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Mauro Salles PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 12 January 2012 18:42

 

 

Mauro Bento Dias Salles nasceu no Recife em agosto de 1932. Primogênito de sete irmãos do casal formado pelo agrônomo Apolônio Salles e por Izabel Irene Dias Salles, Mauro veio a mostrar-se, ao longo da vida, um dos grandes intelectos do século XX deste país. Seu Apolônio, seu pai, seguiu a carreira política. Começou como secretário de Agricultura de Pernambuco nos anos 1930, depois, foi prefeito, deputado estadual, ministro, senador e chegou à presidência do senado. 

 

Em Recife, Mauro Salles estudou no Colégio Santa Cruz. Mas, em 1942, a família mudou-se para o Rio de Janeiro devido aos compromissos profissionais de seu pai, convidado para assumir o Ministério da Agricultura do governo de Getúlio Vargas, respaldado pela excelente reputação conquistada em seu estado natal.

 

Assim, Mauro Salles transferiu-se para o Colégio São Bento. Posteriormente, estudou também no Colégio Santo Inácio. Aos 15 anos, começou a ganhar seu próprio dinheiro. Dando aulas de apoio a colegas que tinham dificuldades nas matérias. Depois, ia trabalhar como guia turístico na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. 

 

A paixão pela informação era tamanha que fez com que os rumos inicialmente traçados mudassem com raros “direitos à desvios”. Entre a renomada Faculdade Nacional de Direito e o curso de Direito da nova faculdade na Rua São Clemente, Mauro preferiu a segunda, embora tenha ficado entre os dez primeiros no vestibular da Nacional,  escolheu a Pontifícia Universidade Católica administrada pelos jesuítas, apesar de todas as pessoas mais próximas não terem considerado sua decisão a mais coerente.

 

A turma contava 50 alunos. Dentre os mestres estava o político Carlos Lacerda, professor de quem Mauro teve "o orgulho de ser aluno". Segundo ele, a inteligência e a vocação para o debate, pouco comum nas antigas salas de aula, faziam de Lacerda um professor diferente, com quem o jovem estudante gostava de debater. Se Mauro achava uma coisa e Lacerda outra, isto era mais que suficiente para se montar um debate. Com argumentações e contra argumentações sobre quem tinha razão.

 

A admiração virou amizade. A relação professor-aluno transcendeu os muros da PUC e os dois viraram grandes amigos. Mauro sempre prezou pela convivência. Achava tão importante quanto a aprendizagem. Para ele, a universidade representava "mais do que um terreiro de gente". A viagem de bonde do Centro até o campus de Botafogo era recompensada pela riqueza da vida universitária (apesar de ser filho de um ministro, ‘seu’ Apolônio não permitia que fosse feito uso do carro oficial).

 

 

Da esquerda para a direita: Ivan Junqueira, Mauro Salles, Murilo Mello Filho, Arnaldo Niskier e Aloísio Salles.

 

Mauro Salles, apesar de ter se formado em direito pela PUC do Rio de Janeiro, encontrou no jornalismo uma grande inspiração. Começou na carreira jornalística ainda enquanto estudante da PUC. Aos 19 anos, fazia pequenas contribuições para periódicos cariocas. O conhecimento da língua inglesa, algo que uma ínfima parte da população brasileira dominava, ajudou-o a destacar-se no meio.

 

O idioma e a sua capacidade intelectual abriu caminho para que ele viesse a trabalhar no escritório da sucursal da revista norte-americana Life, no Rio de Janeiro, no começo dos anos 1950. Foi assistente de fotógrafos como Philippe Halsman, Alfred Eisenstaedt, Margaret Bourke-White, Leonard McCombe e Dmitri Kessel. A convite deste, fez estágio no departamento de fotografia da revista. 

 

Em 1954, trabalhou como repórter de política no jornal O Mundo. No mesmo ano, foi convidado pelo dono do jornal, Geraldo Rocha, a integrar a equipe da recém-lançada revista em cores “O Mundo Ilustrado”. Na redação, trabalhou com jornalistas como Antônio Maria, Joel Silveira e Paulo Mendes Campos, e chegou a ser diretor da publicação. Contratou o fotógrafo alemão Egon Rosenberg, da Kodak, e o françês Ives Mansie, da Paris-Madison, que deram qualidade singular à revista. Em pouco tempo O Mundo Ilustrado atingiu a tiragem de 140 mil exemplares por semana, tornando-se um sucesso. 

 

 

Mauro Salles conseguiu conquistar a admiração e o respeito em todos os meios. Acima, com Alex Periscinoto e Nilton Travesso.

