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Written by Administrator   
Friday, 20 November 2009 01:02

 

 

 

Quinta-feira, 22 de outubro de 2009. 

 

O sol sequer havia nascido naquela quinta-feira, mas o movimento já era intenso no AIC quando chegamos. O Caminhão da JF Racing chegara no final da tarde da quarta-feira, após a longa viagem entre a sede em Itaipava, próximo a Petrópolis, no estado do Rio, e a cidade de Pinhais, na grande Curitiba. No caminho, uma escala em Cotia-SP, na sede da JL, empresa da família Giaffone para uma revisão nos carros antes do início dos playoffs. O título não estava mais em jogo... a permanência na categoria principal, sim! 

 

Depois de uma noite de merecido descanso em um hotel da capital paranaense, Jorge Freitas e sua equipe iniciavam aquela que é a rotina de uma equipe num final de semana da Stock Car... e os amigos e amantes da velocidade poderão acompanhar tudo, em detalhes aqui, com os Nobres do Grid. 

 

A noite de quarta para quinta foi a última em que os mecânicos da JF Racing tiveram alguma paz... a 9ª etapa da Stock está começando.

 

Os carros foram retirados do caminhão e deslocados para próximo dos boxes designados para a equipe (o posicionamento das é equipes nos boxes é decidido pela posição no campeonato de construtores do ano anterior e a JF estava entre os boxes da Eurofarma RC, de Rosinei Campos e a Boettger, de Ereneu Boettger). O 5º na sequência desde a saída dos pits. 

 

Na JF Racing a corrida terá um “plus”: O carro do Thiago Marques, que correrá ao lado do bicampeão da categoria, Giuliano Losacco, receberá uma adesivagem especial, referente à corrida verde. Thiago será o “âncora” da promoção da corrida verde, campanha lançada pela VICAR com base no projeto de compensar os impactos ambientais causados pelas etapas da categoria.  

 

O pit lane ainda é um espaço reservado aos caminhões e as toneladas de equipamentos transportados pelo Brasil.

 

O equilibrado campeonato deste ano trás, como já citamos, uma preocupação a mai para a equipe: Pelo regulamento, a nona etapa (Curitiba-2) é a última para a definição de quem permanece e quem “desce” para a disputa da Copa VICAR, a categoria de acesso, que está sob risco, inclusive de ser “fundida” com a Pickup Racing, tornando-se uma só (Nota dos NdG: Até a data da corrida em Curitiba ainda não havia sido decidido se esta fusão ocorreria. Entretanto, tivemos na semana passada a confirmação de que a Stock Light deixará de existir em 2010) e a JF Racing não se encontra em uma posição muito confortável na tabela de pontuação. Como a categoria principal tem visibilidade na TV aberta e transmissões ao vivo, é “menos complicado” buscar patrocínio do que para as categorias que não são tão expostas. 

 

Foi apenas na manhã da quinta-feira que acertamos com Jorge Freitas a nossa permanência nos boxes da equipe durante o final de semana. Procuramos uma equipe que não tivesse pilotos envolvidos nos playoffs para não corrermos o risco de atrapalhar em alguma coisa. Afinal, temos consciência de que nosso trabalho é voluntário e, exceto pela figura de Toni Vasconcelos, jornalista reconhecidamente competente e um dos melhores do país no campo automobilístico, todos os demais colaboradores e colunistas do site são amadores. 

 

A muntagem dos boxes parece um "lego" gigante... onde todas as peças se encaixam. rapidez e coordenação são vitais.

 

O trabalho de montagem dos boxes na quinta-feira é frenético. Tudo aquilo que se vê pela televisão é montado e desmontado, etapa por etapa, num imenso jogo de encaixe com peças premoldadas. Tubos, placas, suportes, luminárias... todas as peças vem identificadas e separadas em caixas e compartimentos. Como o tamanho dos boxes varia de um autódromo para outro, adaptações precisam ser feitas em cada lugar que se chega. No piso de cimento, é colocado um encerado emborrachado, uma manta de borracha, para evitar o contato de qualquer fluido que por ventura vaze de um dos carros com o piso dos boxes. Sobre eles, são montadas plataformas, com balanças nas posições dos pneus. Estas balanças proporcionam que se possa nivelar o carro, corrigindo qualquer imperfeição do piso e proporcionar o perfeito alinhamento de rodas e regular a altura do carro. Algumas equipes preferem usar apenas as balanças. 

 

Na quinta-feira o clima ainda é mais relaxado. Os chefes de equipe batem papo em rodas de box. Acima, Amadeu Girão.

 

Enquanto parte da equipe trabalha na montagem dos boxes, outra parte leva os pneus para a “lacração”. Este é o processo em que os pneus de cada um dos pilotos são identificados para aquele final de semana. Cada piloto tem direito a 2 jogos novos e 3 usados de pneus slick. Existe um código com barras dentro e fora do pneu, além de um pequeno chip identificador. Cada piloto usará apenas os seus pneus durante o final de semana (os pneus de chuva são livres de lacre e exclusividade do piloto). Após a identificação, os pneus são levados para a tenda da Goodyear, fornecedora exclusiva da Stock Car, para a montagem. Todo este processo é acompanhado por comissários da CBA e foi lá que encontramos o nosso amigo Miguel, que nos ciceroneou durante a elaboração da matéria “Raio X” no autódromo de Curitiba e que será publicada em Dezembro. 

 

A lacração de pneu é importantíssima para permitir igualdade de condições. Nosso amigo Miguel estava por lá.

 

A equipe JF Racing conta, além dos pilotos Giuliano Losacco e Thiago Marques com o Diretor Técnico, Ariel Barranco, Paranaense que foi campeão brasileiro em 1985 e é filho do piloto de carreteras Altair Barranco, com Rodrigo Andrade, responsável pela eletrônica dos carros da equipe e que tem uma participação fundamental no sucesso da categoria (ver no “Universo Stock”) além de 8 mecânicos, 4 para cada carro – em teoria – mas são todos “polivalentes”. No carro do Giuliano trabalham Anderson (chefe), Felipe, Clauber e Plasley. No do Thiago ficam Ronnie (chefe), Marlon, Genivaldo e Marcão. 

 

Aproveitamos o fato de não ter atividades de pista naquele dia e o trabalho no momento está sendo apenas de montagem de estrutura e conversamos longamente com o chefe da equipe, Jorge Freitas sobre sua vida, a Stock Car, o automobilismo brasileiro e um pouco mais enquanto observávamos os trabalhos nos boxes e, posteriormente dávamos uma volta a pé pelo traçado (anel externo) que seria usado nesta etapa. 

 

LEIA A ENTREVISTA EXCLUSIVA DE JORGE FREITAS AOS NOBRES DO GRID.

 

Quando concluímos a volta no circuito já eram quase 11 horas da manhã: Era hora de irmos até a sala de imprensa para o credenciamento. Na quinta-feira não é preciso credencial para trabalho, mas a partir da sexta-feira, sem ela não se entra em lugar algum!  

 

Na semana anterior, solicitamos o credenciamento a VICAR, que é feito através da MBraga Comunicação, do jornalista Marcelo Eduardo Braga. Por sermos amadores, enviamos um memorando explicando a finalidade da solicitação do credenciamento para que pudéssemos fazer esta matéria e o convidamos a navegar no site dos Nobres do Grid para conhecer o nosso trabalho. Na semana do evento, ligamos e falamos diretamente com Marcelo Eduardo Braga que nos acenou com uma credencial de boxes, uma vez que não somos da imprensa. Na quarta-feira, 21, nos enviou o email, concedendo o credenciamento de forma oficial.  

