pelo viaduto construido sobre a reta oposta do que um dia foi o Oval Emerson Fittipaldi. Estávamos nas dependências do que sobrou do Autódromo Internacional Nelson Piquet, no Rio de Janeiro. 

 

O silêncio e os Quero-Queros. 

 

José Carlos, a pessoa responsável por cuidar “em loco” do autódromo, nos foi extremamente solícito, levando-nos a todas as dependências: boxes, sala de imprensa, espaço do centro médico, torre de cronometragem... O ensurdecedor silêncio era quebrado apenas por nossa conversa e pelos Quero-Queros, que informavam a todo instante que aquele era o território deles e não nosso. De fato, não havia nenhuma movimentação no local além do revoar das aves. 

 

 

As instalações de Jacarepaguá ainda são muito atuais se comparadas as de grandes autódromos da Fórmula 1.

 

As instalações do Autódromo do Rio de Janeiro são de primeira linha, melhores até que as do Autódromo internacional José Carlos Pace em Interlagos. Boxes amplos, uma enorme área por trás dele, toda asfaltada, uma estrutura com garagens e toda a parte de apoio a um evento estava lá. Bem cuidada e limpa. A sala de imprensa, o centro médico, sala para briefing dos pilotos... prontos para receber – e bem – qualquer categoria nacional ou internacional de carros ou motos. Basta trazer o o mobiliário e os equipamentos necessários. Apenas a torre de cronometragem precisa de alguns reparos, mas nada de grande volume. 

Na parede do prédio das garagens, sala de imprensa, briefing e estruturas de apoio, a placa com o nome de quem nenhum apoio deu. 

 

Foi do alto da torre de cronometragem que pudemos ter uma visão geral do estrago provocado pelo tempo, pela inatividade e pelo afã sem sentido de usar o local com outros fins... O mato – alto – em frente as arquibancadas, as rachaduras no piso onde fica o heliponto e o mato crescendo nelas, as zebras quase cobertas... era preciso ver mais de perto. 

 

 

Na parte das instalações, a Torre de cronometragem foi quem mais mostrou os sinais do desgaste e do pouco uso. 

 

Para ter uma melhor noção, percorremos a pista a pé. 

 

 

O asfalto de Jacarepaguá é bastante abrasivo, com a brita bem evidente. Se considerarmos o tempo que faz desde o último recapeamento, a cobertura ainda está em condições bem aceitáveis. É claro que as rachaduras entre as partes com placas de concreto e o asfalto, nos pits, ocorreriam, mas naquele local não são um problema tão grande. Alguns pequenos “remendos” na pista puderam ser notados, mas nada comprometedor. 

 

 

O mato alto entre a tela e as arquibancadas na reta dos boxes passa dos 2 metros de altura em barios pontos... 

 

As zebras são muito baixas, sendo quase uma delimitação entre a pista e as áreas de escape, e por serem de cimento, apresentavam rachaduras onde – em alguns pontos – o mato estava crescendo. O mato alto que chamou nossa atenção quando estávamos no alto da torre de cronometragem era ainda mais alto do que pensávamos quando visto de perto. A tela de segurança, bastante carcomida pela ferrugem, separa a pista de uma faixa com vegetação entre esta e as arquibancadas. Em alguns pontos esta vegetação atingia mais de dois metros de altura em alguns pontos e se estende por toda a parte externa do circuito. 

 

O asfalto da pista de Jacarepaguá é abrasivo. Mesmo sem recapeações recentes ainda pode ser considerado bom.

 

Seguimos a reta que hoje não mais termina na difícil curva sul, onde tantas sisputas foram travadas e os pilotos deixavam para frear no último instante, muitas vezes além de onde seria prudente fazê-lo. Desde a mutilação dos traçados originais do misto e do oval, a reta do hoje improvisado traçado vai até a curva 1 do oval, onde uma barreira de pneus está disposta junto ao muro externo. No dia da nossa ida ao Autódromo, a barreira ainda possuia pontos que precisavam ser refeitos, bem como pudemos observar as presilhas das cintas de amarração dos pneus bem enferrujadas, denotando o tempo em que foram colocadas e sua exposição ao relento. 

 

Na curva que restou do oval, hoje parte do atual traçado, a barreira de pneus está há muito precisando ser refeita. 

 

Ao invés de percorrer a pista de carro, como fizemos nos outros Autódromos que visitamos, optamos por fazer o percurso a pé. Assim podemos ver com mais calma todos os pontos que foram observados. Devido ao seu pouco uso (eventualmente são feitos cursos de pilotagem usando algumas partes do circuito e ainda existem um conjunto de abnegados lutando para que as atividades não parem de vez em Jacarepaguá) a pista encontrava-se bastante suja. 