 

Neste mesmo ano casou-se com Maria Tereza Avelar Antunes, com quem está casado até hoje. Desta união nasceram três filhos (Paulo, Maria Cristina e Maria Beatriz). A discreta Maria Tereza foi responsável por um “ponto final” na vida de Mauro Salles. Alguns anos antes ele adquiriu um carro esporte, um MG 1949, e com este carro disputou algumas corridas nos circuitos cariocas. Contudo, antes do casamento a futura senhora Salles disse que só se casaria se ele deixasse de lado as corridas! Teríamos perdido um futuro campeão? A história nos contará que há mais de uma forma de se levantar uma taça. 

 

Em 1955, Mauro Salles pediu demissão de “O Mundo Ilustrado”, por discordar de um editorial da revista. Naquele ano, aceitou o convite de Roberto Marinho – antigo amigo de seu pai – para trabalhar na RioGráfica Editora, onde criou um departamento de promoções e relações públicas. Mauro Salles ainda era estudante e, além das atribuições que assumia como profissional do meio jornalístico, precisava conciliar suas atribuições acadêmicas, complicadas com a mudança da Faculdade de Direito da PUC de Botafogo para a Gávea. 

 

 

A quantidade prêmios, comendas e homenagens recebidas por Mauro Salles, como esta, acima, do CONAR, em 2005, é imensa. 

 

Em outubro de 1955, foi para O Globo ajudar na cobertura da posse do presidente Juscelino Kubitschek. Sua perspicácia jornalística produziu dois furos de reportagem: Uma foto sua – mostrando a chegada de carregamentos de caviar do Irã e de lagostas do Maine (EUA) para o jantar da posse – foi publicada na primeira página do jornal. A imagem gerou polêmica porque, na época, o Brasil se orgulhava de ser grande exportador de lagosta do Ceará e do Rio Grande do Norte. Mauro Salles também conseguiu transmitir, com exclusividade, a cerimônia das entregas de credenciais no salão nobre do Itamaraty.  Depois da cobertura da posse, Mauro Salles se tornou repórter de O Globo.

 

Foi no Jornal “O Globo” que Mauro Salles criou a primeira coluna especializada sobre automóveis na imprensa brasileira.

 

Após ser diplomado pela PUC do Rio de Janeiro, retornou à faculdade... como professor! A experiência no jornalismo propiciou o convite e Mauro Salles ministrou aulas no curso de Comunicação Social da instituição, incentivado – inclusive – pelos seus professores do curso de Direito. Segundo seus ex alunos, era um professor brilhante e ativo.

 

 

Suas obras literárias sempre foram prestigiadas nos lançamantos, como acima, ao ser cumprimentado por Cícero Sandroni.

 

Mauro Salles permaneceu no jornal durante onze anos e chegou a ser diretor de redação. Nesse período, também foi repórter e assessor de diretoria da Rádio Globo. Em certos períodos, afastou-se da redação para assumir cargos públicos. Em 1961, licenciou-se durante dez meses para ser secretário do Conselho de Ministros do Gabinete Parlamentar do então ministro da Justiça Tancredo Neves.

 

Comunicativo e articulado, no ano de 1962 enveredou por um outro projeto: a publicidade e propaganda. Um ramo que desenvolvia-se rapidamente com o aquecimento da indústria no país e sua atuação, mais e mais competitivo a cada dia. Assim ele passou a assessorar a montadora e ali recomeçou sua associação com o automobilismo, desta feita, fora dos carros.

 

Em uma conversa com o Sr. Max Pierce, então presidente da Willys Overland, empresa francesa de automóveis que estava iniciando seu departamento de competições no país, liderado pelo piloto Christian Heins. Mauro Salles acabou tendo um papel importantíssimo nas estratégias de divulgação da marca. Além de fazer parte do processo de consolidação do Departamento de Competições e foi quem “rebatizou” o modelo Alpine como “Interlagos”, nome do autódromo mais importante do país e que ajudou a fazer do modelo um sucesso de vendas e um carro cobiçado por todos os jovens do país.

 

 

Mauro Salles foi o responsável pelo "batismo" do Renault Alpine como Berlineta Interlagos. O esportivo mais cobiçado dos anos 60. 

 

Foi também o responsável pelos projetos de divulgação da marca junto ao público em geral. Quando a equipe sofreu o “baque” da morte de Christian Heins durante as 24 horas de Le Mans em 1963, Mauro Salles foi um quem intercedeu junto à presidência da Willys para que o cargo fosse preenchido por Luiz Antônio Greco, que era o assistente direto do Christian.