 

Marcelo Eduardo Braga estava lá, pontualmente, às 11 da manhã para o credenciamento. A pontualidade dos eventos impressionou.

 

Não conhecíamos o Sr. Braga pessoalmente e encontramos com ele por volta das 8 horas da manhã (“Chegou cedo, heim, professor...” ele falou. “O credenciamento só começa as 11.”) Informamos que estávamos lá desde às 6 da manhã, que estaríamos fazendo a matéria dentro da JF Racing e que estaríamos às 11 para o credenciamento. Mais uma vez, agradecemos pela atenção em nos conceder uma credencial. 

 

Para nossa felicidade e surpresa, nossa credencial não era de Box... mas sim de Imprensa! Consideramos aquele pequeno pedaço de acetato (além do passe de estacionamento) como um prêmio à seriedade com que estamos tratando a proposta dos Nobres do Grid, desde o mal assado churrasco (pelo Capt.) no quintal da casa do Ciro em fevereiro de 2007. Conheça um pouco sobre quem é Marcelo Eduardo Braga e como funciona a Sala de Imprensa visitandoO Universo Stock”. 

 

Retornamos aos boxes, de credencial no peito, a tempo de presenciarmos uma cena que provavelmente nunca foi mostrada na TV em categoria alguma: Os boxes estavam quase prontos e um dos Mecânicos, o Genivaldo, trabalhava na placa onde fica o disco de embreagem do carro do Thiago Marques quando o Jorge Freitas foi conversar com o Rosinei Campos, o Meinha, com um rolamento na mão, mostrando a cobertura protetora das esferas feita de policarbonato e perguntando de o Meinha teria duas que pudesse emprestar, mas com protetor de aço... porque ele não estava confiando naquele plástico. Meinha chamou um dos assistentes e explicou, pedindo para verem se havia material para isso. Havia! Prontamente ele emprestou ao “concorrente”. Não acreditamos no que vimos... tivemos que perguntar se isso acontecia e porque acontecia. Eles disseram que as equipes se ajudam, mas que a ajuda é de duas mãos. Aproveitador não tem vez. Independente disso, algum dos amigos leitores consegue imaginar o Patrick Head, o Aldo Costa ou o Martin Whitmarsh emprestando uma arruela que seja para a equipe concorrente? 

 

Duvido que um dia vejamos esta cena na F1. Um chefe de equipe emprestando sobressalentes para o "concorrente".

 

Com quase tudo pronto, começava o rodízio para o almoço. Os boxes nunca ficam sozinhos em momento algum. Aproveitamos e fomos almoçar também, no restaurante que fica no piso acima dos boxes, nos camarotes. Algumas equipes vem com “motorhomes” e cuidam de seus funcionários, mas a maioria vai mesmo para o restaurante que funciona em regime de arrendamento e só abre para eventos. 

 

De volta aos boxes, e já encontrando alguns pilotos circulando entre os mecânicos, ouvimos os primeiros motores sendo acionados. Eram os dos carros promocionais com a pintura das equipes de Daniel e Cacá e de Duda e Nonô.  

 

 

Os carros de demonstração foram os primeiros a virar os motores. Vejam os detalhes do Cockpit, do V8 e do amortecedor.

 

A barraca de montagem de pneus fervia, com um enorme engarrafamento de mecânicos na fila para montar os pneus dos carros. 

 

Além do rolamento que conseguira emprestado, Jorge Freitas estava com outra preocupação: onde comprar uma mangueira nova para o suspiro do tanque de combustível dentro do regulamento para substituir a dos carros que ele achou estarem muito desgastadas. Os carros saem da sede praticamente montados. Apenas é feita uma checagem geral quando se chega ao autódromo, devido a viagem. A troca das mangueiras seria apenas uma precaução. Enquanto cada equipe fazia o seu trabalho, o pessoal de instalação e manutenção da organização ia passando o cabeamento para o circuito interno de TV onde passam as imagens geradas pela VICAR e a cronometragem oficial da CRONOMAP para cada um dos boxes.  

 

Fomos até a torre de controle onde encontramos o Presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, Rubens Gatti e a sua secretária, Salete a quem cumprimentamos e pedimos autorização para ir até a sala de cronometragem, onde encontramos o Sr. Aldo Pamplona. Rapidamente conversamos, fizemos uma foto e combinamos de voltar lá após os treinos de sábado para conhecer um pouco mais sobre o trabalho da CRONOMAP. 

 

 

No caminhão da JL, tudo o que todas as equipes precisam e toda a bagagem dos Giaffone à disposição das 4 categorias.

 

Na descida e saída da torre, à nossa esquerda, vimos o caminhão da JL, a empresa dos Giaffone e aproveitamos a presença do Zeca e do Zequinha Giaffone para tentar conhecer um pouco mais sobre como funciona a estrutura que é trazida para os autódromos nos eventos da Stock Car. 

 

NdG: Boa tarde Zeca, Boa tarde Zequinha. Estamos vendo aqui o caminhão da JL, instalado próximo ao parque fechado. Vocês se importam de falar um pouco sobre como funciona a logística durante as etapas? 

 

Zequinha: Boa tarde... Nobres do Grid... Já visitei o site de vocês... parabéns, está muito bom. Bem, como se pode ver, trazemos para o autódromo um caminhão com todos os sobressalentes que uma equipe possa precisar. Como somos nós que construímos os carros, preparamos os motores, revisamos os motores... precisamos trazer uma quantidade tal de peças de reposição que atenda a todos e que ninguém fique na mão. 

 

NdG: Seria como um almoxarifado? 

 

Zequinha: Na verdade é uma loja. As equipes vem aqui e compram o que precisam. Chegamos antes de todos eles no autódromo. Aqui, além da loja, fazemos a lacração dos motores e damos assistência as equipes que por ventura identificarem algum problema. Temos mais de 30 pessoas em cada etapa. 

 

NdG: Lacração do motor? 

 

Zeca: Os motores são sorteados no início da temporada e distribuídos as equipes. Após cada etapa eles são enviados para a JL, revisados e devolvidos... lacrados. Sempre que, durante as etapas, alguma equipe achar que está com algum problema de motor, a equipe da JL vai até lá, retira o lacre, examina, vê se há algo para ser feito, faz-se se for o caso e é colocado um novo lacre. O pessoal da equipe não mexe no motor. 

 

NdG: No próximo ano teremos um novo motor, um novo combustível... o que mais vai mudar? 

 

Zeca e Zequinha: O Clâ Giaffone é uma das famílias mais tradicionais do automobilismo brasileiro e até mundial!

Zequinha: A categoria principal receberá novos motores, com bloco de alumínio, injeção eletrônica e movido a Etanol. Serão motores com mais potência, indo a 520 CV contra os 480 atuais. Os motores atuais irão para a categoria ou categorias de acesso com limitação na admissão de ar, trabalhando na casa dos 345 CV. 

 

NdG: Você falou em categoria de acesso ou categorias... até onde é real a possibilidade de não haver a categoria Stock Light no ano que vem e se há alguma razão para isso? 

 

Zeca: A possibilidade existe, mas nada está definido ainda. A VICAR está negociando a entrada de uma nova “bolha” na Pickup e quer fortalecer a categoria. Por outro lado, há uma grande preocupação com relação ao número de equipes e carros para o próximo ano devido aperto financeiro que todos tiveram este ano. Hoje, se somarmos as duas categorias, temos 51 carros. Não sei se teremos tudo isso no ano que vem.  