 

Ao contornar a Curva da Vitória e seguir em direção à linha de chegada, foi impossível não lembrar das emoções que já vivemos... o segundo lugar do Emerson Fittipaldi com o F5-A em 1978, as vitórias do Piquet com a Brabham e a primeira execução do “Tema da Vitória”, a dobradinha brasileira dele com o Senna em 1986, a vitória de André Ribeiro na primeira edição da Fórmula Indy no Brasil... com tudo isso passando diante dos olhos, como um filme, e ver o palco de toda esta história  naquele estado deu vontade de chorar! 

 

Tivemos a honra de sermos recebidos pelo Dr. Djalma Faria Neves, Presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ) e fizemos uma rápida entrevista sobre a situação do autódromo hoje e o futuro do automobilismo no estado. 

 

Entrevista com o Presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro, Sr. Djalma Faria Neves.

 

 

NdG: A administração do Autódromo de Jacarepaguá cabe a quem? 

 

 

Djalma F. Neves: A administração é da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e a Federação tem uma parceria para o gerenciamento já que na questão de conhecimento técnico eles sempre pedem que a gente analise os pedidos para eventos, as solicitações de serviços e todas as questões técnicas que uma opinião mais especializada seja necessária. 

 

NdG: Na sua visão e na do Secretário, qual o maior desafio no gerenciamento do Autódromo aqui do Rio? 

 

Djalma F. Neves: O caso do Autódromo do Rio é um pouco diferenciado dos demais... porque, durante algum tempo ele ficou abandonado, vamos dizer assim, por isso ele tem uma situação de manutenção muito precária. Então, o grande desafio hoje é mantê-lo em uso. 

 

NdG: Quando o senhor fala “manter o Autódromo em uso” isto significa que não existe hoje no Estado do Rio de Janeiro categorias capazes de movimentar o Autódromo, um campeonato local, para manter a atividade? 

 

Djalma F. Neves: Não, não é isso: Deixe-me eu consertar. Eu quis dizer “mantê-lo em condições de uso”. Bom, uso ele tem, mas quando você chegar lá amanhã vai encontrar a grama está enorme, nos não temos uma manutenção constante. Assim, a gente espera a situação estar completamente crítica, tipo: próximo a um compromisso de calendário, e aí fazemos a manutenção total por questão de não termos esta manutenção constante. 

 

NdG: E esta manutenção, mesmo em sendo realizada assim, sem uma periodicidade, apenas quando estritamente necessária, em quanto onera o Município e/ou a Federação? 

 

Djalma F. Neves: Os custos são do Município. Nesta parceria, a gente faz através da geração de recursos pelo próprio autódromo, revertendo estes recursos para a manutenção dele mesmo.  

 

NdG: E que recursos são estes que o Autódromo consegue gerar? 

 

Djalma F. Neves: São basicamente recursos que conseguimos com a locação do Autódromo para eventos que não precisam ser necessariamente de automobilismo de competição. Um exemplo é a locação para cenário em novelas. 

 

NdG: Para termos uma noção, vou tomar um intervalo de tempo: nos últimos 3 ou 4 anos o Autódromo foi superavitário ou deficitário? 

 

Djalma F. Neves: Eu vou ser bem sincero: há momentos em que ele “se paga” e há momentos que não. A gente administra com os recursos que se tem. Então é difícil dizer que ele é superavitário. Há meses em que temos uma receita boa, mas se nós fôssemos, por exemplo, manter a grama cortada o ano inteiro, ele seria deficitário. É a manutenção de uma área de 900 mil metros quadrados e isso é muita coisa.  

 

NdG: Bem, no calendário do ano existem grandes eventos como a Stock Cars, que talvez seja o maior evento do ano aqui no Rio, ou houve algum outro? 

 

 

"A política de esportes para o Rio de Janeiro ser resume a 'candidatura olímpica' e esta se resume a festas"!

 

Djalma F. Neves: No ano passado nós tivemos a “Corrida do Milhão” que foi, depois da Fórmula 1, o maior evento do ano passado em termos de automobilismo no Brasil. Como é que isso funciona: Estes eventos são feitos através de promotores, Eles fazem o contrato com a CBA e tem aí a parte comercial além da parte técnica. Então, isso não altera em muito a receita de um autódromo.  

 

NdG: Então eles alugam por um valor predeterminado e daí o lucro ou o prejuízo ficará para eles... 