 

A parceria Mauro Salles/Luiz Antônio Greco funcionava perfeitamente. Quando os carros estavam em Interlagos, as vitórias apareciam, quando as corridas não aconteciam em Interlagos ou nos circuitos urbanos pelo país, era feito um programa de apresentações para mostrar a qualidade dos produtos da Willys, com a participação de seus pilotos em shows de habilidade, que ficou conhecido como o “cirquinho”, uma das idéias de Mauro para promover os Gordinis, 1093 e Dolphines, além das Berlinetas.

 

 

Sua perspicácia para a publicidade era notável: Ele "pensou" uma forma de fazer o Gordini parecer um tanque de guerra!  

 

Foi de dentro do escritório de Mauro Salles que surgiu a idéia de criar uma forma inconteste de provar a resistência e segurança de um dos seus produtos: o Gordini. Dali partiram as decisões para que viesse a ser realizado o famoso projeto da quebra de recorde de longa  duração, realizado no autódromo de Interlagos (leia a matéria clicando aqui).

 

Em 1963, foi nomeado pelo presidente João Goulart chefe de gabinete do ministro da Indústria e do Comércio Antônio Balbino. Pouco depois, em uma crise do governo, Balbino se afastou do posto e Mauro Salles foi nomeado ministro. O jornalista ocupou essa função por três meses e, em seguida, abandonou o cargo. No mesmo ano, foi vice-presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. 

 

 

Acima, com Christian Heins e Jean Redele, no autódromo de Interlagos. A paixão pelo automobilismo o fez até disputar umas provas. 

 

Mauro Salles teve participação fundamental na concepção e no lançamento da TV Globo, como diretor de jornalismo e diretor de programação, cargo que assumiu até as vésperas da inauguração da emissora, em 1965. Naquele ano, também participou das negociações entre a TV Globo e o Grupo Victor Costa para a compra da TV Paulista, canal 5 de São Paulo. Foi ainda um dos responsáveis pela contratação de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, pela TV Globo. 

 

Em 1966, Mauro Salles deixou as Organizações Globo para fundar seu próprio negócio, a Mauro Salles Publicidade. A agência, que foi inicialmente montada no hotel Jaraguá, no centro de São Paulo, em 1968, incorporou a Interamericana de Publicidade. Que passou a cuidar do marketing da Ford, empresa que comprou a Willys.

 

Um outro marco da criatividade Mauro Salles deu-se quando do lançamento do Aero Willys Itamaraty, um carro de luxo e que a empresa via como uma grande possibilidade de negócios. Mauro viu como a campanha estava sendo trabalhada e o Max Pierce convidou Mauro Salles para “dar uma olhada” no material de propaganda que estava sendo preparado. Nesta altura, Mauro era um dos diretores da Globo e sua palavra tinha um peso enorme.

 

 

A campanha para o lançamento do Aero Willys Itamaraty foi o grande salto dado no meio publicitário. Nascia a sua agência. 

 

Depois de ver o material, Mauro foi sincero e direto com o amigo: “eu achei o material muito ruim!” Mauro Salles criticou o projeto inteiro, desde o nome do carro até a forma de venda... e ofereceu-se para fazer a campanha de lançamento do veículo com uma proposta: caso Max Pierce aprovasse o projeto, ele daria a conta de publicidade e financiaria a abertura de uma agência de publicidade para Mauro Salles.

 

Max Pierce aceitou as condições e Mauro Salles criou o nome “Itamaraty”, que era alusivo ao palácio do Ministério de Relações Exteriores na capital federal e para a campanha de lançamento ele ao invés de partir para uma “simples campanha” associou o lançamento a uma série de eventos em parceria com o colunista social Ibrahim Sued numa seção que era chamada de “as 10 mais elegantes” da Revista Manchete. Assim, os “modelos” fotografados ao lado do carro eram as pessoas mais elegantes da sociedade do Rio de Janeiro. Um grande evento em parceria com Adolpho Bloch fez da alta sociedade carioca os garotos e garotas propaganda do carro. Foi um sucesso, Mauro ganhou a conta e abriu oficialmente sua agência de publicidade: a Mauro Salles Publicidade.

 

 

O seu fácil "trânsito" e sua habilidade diplomática levaram-no a fazer parte da internacionalização do automobilismo Brasileiro. 

 

Ele foi pedir demissão para o Dr. Roberto Marinho... que recusou-se a demiti-lo, alegando que Mauro perderia todos os seus direitos. Mauro Salles fez uma contraproposta: “O senhor então me dá uma licença e quando eu voltar aqui como o maior anunciante de ‘O Globo’ o senhor então me demite!” Conta Paulo, seu filho. Cinco anos depois, voltando ao escritório de Roberto Marinho, este, em pessoa, assinou a demissão de Mauro Salles, de quem continuou amigo e a quem Mauro Salles sempre tratava como “meu chefe”.