(Nota dos NdG: Até a data da corrida em Curitiba ainda não havia sido decidido se esta fusão ocorreria. Entretanto, tivemos na semana passada a confirmação de que a Stock Light deixará de existir em 2010) 

 

NdG: Estes motores vem dos EUA... não seria mais prático, até mais barato, uma associação com o Oreste Berta aqui na Argentina? 

 

Zequinha: O Berta não tinha um V8 pronto e o V8 era o tipo de motor que estávamos buscando. Conhecemos e respeitamos muito o trabalho dele, que é fantástico, mas a “cultura do V8” é uma coisa americana e sendo assim, era lá que teríamos que buscar o motor. Estamos com um bom relacionamento com eles e bem satisfeitos. 

 

Retornamos aos boxes da JF a tempo de ver a partida dos motores. Antes disso, todo o combustível foi retirado, um procedimento padrão para checar a quantidade, e recolocado no tanque. Também é feita a checagem do alinhamento das rodas, cambagem, amortecedores, mangueiras, molas de suspensão... um verdadeiro pente fino! 

 

O Carro do Thiago recebeu a nova adesivagem para o evento da corrida verde e já era possível ver praticamente todos os pilotos circulando dentro dos boxes de suas equipes e indo para pista com as “scooters” para fazer cada um a sua avaliação do que irão encontrar amanhã. 

 

Retornamos à sala de imprensa que fica do lado oposto ao que está a JF Racing (Box 5), no camarote Nº 1, sobre o Box 30, trocar umas idéias com os assessores das equipes, divulgar o nosso trabalho e – claro – tentar “pescar” alguma informação quente. Foi de lá que vimos uma cena muito interessante: Ricardo Mauricio passou algumas vezes com sua “scooter” por sobre a zebra da entrada dos boxes. Tentamos fotografar, mas a posição do sol não permitiu uma boa imagem. Fomos até os boxes da Eurofarma RC e perguntamos a ele o porque daquelas passagens. Ele respondeu que a zebra estava diferente da etapa anterior e que haviam retirado o “concreto-grama” que havia lá... achamos interessante a perspicácia do atual campeão da categoria e agendamos com ele uma entrevista para o site ainda naquele final de semana. 

 

Já nos boxes, os carros são preparados para os treinos que começam na sexta-feira. O trabalho invade noite a dentro.

 

A noite chegou rápido e os mecânicos terminaram de aprontar os carros para os treinos livres de sexta-feira. Alguns mecânicos dormem nos boxes, uma vez que as estruturas montadas não permitem o arriamento das portas. Outros vão para os hotéis e motohomes para retornar cedo no dia seguinte. Perguntei ao pessoal na equipe como era decidido isso e o Ronnie falou: “Eu gosto de dormir aqui... até prefiro”.  

 

Amanhã o dia será cheio... 

 

Sexta-feira, 22 de outubro de 2009. 

 

Antes das 7 horas da manhã já estávamos de volta ao AIC. Os treinos começariam às 12:30 para o primeiro grupo e as 13:05 para o segundo. Eram apenas 30 minutos para cada um dos carros de cada equipe numa agenda apertada por quatro categorias correndo juntas naquele final de semana. Antes do início dos trabalhos na pista, que seriam abertos pela Stock Jr. Dr. Dino Altimann passa pela frente dos boxes de todas as equipes, cumprimentando os participantes, antes de seguir para o carro médico. 

 

Detalhes: As opções de ajustes da asa traseira e como a Stock solucionou o problema dos capôs voadores da 1ª etapa.

 

Aproveitamos para dar uma passada pela sala de imprensa, distribuir o bom dia, saber se algo havia acontecido e voltamos para os boxes. Na frente dos boxes da JF Racing já estava sendo montado o aparato da equipe W2, de Paulo Figueiredo e do Piloto Serafin Jr.  

 

A expressão no rosto de Jorge Freitas já não era a mesma de ontem, o que nos levou a pensar que a entrevista fora feita na hora certa. Com toda equipe uniformizada, Jorge checava cada mínimo detalhe antes dos carros irem para a pista.  

 

Correndo em casa, Thiago foi visitado por diversas pessoas, inclusive pelo Ney Franco, técnico de seu time de coração e por um grupo de torcedores do Coritiba. Também estiveram presentes nos boxes da JF Racing o Reginaldo Leme, os irmãos do Thiago, Tarso e Garcez, que não corre, além da D. Célia, mãe do piloto. Perguntei para ela como era ver dois de seus filhos ali, na pista, dividindo curvas... ela respondeu com aquele olhar de mãe aflita que era uma coisa de família, mas que o aperto no coração era enorme. Durante todo o final de semana, ela fez-se mais presente nos boxes do Thiago... privilégios de filho caçula. Não pudemos nos eximir de perguntar pelo pai, Paulo de Tarso, mas o experiente chefe de equipe não quis saber de vir ao autódromo

 

Se Thiago estava em tão boa companhia, Giuliano também não ficava atrás. Com ele estava seu manager e amigo da família, grande piloto dos anos 70/80, Luiz Otávio Paternostro, que acompanha a carreira de Giuliano desde seu retorno para o Brasil em 2001. A Família Losacco tem uma larga tradição no meio automobilístico. São 3 gerações e 85 anos de mecânica e dedicação. Ali perto estava a equipe São Luiz Hot Car, chefiada pelo simpaticíssimo Vinícius Losacco. 

 

Ploto da casa, Thiago recebeu diversas visitas nos boxes. Desde a mãe, D. Celia, até o técnico de futebol Ney Franco.

 

Aproveitamos para almoçar entre o treino da Stock Light e o da categoria principal. O cronograma apertado como um cockpit era seguido com precisão cirúrgica e os carros iriam para a pista mesmo ao meio dia e meia. Antes, tiramos algumas fotos interessantes, como a grade de ajuste de inclinação do aerofólio traseiro, ajustado por um meio que parece os joguinhos antigos da batalha naval... b4, c3, d2, etc. outro é o motivo que fez, na primeira etapa, os capôs voarem em Interlagos. No projeto original o capô era apenas encaixado na bainha de alumínio. Daí bastava um ou outro toque para desencaixá-lo e permitir que o capô saísse voando. A solução foi a introdução de um pino com trava de segurança para impedir, mesmo que o capô desencaixe da bainha, que o mesmo saia voando. 

 

A manhã passou voando: é chegada a hora de por os carros na pista. Giuliano está no primeiro grupo, Thiago no segundo. Perguntamos a ambos se faz alguma diferença, por temperatura de pista, nível de emborrachamento ou algum outro fator, mas ambos respondem que não. Em teoria, o segundo grupo deveria levar uma pequena vantagem... Todos informados, os carros começam a deixar os boxes... pit lane aberto. Todos os carros do 1º grupo vão para a pista. Giuliano sai com uma programação de fazer 5 voltas e retornar para os boxes (Nota dos NdG: Um dos compromissos assumidos com Jorge Freitas foi o de não mencionar nenhum detalhe técnico de acerto, apenas mencionar de forma superficial a fim de não trazer nenhum prejuízo para a equipe. Bem como não publicar ou fotografar algo, caso isto seja pedido). Losacco retorna aos boxes. O carro é cercado e são tiradas temperatura e pressão dos pneus enquanto o eletrônico conecta o laptop no gerenciador de dados de bordo (Veja mais sobre o Trabalho de Rodrigo Andrade no "Universo Stock"). Jorge e Anderson conversam com Giuliano. O carro é reabastecido e volta a pista. 

 

O Cockpit é apertado... o piloto precisa de ajuda para ser fixado no carro. Antes de sair, Radio Check! Tudo tem que funcionar.