 

Djalma F. Neves: Exatamente. O evento pode dar certo ou não. A “Corrida do Milhão” mesmo foi uma surpresa. No domingo da corrida, as 7 da manhã, caiu uma chuva muito forte.  

 

NdG: E a gente sabe que carioca não sai de casa quando chove... 

 

Djalma F. Neves: Exatamente. Caso aquela chuva tivesse continuado, fatalmente não teríamos tido o público que tivemos, mais de 35 mil pessoas, que foram assistir a prova. Este é também um risco que o organizador de um evento corre. 

 

NdG: O fato de que 35 mil pessoas compareceram ao autódromo, num domingo, para assistir a Stock deveria servir para desmistificar um, chamemos de boato ou de propaganda negativa, de que “carioca não gosta de corridas” por que; se chover ele não sai de casa, se fizer sol, ele vai pra praia... então isto não existe. Existe público... 

 

Djalma F. Neves: Eu posso afirmar a você que o maior público em evento automobilístico no Brasil foi aqui no Rio de Janeiro, em 1979, o “Festival do Álcool”, onde compareceram 54 mil pessoas. Então, este tipo de folclore é isso aí: folclore. 

 

NdG: Bem, uma parte é instigada pelas disputas, pelo regionalismo, mas parte deste “folclore” partiu daqui mesmo, no caso da administração municipal em gestões passadas... 

 

Djalma F. Neves: O que existe é que em algumas regiões, algumas atividades automobilísticas são mais proeminentes. Este final de semana passado eu estive em Erechim – RS, no Sulamericano de Rally. Posso dizer a você que foi algo espetacular. Onde é o forte de rally? Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Velocidade na terra: Santa Catarina é o pólo mais forte. No Rio de Janeiro a força maior está no kart e na velocidade no asfalto. 

 

NdG: Então fiquemos aqui com o Rio: Num evento como a Stock, eles trazem toda a estrutura da categoria com eles. No caso de uma etapa do Campeonato Carioca de Velocidade, quem e como é montada a estrutura do evento? Atendimento médico, helicóptero, ambulâncias, estrutura para a imprensa, banheiros, estrutura para o público como acesso, lanchonetes... como funciona tudo isso numa etapa local?  

 

Djalma F. Neves: Deixe-me fazer uma correção: Quando a Stock faz um evento, ela não leva toda a estrutura. Toda a estrutura é local. 

 

NdG: Desculpe então... é que o Administrador do Autódromo de Santa Cruz do Sul nos passou esta informação. Pode ser que lá, para eles, seja assim... 

 

Djalma F. Neves: Pode ser que lá eles precisem de algum apoio extra. Aqui no Rio, não. Aqui toda a estrutura é provida pela Federação. Médicos, segurança, bandeirinhas... o que muda é o tamanho da estrutura, que é colocada proporcional ao tamanho do evento. Na Stock, por exemplo, temos trabalhando de 600 a 800 pessoas. Não teria como se trazer todo este pessoal de fora. 

 

"A secretaria de esportes do Rio é hoje comandada pelo antigo administrador do autódromo. Temos como mudar a situação atual". 

 

NdG: Hoje o autódromo tem quantos funcionários trabalhando? 

 

Djalma F. Neves: Hoje temos 7 funcionários trabalhando no autódromo. 

 

NdG: Nos temos no Rio de Janeiro uma situação única no país, onde foram construídas, dentro da área do autódromo, outras praças de esportes, que destruiu parte do traçado misto e inviabilizou o uso do oval. Com relação ao futuro, quais são as perspectivas para o autódromo do Rio de Janeiro?  

 

Djalma F. Neves: Nada pode ser feito por enquanto. Temos que aguardar a definição da sede da olimpíada. 

 

NdG: O primeiro ponto é: temos que aguardar a decisão sobre onde serão os Jogos Olímpicos de 2016, ao qual o Rio é candidata a sede. Existe algo pensado, planejado para se recompor ou se mudar o autódromo de lugar? 

 

Djalma F. Neves: Nós temos o projeto pronto. O autódromo terá o misto recomposto, ficando a pista com 4.550 metros. 

 

NdG: Caso o Rio não seja escolhida como sede para 2016, não vamos ter, ao invés de uma definição, uma postergação do problema atual? Afinal, o Rio foi candidata a sede em 2012... não foi escolhida. Caso não seja a escolhida para 2016, quem nos garante que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) não vai lançar novamente a candidatura para 2020? Quem garante que, com isso, este projeto não ficaria emperrado? 