 

A passagem de Mauro Salles ligada ao automobilismo teve um capítulo que pode se dizer foi o “divisor de águas” para a nossa entrada no cenário internacional. A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) estava fundada desde 1961, mas quem tinha a representação perante a FIA era o Automóvel Clube do Brasil. Contudo, o ACB parecia não se importar e/ou interessar com as competições internacionais, inclusive dificultando a saída de nosso pilotos que queriam correr fora do país.

 

 

Quando a CBA passou a ser o orgão responsável pelas competições no Brasil, Mauro Salles foi "o presidente que trouxe a F1 ao país.  

 

Um grupo de esportistas, liderados por ‘Ramon’ Buggenhout (seu nome era Raymond Marie Barre Backx Von Buggenhout)  articulou a fundação da CBA e de 5 federações estaduais de automobilismo para dar legitimidade a esta. No tempo da ditadura militar os ânimos se acirraram e com a diplomacia que era peculiar a Mauro Salles, este foi convidado para fazer parte do grupo que visitou a FIA solicitando mudanças com o intuito de internacionalizar o automobilismo no Brasil.

 

Acabou havendo uma “certa intervenção” do governo federal e a CBA passou a ser indicada pelo governo brasileiro como representante legal na gestão das competições do país, ficando o ACB como representante dos clubes, como entidade social, mas não mais responsável pela área de competições e coube a Mauro Salles, eleito presidente da CBA, diplomaticamente apaziguar os ânimos, exaltados pela disputa de anos a fio.

 

 

No início dos ano 70, Mauro Salles foi o articulador da formação da maior e mais profissional equipe de competição do Brasil. 

 

Com Mauro Salles como presidente e Ramon Buggenhout como primeiro secretário, começaram a ser organizadas as primeiras provas internacionais no país, consequentemente a homologação do autódromo de Interlagos e que abriu as portas para que pudesse se realizar no país seu primeiro GP de F1. Após um mandato à frente da entidade, Mauro Salles abriu caminho para que outros o sucedessem e continuassem o trabalho.

 

Ainda no início dos anos 70, foi um dos articuladores de um dos maiores contratos de marketing esportivo do país, ligando uma empresa do ramo da tabacaria – Souza Cruz – ao automobilismo, através da equipe Hollywood, que tornou-se a mais vitoriosa equipe de competição do país. Mais que um articulador, Mauro Salles teve um papel importante na criação e estruturação da equipe.

 

Sua perspicaz visão era capaz de “transformar em ouro” coisas simples com apenas uma pequena (que nunca era pequena) idéia, como foi o caso da equipe de malabarismo automobilístico de João Cardoso. Foi Mauro Salles que sugeriu que o nome passasse a ser “Jota Cardoso”, muito mais sonoro. Jota Cardoso lotava estádios com suas apresentações com Corcéis, Belinas e Mavericks, saltando entre rampas, andando em duas rodas e arrancando aplausos por todo país.

 

 

Depois da venda da Willys para a Ford, a ligação com a montadora americana continuou e fortaleceu-se ao longo dos anos. 

 

Em 1973, com sua agência trabalhando para Ford, idealizou o Rally da Integração Nacional, onde os carros da empresa passariam por todos os estados do país, demonstrando que o Brasil era rodoviariamente interligado e, com uma autorização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, levando uma carta do presidente da Ford à cada governador de estado e levando uma carta de cada governador de estado ao presidente da república, em Brasília. Uma forma de mostrar quão bons eram os carros da fábrica e de divulgar o país.

 

Em uma corrida promocional, quando foi feito o lançamento dos Fod Maverick V8 no Brasil, Mauro Salles conseguiu trazer ninguém menos que Graham Hill para a prova – vencida por José Carlos Pace – em Interlagos... mas por pouco a estrela internacional não chega no circuito, uma vez que o motorista que fora buscar o piloto no aeroporto cochilou ao volante do carro, fazendo com que Hill saltasse no banco do lado e tomasse o volante! Chegando no autódromo, ele disse para Mauro Salles que era mais perigoso andar com seu motorista do que guiar um F1!

 

 

Outra idéia saída da cabeça de Mauro Salles e executada por Luiz Antônio Greco foi o Rally da Integração Nacional. Um marco! 

 

Em 1976, mudou o nome para Salles/Inter-Americana de Publicidade S.A. Em novembro de 1977, Mauro Salles aceitou o convite do senador João Calmon, presidente dos Diários Associados para ser o vice-presidente executivo do grupo, do qual fazia parte a TV Tupi. Quatro meses depois, entretanto, ele pediu demissão, alegando falta de condições de trabalho. 