 

Enquanto o ruído é alto na reta dos boxes, no interior destes reina o silêncio. Giuliano baixa seu tempo... mas os concorrentes evoluem mais rápido e ele despenca na tábua de tempos. Jorge o chama para os boxes. O carro é novamente cercado, medido, plugado... removem a carenagem traseira e mexem na clicagem dos amortecedores. O carro é abastecido e Giuliano volta para a pista. Jorge é exigente, cobra ação do piloto, suas feições não lembram, nem de longe o ar quase relaxado de ontem. 

 

 

Durante as paradas nos treinos, o carro é todo checado e os dados da telemetria coletados pelo Eletrônico da equipe.

 

As alterações surtem efeito e Giuliano termina a sessão com o 5º tempo do grupo. 5 minutos para o Thiago ir para a pista. Antes disso, forma-se uma pequena roda com Jorge, Anderson e Paternostro. Giuliano chega, sai do carro e junta-se a eles e faz suas colocações de como sentiu o comportamento do carro. Perguntamos como estava a pista em relação aos bumps e a aderência. Giuliano disse que estava tudo bem. 

 

 

Em "pilotês", Giuliano passa para Jorge Freitas e seu manager, Luiz Otávio Paternostro, suas impressões.

Neste ínterim, Thiago se prepara. Pit aberto, o carro verde arranca para pista. Thiago faz também uma série de 5 voltas e retorna aos boxes. O mesmo procedimento é feito. Medição de temperatura e pressão dos pneus, coleta de dados para o laptop e o piloto passa suas impressões. Depois de algum tempo, Thiago volta para a pista... ele é o penúltimo no geral. 

 

Thiago segue a mesma sequência de entradas e saídas de Giuliano... mas os resultados não são os mesmos.

 

Falta constância nas voltas de Thiago. Ele faz setores bons e setores ruins, se conseguir fazer todos os setores na volta com um tempo competitivo. Após 7 voltas Thiago volta aos boxes e troca os pneus por outros menos usados, reabastece e volta para a pista. Apesar da inconstância que permanecia, ele melhora e vai para o 18º lugar. Os pilotos do 1º grupo tem, até agora, possuem tempos melhores que os do 2º grupo, jogando a nossa teoria por terra.. Final do 1º treino livre e muito trabalho para fazer até as 16:20, início do segundo treino livre. 

 

Thiago volta para os boxes e as maiores atenções recaem sobre o carro número 7. Giuliano, que terminou a 1º sessão com o 5º tempo – somando os dois grupos – e está satisfeito com o carro. Durante a tarde, Jorge busca com seus pilotos o melhor caminho para acertar o caminho para manter Giuliano no top 6 e melhorar o desempenho do carro do Thiago. 

 

Os carros do primeiro grupo superaram os do segundo. De acordo com os pilotos, 1º ou 2º grupo não faz diferença.

 

Aproveitamos o segundo treino livre das Pickups para conversar um pouco com Paulo Figueiredo, chefe da equipe W2 e com o piloto Serafin Jr. que nos mostrou alguns detalhes dos bólidos da equipe e da categoria. Leia tudo no “Universo Stock”. 

 

Com os carros praticamente prontos para o 2º treino livre, fomos conhecer um pouco mais do “universo da Stock Car” e circulamos entre as equipes da categoria de acesso, a Copa VICAR. Foi ali que encontramos um velho amigo, José Zuffo, dono da RS Motorsport e uma pessoas que faz da sua paixão – o automobilismo – uma coisa tão importante quanto o seu ganha pão. Falamos sobre os planos de sua equipe para outros projetos e teremos novidades em breve. Conversamos muito sobre a possibilidade da fusão das categorias de acesso e Zuffo lamentava a possibilidade, defendendo as vantagens do carro da categoria que, para ele, é melhor do que o da categoria principal. “A perda de um para o outro está só na restrição do motor. Carro por carro, este aqui é melhor construído”. Zuffo fe questão de apresentar seus pilotos e a equipe de mecânicos, alguns dos quais encontramos nos 500 Km de Interlagos. Adoraríamos poder ficar a tarde inteira com eles, mas o trabalho nos chamava e precisávamos voltar aos boxes da JF Racing. 

 

Ao lado dos boxes da RS Motorsport estava uma equipe muito especial. Um exemplo do que é capaz o apaixonado por automobilismo, o que é capaz o poder se superação do ser humano. Falo de Sergio Vida e Afonso Rangel, da equipe “Rangel Action”. Dois valentes que militam no esporte. Leiam sobre eles no “Universo Stock”. 

 

O sol abriu e fez calor na tarde Curitibana. Antes do 2º treino livre conversamos com Losacco e Paternostro sobre os efeitos do aumento da temperatura da pista em relação aos pneus. Segundo ambos, os pneus da Stock não são tão sensíveis quanto os da fórmula 1 e que, a menos que a variação de temperatura fosse muito grande, não haveria uma grande variação de performance. 

 

Entre os dois treinos, Jorge conversa com Giuliano. Pelo menos ele parece já ter "encontrado o caminho" no anel externo.

 

Vai começar o 2º treino livre e os carros do primeiro grupo estão prontos para ir para a pista. Pits abertos e lá vão eles... Assim como no 1º treino, Losacco segue a mesma sequência do primeiro treino. 5 voltas e retorna para os boxes, passa as impressões enquanto são feitas as medições no carro. Na volta a pista, uma evolução constante vai marcando os tempos de Losacco. Mais uma parada, medições e abastecimento. Trocaram os pneus do lado esquerdo, o apoio nas curvas do anel. O resultado vem e Giuliano consegue o 4º tempo do grupo, apenas 2 décimos o separam de Valdeno Brito, o mais rápido até então. 

 

O carro Nº 9 não está suficientemente veloz de reta e com duas retas longas, isso é dundamental.

 

Giuliano parece ainda estar tentando encontrar os dois décimos perdidos e explica o comportamento do carro entre os trechos em reta e os que tem as curvas. A velocidade em reta está menor do que ele deseja, mas também é preciso garantir um certo downforce para não desgarrar, principalmente na curva de acesso a reta. 

 

Thiago continua inconstante. O piloto informa que está sentindo o carro um tanto instável nas curvas.

 

Thiago vai para a pista com o 2º grupo. D. Célia Marques está nos boxes novamente e não esconde a apreensão. Thiago retorna logo e diz que o carro está muito “instável”. A equipe remove a carenagem traseira e faz ajustes nos amortecedores. O carro continua entre os 20, mas longe dos tempos de Losacco e isso não deixa Jorge Freitas satisfeito.

 

Assim como no primeiro treino, os carros do primeiro grupo foram mais rápidos que os do segundo...

 

Thiago retorna aos boxes, reabastece e troca impressões com Jorge antes de voltar para a pista. Thiago melhora seus tempos de volta, mas os outros também evoluem e no final do treino livre da tarde, termina em 20º lugar, com Losacco em 5º no geral. Alan Kodair foi o mais rápido do dia. 

 

No final do dia, Jorge se reune com os pilotos e os mecânicos trabalham nos carros até tarde. Amanhã tem classificação!

 

Os pilotos, Jorge Freitas e os mecânicos chefes se reúnem no escritório para avaliar o dia. Rodrigo leva os gráficos para comparar com as impressões dos pilotos. Giuliano passa suas impressões, buscando auxiliar no acerto do carro do Thiago. A reunião demorou um pouco e só pudemos registrar o momento, deixando os integrantes da equipe à vontade. 

 

Após os treinos, Jorge solicitou a abertura dos motores à JL e os carros foram totalmente revisados, entrando noite a dentro para o dia seguinte.  