 

Djalma F. Neves: Isso ninguém pode garantir. O que se tem é esperança que estas candidaturas não vinguem... porque, até hoje, estas candidaturas só geraram festas! Todas as vezes que eles lançaram estas candidaturas eles só tiveram gastos... e gastos com festas. Como tudo na vida, as coisas envelhecem, nada é eterno e o que nós esperamos é que estas candidaturas envelheçam, que não se renovem para sempre, pois elas só causam dispêndio. Se alguém me disser que no Rio de Janeiro, em qualquer esfera de governo, existe uma política de esporte eu vou prá casa e fico em casa quietinho. Porque a única política de esportes que existe no Rio de Janeiro é “candidatura olímpica”. E isso é em todas as esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal.  

 

NdG: Criou-se uma imagem no passado recente do Rio de Janeiro, não vamos dizer se certa ou errada, se justa ou se injusta, de que: O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Sr. Cesar Maia, não gosta de automobilismo. O atual Prefeito, ele é mais acessível neste desejo da comunidade automobilística de resgatar o autódromo? 

 

Djalma F. Neves: Eu posso dizer apenas o seguinte: O atual Secretário de Esportes e braço direito do atual Prefeito é o antigo administrador do autódromo, o Pedro Paulo. 

 

NdG: E podemos considerar isto uma esperança? Uma garantia? 

 

Djalma F. Neves: A certeza é que: se o Prefeito atual gosta ou não de automobilismo não posso dizer. Mas posso dizer que a pessoa de sua confiança e que hoje é o responsável pela Secretaria de Esportes é uma pessoa que conhece e vivenciou o que é o Autódromo, pois foi o seu ultimo administrador. Uma coisa que tem que parar, que tem que acabar é esta coisa de quase obsessão que o COB tem pelo Autódromo do Rio. Há quatro anos atrás, o (Carlos Arthur) Nuzman declarou em entrevista que o Rio de Janeiro não precisava de autódromo e desde esta época que ele mostrou-se um obsessivo compulsivo pelo espaço onde é o autódromo. 

 

NdG: Não podemos negar que a área onde está o autódromo é hoje extremamente valorizada e cobiçada... 

 

Djalma F. Neves: Mas existe um projeto para a área do autódromo e o COB não esconde isso de ninguém! Ali, onde estão as arquibancadas, serão prédios comerciais e o entorno será de condomínios. O problema é que, enquanto houver atividade no autódromo os “parceiros” não podem construir. Isto é o “pano de fundo” do tal “projeto olímpico” é isso. E é importante que se diga que: o autódromo não faz parte do projeto olímpico. Não existe nenhuma atividade esportiva do projeto olímpico brasileiro que vá ser desenvolvida no espaço onde é hoje o Autódromo do Rio. É importante que todos saibam disso, de que é tudo “estorinha”. De que nada de esportes vai acontecer ali. 

 

NdG: Então quer dizer que a “arena multiuso”, o parque aquático, o velódromo... nada vai ser utilizado? Mesmo depois dos milhões de reais gastos para construí-los? 

 

Djalma F. Neves: O velódromo não serve prá nada, a tal arena hoje é um espaço pra shows e o parque aquático para a olimpíada é inviável. Eles já tem um projeto para construir outro. A questão é que o dinheiro é fácil. O COB é uma entidade que não sofre uma fiscalização de governo e que recebe verbas polpudas do governo. Ou seja, é fácil. 

 

NdG: Uma parte da mídia esportiva pensa a mesma coisa... 

 

Djalma F. Neves: É importante que haja pessoas que olhem, comentem, critiquem... a população precisa saber das coisas de forma clara, correta e verdadeira. 

 

Acima, a curva da vitória, a reta dos boxes e a "curva da derrota". Que possamos ver Jacarepaguá mudar de direção em breve. 

 

Ao longo do nosso encontro com o Presidente da FAERJ, foi possível perceber que estávamos diante de uma pessoa que dedicada e comprometida em fazer do Rio de Janeiro e de seu autódromo um espaço digno daqueles que praticam este esporte, que pretendem desenvolvê-lo e que merecem o respeito da sociedade como um todo. Não será uma tarefa fácil, mas só boa vontade não será suficiente para que os carros não contornem mais aquele maldito "harpin" e o autódromo do Rio de Janeiro volte a ser um autódromo de verdade e não um arremedo de asfalto.

 

No domingo em que esta matéria estiver entrando na página, estará sendo realizada a etapa do Rio de Janeiro da Stock Cars e o autódromo deverá estar mais apresentável do que o que mostramos nas fotos acima... e é assim, com arquibancadas lotadas e com carros na pista, que queremos vê-lo sempre... e não apenas nos dias de festa.

       

 

 

Last Updated ( Sunday, 20 September 2009 15:04 )