 

Em novembro de 1978, pouco tempo depois de deixar os Diários Associados, foi convidado por Roberto Marinho para retornar às Organizações Globo. Assumiu uma das vice-presidências do grupo, ficando responsável pela rede de televisão, pelas emissoras de rádio e pela sucursal do jornal O Globo em São Paulo. 

 

Em abril de 1979, saiu novamente das Organizações Globo alegando que precisava de mais tempo para dedicar-se ao Latin America Daily Post, jornal de sua propriedade publicado em inglês. De 1978 a 1982, foi presidente do Conselho Curador da Fundação Casper Libero, com responsabilidade na direção da TV Gazeta, da Rádio Gazeta e do jornal Gazeta Esportiva. Em 1984, coordenou a campanha de Tancredo Neves à presidência da República. Depois da eleição no colégio eleitoral, chegou a ser nomeado secretário para assuntos extraordinários da presidência, mas não assumiu devido à morte de Tancredo. 

 

 

Palestrante eloquente, Mauro Salles sempre foi uma personalidade concorrida e suas palestras sempre lotavam salas e auditórios. 

 

Em 1985, Luiz Salles, um dos irmãos de Mauro Salles e que estava presidindo a agência de turismo, encontrou um MG 1949, reformou-o inteiramente com o Sr. Richard Flynn e deu de presente ao irmão o carro completamente restaurado. Empolgado, hoje Mauro Salles possui uma coleção de carros da marca e foi, além de um dos fundadores, um dos primeiros presidentes. Além destes MGs, estão de posse da família o Alpine, número 21 e o Bino Mark II, número 47, que foram ambos pilotados por Luiz Pereira Bueno. Em 1991, Mauro Salles passou a presidir a Salles Vídeo Internacional. A empresa opera no mercado de importação e exportação de filmes e programas para TV. Também presidiu o Conselho da Salles/DMB & B Publicidade. É ex-presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP) e da Federação Brasileira de Publicidade (FEBRASP). 

 

Mauro Salles foi eleito presidente da International Advertising Association (IAA) em maio de 1980. Naquele ano, liderou a criação do Código de Ética da Publicidade Brasileira, sendo redator do primeiro anteprojeto. Em 1985, ocupou o cargo de diretor do Conselho Nacional de Propaganda (CNP). Por seu trabalho como publicitário ganhou os prêmios de Homem de propaganda em 1970; Publicitário do ano de 1972; Personalidade global em1973; Homem de vendas em 1974; e Publicitário da década em 1981. 

 

 

Poucas pessoas no Brasil tiveram uma formação tão vasta e mostrou-se tão competente em todas as áreas que atuou como Mauro Salles. 

 

Mauro Salles foi também cartógrafo da Comissão do Vale de São Francisco, presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo e professor de jornalismo da PUC/RJ. É autor de três livros de poesia: Coisas de Crianças (1991), O Gesto (1994), Viagem (1994),  Recomeço (1999) e Tilápia Galiléia (2004). Em 2005, junto com Antônio Carlos de Almeida Braga, Arnaldo Niskier e Joaquim Falcão, lançou o livro "Dr. Roberto", uma homenagem ao fundador da TV Globo, o jornalista e empresário Roberto Marinho. 

 

Há alguns anos Mauro Salles tem aparecido muito raramente em eventos públicos devida à fragilização de seu estado de saúde. Entre suas últimas aparições públicas estão a homenagem a Luiz Pereira Bueno, feita no MG Clube e o lançamento do livro “Entre Ases e Reis”, de Bird Clemente, em 2009. Em 2010, Mauro Salles foi homenageado na Noite da Renault, no Sambódromo do Anhembi.

 

 

Em 2010, Mauro Salles e os pilotos da equipe Willys foram homenageados na "Noite da Renault", realizada no sambódromo de SP. 

 

Mauro Salles poucas vezes disputou uma corrida, nunca construiu um carro, nunca foi “dono” de equipe, mas seu papel na história do automobilismo brasileiro faz dele muito mais que um ‘Nobre do Grid’, Mauro Salles encarna a essência do hino do seu estado natal, mesmo que a Academia Brasileira de Letras – ainda – não tenha lhe concedido o título, ele é um verdadeiro imortal! 

 

 

Fontes: CEDOC (Globo); Revista Autoesporte; Revista Quatro Rodas; Depoimentos de Paulo Salles, Rubens Carpinelli, Bird Clemente e Luiz Carlos Secco. 

 

 

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Last Updated ( Sunday, 15 January 2012 23:40 )