 

Cada parte é revista, todos os dados da coletados no laptop e as informações dos pilotos são usadas.

 

Os motores não eram a única preocupação de Jorge Freiras: a avaliação de Thiago Marques sobre o carro estar um tanto “instável” seria motivo suficiente para uma revisão mais acurada da suspensão traseira do carro número 7. Os trabalhos foram até as 11 da noite naquele dia, afinal, o treino livre do sábado seria logo cedo pela manhã. 

 

Sábado, 23 de outubro de 2009. 

 

Com o treino livre da manhã de sábado marcado para iniciar às 08:15 da manhã, madrugamos novamente no autódromo, mesmo tendo saído tarde, descarregado as fotos, transferido os arquivos de voz e organizado as coisas para o dia de hoje.  

 

Mais uma vez chegamos antes do sol e o ar abafado anunciava mais um dia de calor para todos. 

 

 

Os pilotos chegam cedo ao autódromo. Dino Altimann cumprimenta a todos antes de mais uma jornada de velocidade.

 

Os pilotos chegaram antes das 7 e meia da manhã. Como no dia anterior, Dr. Dino passou pelo pit lane, cumprimentando a todos. Aproveitamos para segui-lo e conhecer por dentro o Medical Car. Extremamente receptivo, agendamos com ele uma entrevista para o final do dia e que os amigos que acompanham nosso trabalho poderão ler em breve. Conheça mais sobre o trabalho da equipe do Dr. Dino Altimann indo até o “Universo Stock”. 

 

Voltamos aos boxes onde fomos examinar o que os mecânicos prepararam para esta manhã e vimos que nos carros de Losacco, montaram pneus mais novos entre os usados e no carro do Thiago, os pneus do lado esquerdo eram novos. 

 

Thiago estava sério, mas estava esperançoso em fazer um bom treino. Ele via que o caminho estava correto. Giuliano é o tipo do piloto que transparece confiança. Ele sabe que é um dos melhores da categoria e sabe que pode vencer uma corrida ainda nessa temporada, tamanho o equilíbrio. 

 

O terceiro treino livre tem resultados bem distintos em relação ao dia anterior...

 

Eram exatamente 08:15 da manhã quando o pit alane foi aberto. Lá foram os pilotos do primeiro grupo para a pista e Losacco mantinha-se entre os 5 primeiros, embora os tempos tivessem subido. Depois de uma noite inteira, claro que a temperatura do asfalto estava bem mais baixa e aquele efeito sobre o qual falamos com Losacco e Paternostro ontem. 

 

As condiçoes de pista mudaram e todos viram mais lentos, mesmo usando pneus menos usados.

 

Mas o piloto sente quando está mais lento especialmente, se está mais lento do que devia! Giuliano volta para os boxes e pede alterações no carro. Os mecânicos retiram a carenagem e vão mexer no ajuste dos amortecedores. Giuliano volta para pista e melhora seu tempo, mas não está satisfeito e a equipe decide trocar as molas dos amortecedores traseiros.

 

 

A bandeira vermelha ajuda a todos. Mais tempo para corrigir os problemas.

 

Neste ínterim, acontece uma bandeira vermelha. Felipe Maluhy teve problemas e foi necessária a entrada do carro de resgate com a equipe tendo que ir com uma roda e equipamentos para atender o piloto na pista. Todos ganham tempo com isso e na volta à pista, mas os resultados ficam aquém do esperado.

 

Jorge busca o pessoal da JL. O carro não está rendendo o que deveria.

 

Giuliano fala que está há algo com o motor e Jorge chama a JL para tratar do problema. Enquanto Thiago vai para a pista, Jorge Freitas continua a explanar para o funcionário da JL as impressões do seu piloto e também apresenta a leitura da telemetria. 

 

A telemetria não mente. Matemática é ciência exata e contra os números não se pode discutir.

 

Thiago passa por problemas. O carro continua sem a estabilidade desejada e ele acaba indo para fora da pista. Ao mesmo tempo, os funcionários da JL trabalham no carro de Losacco, os mecânicos da equipe tentam identificar os problemas no carro de Thiago. A suspeita recai sobre os freios e o treino livre da manhã de sábado não poderia ter sido pior. 

 

O carro de Thiago continua instável. Ele avisa que está com problemas de freios.

 

Agora a equipe corre contra o relógio: são menos de duas horas e meia para colocar os carros em condições de lutar de igual para igual no treino classificatório. 

 

O problema é sério. Tiago vai "passear na grama" e o clima após o 3º treino livre é de preocupação. São 2 horas até o Q3!

 

Os freios do carro de Thiago são revisados e o motor de ambos os carros acabaram sendo abertos. Jorge Freitas examina as pastilhas de freio do carro de Thiago. Pedimos para fotografar e tomamos o primeiro NÃO! (felizmente o único) de todo o final de semana. Pudemos apenas fotografar os novos conjuntos já montados. 

 

Os freios do carro de Thiago são revisados. É preciso se encontrar o problema, mas, aparentemente, tudo está bem.

 

Jorge reúne seus pilotos, e junto com os chefes de mecânica procura traçar a estratégia para os treinos classificatórios. Todos tem consciência de que a sendo esta a última prova para a classificação do campeonato de equipes, um bom resultado será de importância capital para a permanência na Copa Nextel. 

 

Jorge se reune novamente com os pilotos. É preciso tomar decisões para os treinos classificatórios.

 

Treino Classificatório: a hora da verdade chegou. 

 

A equipe aprontou os carros com rapidez e tudo está pronto para a classificação. As aletas dos aerofólios traseiros foram removidas para tentar melhorar a velocidade em reta dos carros. Não havia trincas nas pastilhas de freio do carro de Thiago, o que poderia ser um bom sinal, mas também um mal... o problema ainda estar lá. Vai começar o Q1... pits abertos e carros na pista. Giuliano anda bem, continua entre os 10 primeiros... mas Thiago continua tendo problemas e vai novamente para a grama. As aletas são recolocadas nos aerofólios de ambos os carros (existem aletas de diversas medidas, como nos comprometemos, não diremos de quantos milímetros eram as aletas usadas). 

 

São retiradas as aletas do aerofólio traseiro para tentar ganhar velocidade em reta... o fiscal da CBA observa se está tudo ok.

 

Por tratar-se de um treino oficial de cronometragem, um fiscal da CBA está nos boxes para apontar qualquer irregularidade à direção de prova. Giuliano coloca o carro em 10º ao final do Q1. Thiago fica com o antipenúltimo tempo... o 28º. 15 carros vão para o Q2. 

 

Giuliano pede para recolocar a aleta no aerofólio. Thiago vai até a grama novamente. Giuliano está com o 10º tempo.

 

Começa o Q2 e Giuliano que conseguiu andar entre os 6 primeiros durante a sexta-feira não consegue passar da 10º posição. Todos os tempos subiram e no final do Q2 Giuliano continuou com a mesma posição.  

 

Dentro dos boxes buscam-se respostas para o motivo da queda de rendimento dos carros. no pit wall, sinais.

 

Jorge Freitas não está nada satisfeito com o resultado. Losacco expõe seus pontos de análise, mas Jorge não concorda com parte da argumentação e é bem direto com o seu ponto de vista. Ele considerava que a posição poderia ser melhor! 

 

Fora da disputa pela pole, restrita aos 6 primeiros, Giuliano e Paternostro argumentam... Jorge não concorda em todos os pontos.

 

Se os problemas da JF Racing se resumissem ao 10º lugar no grid para Losacco estaria bom... o problema era: o que fazer com a situação do Thiago Marques?!?! 

 

Thiago voltou a queixar-se dos freios e depois de analisar a situação com os mecânicos, ficou decidido pela troca dos conjuntos. Não havia outra coisa a fazer. 

 

Enquanto aconteciam as tomadas de decisões nos boxes da JF Racing, Ricardo Zonta conquistava a pole position. 

 

As conversas em busca do que fazer para retomar o bom caminho de sexta-feira é a tônica das conversas após os treinos.

 

Os mecânicos da JF Racing trabalhavam nos boxes para preparar os carros para a corrida no dia seguinte, os treinos classificatórios ocorriam para a Copa VICAR e a Pickup Racing. Fomos almoçar com o Paulo Figueiredo e nos prepararmos para a maratona de tarefas paralelas que iríamos fazer após o final dos treinos. Havíamos agendado uma visita até a sala de cronometragem e uma entrevista com Dino Altimann.  

 

A tarde de sábado, após os treinos, é reservada para diversas ações promocionais. Visitação aos boxes por parte do pessoal credenciado, convidados e parceiros promocionais encheram o pit lane... “Você vai ver amanhã”, faloi Genivaldo, mecânico do Jorge Freitas. Dentre as ações promocionais, certamente é a “volta rápida”, em que convidados andam ao lado de pilotos, a que chama mais atenção. Entrevistamos uma jovem - Juliana Eli - que ganhou como prêmio em seu trabalho na AGECOM,  a chance de andar em um dos carros da equipe de Ingo Hoffman. Leia tudo no “Universo Stock”. 

 

De lá, fomos para a torre de controle conversar com Aldo Pamplona, da CRONOMAP e os leitores poderão ver no “Universo Stock” que a nossa cronometragem não fica em nada a dever àquela que se vê na fórmula 1. 

 

No briefing dos pilotos, no final da tarde, a conversa para evitar-se problemas, especialmente após a largada.

 

Também aproveitamos para registrar o início do briefing dos pilotos, do qual, é claro, não pudemos participar. Enquanto o briefing acontecia podemos dizer que “tiramos na loteria”: Vimos o Presidente da VICAR, Carlos Col, entrando na sala da administração. Fomos procurá-lo e ele, num ato de extrema atenção para com os Nobres do Grid, retardou em cerca de 15 minutos uma reunião com seu staff para falar conosco. Leia o que falou Carlos Col no “Universo Stock”. 

 

Ainda tínhamos mais duas entrevistas a fazer: Ricardo Maurício e Dino Altimann. Encontramos o Ricardo vindo em nossa direção após o briefing e ele, de forma muito simples, pediu imensas desculpas e explicou que estavam com problemas com o carro e que teriam que conversar sobre isso. Claro que entendemos e ele comprometeu-se a nos conceder a entrevista após a corrida, no domingo. Sem problemas (nem ele e nem nós estaríamos pensando no que poderia acontecer no domingo)! 

 

Fomos então procurar Dr. Dino e conversamos longamente sobre diversos assuntos que vocês poderão ler em breve na seção “NdG Entrevista”. 

 

Após a entrevista com o Dr. Dino, fomos à sala de imprensa a tempo de pegarmos o bolo de aniversário do Braga. Ele é uma pessoa muito querida por todos que freqüentam a sala. Pegamos os dados das cronometragens par voltar aos boxes da JF, onde os trabalhos de preparação já estavam perto do fim.  

 

Alguns pilotos conversavam no pit lane e vi, no final dos boxes, alguns seguranças conversando entre eles... era um novo nicho para o “Universo Stock”... só não imaginávamos que seria ali que iríamos encontrar o grande personagem daquele final de semana: o Sr. Nelson Aparecido. Quem é ele? Entre no “Universo Stock” e descubra você mesmo! 

 

 

A JF Racing decide trocar o conjunto de freios do carro de Thiago Marques. Pelas andanças pelos boxes, todos tem o que fazer.

 

O sol já tinha ido embora e as equipes corriam contra o relógio para fazer os últimos ajustes  e assim fazer com que os carros estivessem prontos no dia seguinte. Mas quem achava que o dia estava acabando, a noite estava só começando! 

 

Domingo, 24 de outubro de 2009. 

 

Chegamos ao autódromo pouco antes das 7 da manhã... o cansaço já começava a pesar sobre nossos ombros.  

 

A organização da VICAR já começava a controlar o acesso cerca de 500 metros da entrada do autódromo. A credencial de imprensa no parabrisa do carro era o passe para avançar em direção ao portão e ao estacionamento. Foi possível imaginar como seria daqui mais algumas horas, quando uma multidão de mais de 30 mil pessoas (36 mil, de acordo com os números da organização) chegando para ver os carros rasgando a reta das arquibancadas.  

 

Passamos rapidamente pela sala de imprensa para cumprimentar a todos e tomar um suco e comer um sanduiche... a funcionária do minibar estranhou... foi a primeira vez que dispensamos a preciosa água ou o “refri zero”! 

 

Embalos de sábado a noite viram "rave" no domingo pela manhã. A diarréia generalizada fez da noite um verdadeiro terror.

 

No acesso à sala de imprensa, os camarotes e HC’s já estavam praticamente prontos, com seus sistemas de acessos e seguranças privados, bebidas geladas, equipes de cozinha, copeiros, garçons, prontos para atender os poucos privilegiados que além do espetáculo, teriam um tratamento diferenciado. 

 

Corremos para os boxes e no caminho fomos ouvindo os relatos dos “embalos de sábado a noite”... não, não rolou uma  “disco dance night” por lá, apesar do churrasco patrocinado pelo Renato Russo e o pessoal de sua equipe nos boxes. O problema foi a diarréia generalizada que abateu praticamente todo o corpo de mecânicos das equipes. O vilão? O jantar do restaurante! Falaram uníssonos.  

 

Quem jantou no restaurante do autódromo na noite de sábado teve “uma noite de rei”... sentado no trono! Custamos a acreditar, uma vez que almoçamos lá 3 dias seguidos e tudo “funcionava normalmente”. Chegando aos boxes da JF, ouvimos os mesmos relatos. Não tivemos dúvidas: fomos para o banheiro! Lá encontramos diversos membros de diversas equipes e todos falando a mesma coisa. O jeito foi apelar para a medicação e se segurar para não sujar os boxes durante a corrida. 

 

Antes de chegar a entrada dos fundos do Box Nº 5, foi preciso esperar a passagem do batalhão de promotoras que se dirigia à reta dos boxes.  

 

Tudo está pronto para a corrida. Agora é cuidar dos detalhes, como as marcações para os pit stops.

 

Procuramos o arrendatário do restaurante, que já seria parte da matéria e conversamos com Bete Leardini. Ela ficou muito preocupada com o relato e ficou de apurar os fatos, pois em 5 anos – segundo ela – este foi o primeiro incidente do gênero. Conheça um pouco do funcionamento do restaurante do AIC no “Universo Stock”, com as palavras da pessoa responsável pelo seu funcionamento. Lamentamos muito o fato ocorrido, mas preferimos chamá-lo de “acidente de corrida”.

(Nota dos NdG: Reiteramos o fato de que não tivemos nenhum problema de ordem gastrointestinal durante o final de semana e que almoçamos no restaurante todos os dias.) 

 

Indo para o campo da velocidade, apesar do pessoal que trabalhou a noite estar meio que em “câmara lenta”, a Stock Jr. abriu os trabalhos com a corrida logo às 8 da manhã. Todos os boxes estavam funcionando num ritmo diferente. Havia material publicitário, duas bancadas e uma arrumação especial para os pilotos poderem atender o público que em breve invadiria a área dos pits por uma hora em busca de fotos e autógrafos. 

 

A chuva era o maior temor de todos. Carlos Col estava apreensivo. Montagner também e o ceu estava pesado...

 

No paddock a preocupação era a chuva. Estávamos com Aldo Pamplona ontem a tarde na torre de controle quando buscamos os resultados do treino da Fórmula Truck, em Santa Cruz do Sul – RS e lá já chovia forte. O vento era intenso àquela altura e a previsão era a de um dilúvio: 65mm. Pela manhã, com a mudança do vento, e a pancada na noite anterior, a previsão caiu para 5mm... o problema era: A que horas? 

 

A aflição tinha fundamento e foi o experiente Mauro Vogel quem colocou as coisas de forma clara: “Se você tem uma corrida que começa com chuva e a pista vai secando, os pilotos não vem todos ao mesmo tempo para os boxes. Se é o contrario, não tem como. O espaço a frente de cada equipe mal cabe um carro e aí vai ser preciso manter o outro por mais uma volta, de ‘slick’, na pista molhada. Você matou a corrida de um dos pilotos de sua equipe. Além do que, as nossos conjuntos para troca de pneus possuem 8 pontos de encaixe e pesam 25 Kg, os da F1 tem 16 e pesam 8Kg. No caso deles é encaixou, entrou. No nosso não”. 

 

Mauro Vogel, do alto de sua experiência, expõe seu ponto de vista e os riscos inerentes de uma chuva durante a prova.

 

Mauro não era o único chefe de equipe preocupado. Todos estavam e o próprio Carlos Montagner deixava transparecer que este era um complicador até  mesmo para a realização da prova: Na parte de interligação do oval a drenagem não é tão eficiente e uma chuva forte pode criar poças e “pequenos rios” cruzando a pista. O céu não estava com cara de bons amigos, mas não havia nada que pudéssemos fazer que não torcer para que a chuva não viesse. 

 

A visitação de 1 hora aos boxes faz do pit lane um verdadeiro formigueiro. Os pilotos distribuem autógrafos e sorrisos.

A prova da Stock Jr. terminou e pouco depois os boxes foram abertos para a visitação. Em frente aos carros, foram montadas duas mesas com guardasois (ou chuvas) e os pilotos de todas as equipes. A cena só pode ser descrita pelas fotos... um mar de gente, um verdadeiro formigueiro era o que parecia ser a área dos pits. Os pilotos distribuíam brindes, fotos autografadas, tiravam fotos com os fãs, uma festa e tanto. Nos boxes da JF Racing Thiago distribuía brindes ecológicos, sorrisos e produtos orgânicos. Giuliano assinava posters na hora para seus admiradores... e assim foi por uma hora inteira. 

 

Uma foto panorâmica mostra bem o que é este show chamado Stock Car. Mais de 30 mil presentes sob risco de chuva.

 

Enquanto os pilotos distribuíam autógrafos, os mecânicos de todas as equipes faziam um trabalho extra: Trocavam o parabrisa de policarbonato pelo de vidro, com desembaçadores. Perguntamos a Jorge Freitas qual o impacto de uma corrida com chuva nos parabrisas de policarbonato e ele nos disse que não tem como desembaçar e o piloto, devido ao calor dentro do carro e a chuva passa a não ver um palmo a frente do nariz. Thiago explicou-nos depois que aqueles vidros eram mais finos, leves e resistentes que os de um carro de passeio e que os desembaçadores eram colocados na vertical (nos vidros traseiros dos carros de passeio ficam na horizontal) para não tirar as referências do piloto. 

 

Após terminada a parte social do evento, era hora dos pilotos se concentrarem para a prova e nós aproveitamos para conhecer e mostrar um pouco da vida destas jovens que trabalham nos eventos automobilísticos. No “Universo Stock” nós conversamos com 4 dessas jovens que mostraram quão dura é o dia delas ali nos pits e boxes. 

 

Os parabrisas dos carros são trocados. Vidros com desembaçadores no lugar do acrílico que embaça e não tem conserto.

 

Dia de corrida é dia de encontrar grandes personalidades do meio automobilístico e estas não podiam faltar como os Nobres do Grid Alex dias Ribeiro e o narrador da Race TV Edgard Mello Filho. Tivemos uma rápida troca de impressões na entrada da torre de controle com o Luis Roberto e o Carlos Col e todos, esperançosos, de que a chuva não viesse. 

 

Ensaio geral... pits, abastecimento, rapidez contra o relógio. Isso pode decidir uma corrida.

 

Era chegada a hora da verdade. Pilotos concentrados dentro dos carros... boxes abertos... carros para a pista... são permitidas algumas passagens pelos boxes e paradas para testes e ajustes finais. Os pilotos buscam as marcas de pit que foram colocadas naquela manhã. O sistema pneumático é testado... os carros vão para o grid. As equipes de deslocam com os cabides de cilindros de ar e pneus (slick e de chuva)... O hino nacional é tocado. Chicão agita a torcida, faz a contagem regressiva para a partida dos motores... Carlos Montagner aciona o sinal eletrônico na torre de controle... os carros arrancam, o público vibra... serão duas voltas atrás do “Pace Car” e – caso tudo corra bem – será dada a largada.  

 

Os pneus de chuva são levados para o grid. Niguém quer correr riscos. No final, sem chuva, todos vão de slick.

 

Largaram! 

 

Enquanto parte da equipe acompanha a prova junto ao muro que separa a pista do pit lane, outra parte acompanha de dentro dos boxes. Ficamos nos boxes, junto com os mecânicos, alguns membros da W2, alguns convidados e a esposa do Jorge Freitas, D. Leila. Durante a prova Jorge passava instruções para os pilotos e para sua equipe antes dos pits. Dentro dos boxes, uma das telas mostrava a corrida, a outra, a cronometragem oficial. Da mesma forma o comando de pista tem as duas telas. 

 

Durante a prova, silêncio e atenção nos boxes. Na pista, os V8 estouram tímpanos rugindo alto.

 

A estratégia de prova não variou muito entre as equipes: ou apenas abasteceram ou além deste, que é obrigatório, trocaram os pneus do lado esquerdo, apoio nas curvas do anel externo. 

 

Final de prova e vitória de Ricardo Maurício, piloto do box ao lado. Na JF, a análise só nos seria passada depois...

 

Entre os pilotos da JF Racing Giuliano largou bem e manteve-se entre os 10 primeiros. Ganhou algumas posições ao longo da prova e foi beneficiado com o abandono de Alan Kodair e a punição de Ricardo Zonta. No final o 6º lugar foi de grande valia para manter a equipe na Copa Nextel em 2010... mas ficou aquele gostinho do “quase” para ir ao pódio. Thiago Marques avançou posições e nas estratégias de parada chegou a andar entre os primeiros. Terminou em 16º. A punição à Marcos Gomes (que ainda está "subjúdice") fez com que ambos subissem uma posição... mas não teve festa no pódio. A vitória foi de Ricardo Maurício (Putz, e a entrevista que ele prometeu para nós? Xiii... vai babar...) em uma sensacional prova de recuperação e valentia. 

 

Vinícius vem visitar os boxes da JF. Giuliano fala de como foi dura a disputa por posição onde ele estava.

 

Na parte de trás dos boxes, Jorge Freitas ouvia as análises de Giuliano sobre as disputas em que se envolveu durante a prova. Os carros andaram juntos entre o 4º e o 10º colocados e as consequências das disputas em que se envolveram estes pilotos veremos nas fotos dos detalhes dos carros.  

 

Falamos com Jorge Freitas para, quando ele achasse mais conveniente, fazer uma análise do que foi o final de semana e a prova. “Deixa baixar a adrenalina, deixa baixar a adrenalina... daí conversamos”, falou o chefe.  

 

O evento seguinte era a prova da Stock Light, mas – infelizmente – não podemos deixar de registrar a triste cena que foi assistir quase 70% do público simplesmente levantar e ir embora após a cerimônia do pódio. Interessante foi o troféu... um disco de freio reciclado, dentro da filosofia da corrida verde, bonito (e pesado)! 

 

Alex Dias Ribeiro foi um dos personagens ilustres que no paddock de Curitiba. A desmontagem começou logo.

 

O “show prá TV” terminara... o trabalho  não. Não se passou sequer uma hora desde a bandeirada para que as equipes começassem a desmontar todo o arranjo dos boxes. Os carros estavam no pátio fechado, mas a desmontagem começava... sem o ritmo frenético de quinta-feira, dado o cansaço. 

 

Depois de acompanhar a boa parte da desmontagem dos boxes, Jorge Freitas e D. Leila voltaram lá. Ela passou todo o tempo conosco e comemorou aqui seu aniversário de casamento. Jorge já estava mais relaxado... e falou conosco antes de vir se despedir do pessoal e seguir para o aeroporto. 

 

NdG: Como o Sr. poderia avaliar este final de semana entre treinos e corrida? 

 

Jorge Freitas: Podemos dizer que foi bom. Poderíamos ter nos saído um pouco melhor na classificação. O Giuliano ficou muito perto do playoff e o Thiago teve muitos problemas. Na corrida, chegamos bem perto do pódio com o Giuliano e o Thiago conseguiu ganhar posições na pista. Não foi exatamente como queríamos, mas isso faz parte. Agora é pensar em Brasília. 

 

NdG: Gostaríamos de agradecer muitíssimo a oportunidade que o senhor nos proporcionou. Esperamos não ter atrapalhado demais o trabalho da equipe. Se o senhor não se importar, ficaremos até o pessoal carregar tudo no caminhão. 

 

Jorge Freitas: Não atrapalharam, não... pelo menos não muito(risos). Espero que o trabalho de vocês tenha sido proveitoso, que o material tenha sido bom e que fique boa a matéria. Boa sorte a vocês e felicidades. 

 

Em todos os boxes o ritmo era de "vamos prá casa". enquanto isso, rolavam as provas da Stock Light e Pickup Racing.

 

Assim nos despedimos de Jorge Freitas e ficamos com um olho na desmontagem e o outro no Box do lado, aguardando o retorno de Ricardo Maurício. Pouco depois ele chegou... com um enorme sorriso e cercado por fãs, curiosos e outros entrevistadores. Quando nos viu falou logo: “não esqueci da entrevista...” rindo. Ele teve que ouvir um “Pô, cara... quer complicar nossa vida? Desde sexta estamos tentando desenrolar essa entrevista e hoje você ainda inventa de ganhar a corrida?!” Foi uma gargalhada geral e um grande abraço. 

 

Ele foi de uma simpatia e atenção fora do comum. Era o vencedor da prova, o atual campeão da categoria e atendeu a todos. Esperamos todos falarem com ele e depois fomos para o escritório da equipe nos boxes para uma entrevista exclusiva que nossos leitores vão poder ler em breve na seção “Nobres do Grid – Entrevista”. 

 

Depois de sairem do parque fechado, pudemos ver as marcas da disputa a qual se referiu Giuliano Losacco.

 

Voltamos a JF Racing para acompanhar a desmontagem dos boxes e reencontramos nosso amigo Alex Dias Ribeiro, que assistia a corrida da Pickup Racing na companhia do Luiz Otávio Paternostro. Foi lá que vimos o grave acidente que encerrou a prova e que por pouco não terminou em tragédia para o piloto Rafael Iserhard. Zeca Giaffone estava nos boxes ao lado e assistiu a tudo com extrema preocupação. A prova foi encerrada e o resultado final foi a festa para a Julio Campos, que conquistou o título por antecipação e alívio para todos. O piloto gaucho não sofreu nenhum ferimento mais sério. A prova foi marcada por acidentes, entradas do safety car e muitos protestos. Conheça um pouco das pickups no “Universo Stock”.  

 

Assim que o parque fechado foi liberado, as equipes correram para buscar os carros de suas equipes. A desmontagem dos boxes estava bem adiantada e agora era preciso preparar os carros. O combustível foi drenado dos carros e medido. Do carro do Thiago, 3,5 litros, do de Giuliano, quase 10! Algo houve aí e esse assunto certamente será discutido durante a semana na equipe. Aproveitamos a proximidade para ver as “escoriações” decorrentes da árdua batalha de Losacco. Os estilhaços no parabrisa foi algo de menos. Na grade dianteira e nos spoilers estavam as marcas dos toques com os outros carros. O carro do Thiago também teve suas pequenas avarias, mas em quantidade bem menor. 

 

Deixamos um pouco os mecânicos e fomos conversar com o locutor do autódromo, o famoso Chicão e com o Cesar Augusto do Som da Ilha, os responsáveis por “levantar a arquibancada” durante o evento. No “Universo Stock” vocês poderão conhecer um pouco mais sobre eles.

 

Na arrumação do caminhão, um problema de última hora: O alternador pifou! Não tinha como levantar os carros.

 

De lá fomos até o caminhão da Goodyear, conversar com o Vinicius Sá, enquanto isso, vários chefes de equipe estavam reunidos com Zequinha Giaffone e o corpo técnico para discutir detalhes dos testes que seriam realizados com o novo carro. Vinícius nos explicou como é a parceria com a VICAR noUniverso Stock. 

 

Os boxes já estavam praticamente desmontados no final da tarde e os caminhões já estavam ocupando o lugar dos carros. Outros caminhões estavam no estacionamento e fomos até lá para ver o final do carregamento do caminhão da JF Racing. Antes, demos uma última passada na sala de imprensa para nos despedir do Braga e agradecer pela confiança em nossa proposta de trabalho. Quase todos já tinham ido embora e aos que lá estavam também deixamos nosso agradecimento pela camaradagem distribuída. 

 

Resolvido o problema, só restava agradecer a hospitaidade que a equipe teve com os Nobres do Grid durante a etapa.

 

Ao lado de onde estava o caminhão, encontramos o pessoal responsável pelo gerenciamento de resíduos dentro do projeto “corrida verde”. Eram os Recicleiros e com eles estava um animado (ainda animado já no final do dia) funcionário da Transzero que insistia em ser chamado de Shrek! Venham conhecer estes batalhadores anônimos noUniverso Stock. 

 

No caminhão da JF, um problema de última: O alternador! Foi mais uma luta que eles tiveram até terminar de carregar o caminhão, mas a luta foi vencida e saímos já passava das 9 da noite do domingo. Os mecânicos foram para o hotel, dormir. Amanhã a trupe pega a estrada de volta para a sede da equipe no Rio de Janeiro e preparar tudo para a próxima etapa da Stock Car.    

 

Já era noite quando os carros foram colocados no caminhão. A caravana da Stock iria agora para Brasília.

 

Agradecimentos: Em primeiro lugar, os Nobres do Grid gostariam de agradecer a Marcelo Eduardo Braga por conceder o credenciamento necessário para que esta matéria pudesse ser feita. Agradecemos também a Jorge Freitas, dono da JF Racing que permitiu que trabalhássemos dentro dos boxes, tentando captar o que é o final de semana de uma equipe e a todos que nos atenderam com carinho e atenção durante os 4 dias da 9ª etapa da Stock Car em Curitiba. 

Last Updated ( Tuesday, 24 November 2009 18:41 )